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sábado, 5 de abril de 2008

Cultura e consciência coletiva



Com referência à análise da racionalização e em especial no tocante à Renascença, a utilização aplicada do
termo “cultura” em Max Weber se diferencia em certo aspecto da religião já que “afirma a noção de bens de
civilização sem alcance religioso imediato”.
***
Ao comunicar sobre a sociologia o sociólogo faz algo mais do que um paper de universidade। Sua aproximação da matéria inclui a mais do caráter desinteressado do conhecimento científico uma mirada vinculada à prática profissional।

Desta sorte produz textos sociológicos, elaborações sobre a realidade social que aportam não só os resultados da sociologia que faz, mas igualmente revelam os procedimentos em vias de fazer.

Há uma indispensabilidade em produzir texto sociológico para a prática do sociólogo, na qual os resultados levam aos procedimentos e vice-versa ultrapassando a sugestão epistemológica de estabelecer um hiato entre contexto da descoberta e contexto da justificação.

Esta obra mostra que o estudo histórico da sociologia revelase uma pesquisa de sociologia dos quadros operativos da teoria sociológica,especialmente em relação a Max Weber e a Émile Durkheim.
Partindo deste último, elaboramos sobre o programa de uma sociologia da vida moral
desde o ponto de vista diferencial, levando em conta a microssociologia
e a autonomia relativa dos grupos em relação às classes e às sociedades globais.

Acentuamos a revalorização pedagógica da colocação do conhecimento em perspectiva sociológica, orientação esta atualmente solicitada para contrarrestar a filosofia abstrata das ciências cognitivas: para o sociólogo não há comunicação sem o psiquismo coletivo.

Entendendo que a linguagem humana exige uma união prévia, seguimos o realismo de Georges Gurvitch em relação ao interesse, alcance e especificidade da teoria sociológica distinguindo sem separar os elementos históricos e os elementos pouco ou não-históricos da realidade social. Desta sorte, aprofundamos a sociologia diferencial e a dialética acentuando o pluralismo social efetivo. Entende-se, portanto, que o subtítulo deste ensaio como Leituras Saint-Simonianas visa acentuar que a sociologia é ciência dos determinismos sociais e que suas raízes estão plantadas na sociedade industrial.

Quanto ao nosso estilo, contrariando as sugestões editoriais de que os escritos com disciplina científica devem ser impessoais, utilizamos a primeira pessoa do plural para afirmar a vontade vontade de valor ou de verdade

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Cultura e consciência coletiva: Leituras Saint-Simonianas de Teoria Sociológica
por
Jacob (J।) Lumier

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Press Release sobre produtos e books.

Press-Releases ou Comunicados à Imprensa são documentos divulgados para informar, anunciar, esclarecer ou responder à mídia. Geralmente, releases são usados para anúncios e lançamentos de novidades das quais os interessados produzem notícia. O release deve conter informação jornalística com objetivo promocional. Pode ser definido como o material informativo distribuído na mídia para servir de pauta ou ser veiculado completa ou parcialmente, de maneira gratuita. É uma proposta de assunto, um roteiro, uma sugestão de pauta, mas do ângulo de quem o emite.
Press-Releases sobre eventos devem antecipar todos os dados relativos, além de facilitar o acesso dos profissionais de imprensa (caso exija credenciamento prévio, por exemplo).
Press-Releases sobre produtos e livros, devem conter informações específicas, factuais e objetivas. Em todos os casos, uma boa contextualização do fato anunciado ajuda a inserir melhor o conteúdo do comunicado na pauta do veículo (em jargão jornalístico, dar “gancho” a uma matéria).
O termo “press release” em inglês significa, literalmente, “soltura à imprensa”, e deriva do título comum que abria os comunicados nos Estados Unidos: “for immediate release”, ou “para divulgação imediata”.
A popularização da internet facilitou o aumento da prática de publicar releases integralmente ou quase inalterados.
(Leia mais na wikipédia/pt)

J. Lumier Readings of the Twentieth Century (PLSV)






Cipedya lança Biblioteca Digital Aberta

No Cipedya, usuários podem disponibilizar gratuitamente documentos digitais em 5.126 áreas do conhecimento e criar sua própria biblioteca digital

Brasília, 20 de junho de 2007 – Criar um portal onde professores, acadêmicos, pesquisadores e usuários em geral possam disponibilizar à comunidade, de forma simples e organizada, qualquer documento digital, sejam textos de todos os tipos (artigos, teses, monografias, apostilas etc), apresentações ou planilhas. Este foi o objetivo que levou à criação do Cipedya (http://www.cipedya.com/).

O Cipedya é uma biblioteca colaborativa de documentos digitais, de uso gratuito, associada a uma interface de busca similar aos mecanismos de busca tradicionais.

No Cipedya, professores podem criar uma biblioteca para disponibilizar aos estudantes documentos de um curso, incluindo resumos, apostilas, apresentações ou qualquer outro documento em formato digital. Acadêmicos e pesquisadores podem disponibilizar suas publicações mais recentes numa biblioteca particular, do departamento, do grupo de pesquisa ou da própria instituição.

Além disso, palestrantes podem disponibilizar para os participantes de um evento suas apresentações. E autores, escritores e artistas podem disponibilizar suas criações numa biblioteca particular.

No Cipedya os documentos são classificados em até 5.126 áreas de especialização, que estão agrupadas em 697 sub-áreas do conhecimento e 97 áreas do conhecimento. A Classificação Cipedya foi desenvolvida a partir da tabela de áreas do conhecimento utilizada pelas principais universidades e institutos de pesquisa do Brasil, desenvolvida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.

O acervo inicial do Cipedya inclui toda a coleção de Textos para Discussão publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. O IPEA é um dos principais centros de estudos e pesquisas na área econômica e de políticas públicas do Brasil. A coleção compreende todos os TDs publicados pelo IPEA desde 1976.

O Cipedya se alinha a iniciativas como Movimento Acesso Aberto (Open Acces Iniciative) e Creative Commons, entre outros grupos que defendem uma mudança nos paradigmas tradicionais de difusão do conhecimento nas artes e nas ciências na era digital. O Cipedya também compartilha dos princípios e práticas do que convencionou-se chamar Web 2.0, especialmente no que se refere ao aproveitamento da inteligência coletiva e a visualização da web como plataforma.

Saiba mais sobre o cipedya.

COMENTÁRIO CRÍTICO por Jacob (J.) Lumier

Deve-se notar o seguinte: (a) – o Cipedya propõe uma biblioteca virtual que seja ao mesmo tempo particular, não pública ou não comercial; (b) – os textos digitais, e-books, artigos eletrônicos não podem ser acessados pelos sites de busca; (c) – não se vê a razão para excluir o alcance comercial e tratar os materiais digitais como informação protegida inacessível aos sites de busca a não ser o interesse na tecnologia de classificação dos dados e não o interesse dos usuários da Internet no Acesso Aberto.






O Portal Domínio Público, lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.

SEED - Secretaria de Educação a Distância (MEC.br)

Conheça o Portal Domínio Público




segunda-feira, 9 de abril de 2007

COMMUNICATION SOCIALE ET DÉMOCRATIE OU DEUX ARTICLES DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE REDIGÉS EN PORTUGAIS.

COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou DEUX ARTICLES de SOCIOLOGIE de la CONNAISSANCE redigés en portugais 1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil.

Press release

Sendo autor de <COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou Deux Articles de Sociologie de La Connaissance rédigés en portugais 1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil> Jacob (J.) Lumier aspira contemplar a carência de publicidade dos autores-editores ao tornar seu livro publicado disponível para impressão sob formulário de encomenda junto ao website da firma publicadora internacional <lulu.com> .

Link para a vitrine on-line deste e-book e livro

Jacob (J.) Lumier's Storefront - Lulu.com

< http://stores.lulu.com/democratie >.

Comunicado de Imprensa redigido pelo próprio autor:

Rio de Janeiro, em 5 de Abril 2007.

Em seu livro <COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou Deux Articles de Sociologie de La Connaissance rédigés en portugais 1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil>, Jacob (J.) Lumier ensina aos universitários como chegar à compreensão dos sistemas cognitivos nas escalas do microssocial, dos grupos e classes sociais, das sociedades globais e como a análise do problema do voto obrigatório revela a insuficiência de realismo do conhecimento político neste caso.

Ademais das linhas básicas para ultrapassar a hipótese de uma apreensão humana do ciberespaço, <COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou Deux Articles de Sociologie de La Connaissance rédigés en portugais 1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil> é um ensaio que descreve ponto a ponto a evolução da sociologia do conhecimento desde Karl Mannheim à C.Wrigth Mills e Georges Gurvitch. Essa descrição inclui a corroboração do fato de que comunicação alguma não pode ter lugar sem o psiquismo coletivo e que isso exige o estudo da variabilidade na realidade social, mediante a verificação do coeficiente existencial do conhecimento.

<COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou Deux Articles de Sociologie de La Connaissance rédigés en portugais 1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil> foi escrito por Jacob (J.) Lumier diante da crescente influência da concorrente filosofia abstrata do conhecimento, nutrida pela neuropsicologia da cognição - « designada « ciências cognitivas ». Ele escolheu a publicadora eletrônica de livros <lulu.com> por haver constatado que as ferramentas de impressão desta firma são rápidas, de fácil manejo e sem despesa prévia para o autor-editor.

<COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou Deux Articles de Sociologie de La Connaissance rédigés en portugais 1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil> encontra-se disponível para a venda em www.lulu.com, nas estantes de uma boutique plena de obras mais surpreendentes e interessantes umas do que as outras.

Link para a vitrine on-line deste e-book / livro:

Jacob (J.) Lumier's Storefront - Lulu.com

< http://stores.lulu.com/democratie >.

Sobre o autor

Professor do ensino superior, o autor é titular de uma <Licence de l'Université de Paris VIII - Vincennes, section Philosophie>. No prolongamento dos anos sessenta ele freqüentou a antiga <Ephe- VIéme Section (Sorbonne)>. Ele é sociólogo profissional no Rio de Janeiro tendo ensinado a Sociologie e a Metodologia Científica junto de universidades privada e pública. Exerceu também as atividades de pesquisador com sustento de fundação científica. É o autor-editor dos e-books monográficos e artigos sociológicos apresentados como produtos culturais de literatura digital no website www.leiturasjlumierautor.pro.br de cujo domínio é o titular. Em 2006/2007 publicou na Internet os seguintes artigos : (a) - <Tópicos para uma Reflexão sobre a Teoria de Comunicação Social (relações entre tecnologias da informação e sociedade)> em http://www.oei.es/salactsi/conodoc.htm (Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la ciencia y la cultura – OEI) ; (b) - <Comunicação social e sociologia do conhecimento: artigos>(Portal MEC.br)

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=34320

Sobre a publicadora de livros lulu.com:

Fundada em 2002, a publicadora lulu.com tornou-se a praça de mercado para os autores-editores de obras digitais que cresce mais rapidamente no mundo. Queiram visitar o website www.lulu.com para obter informações mais completas. Lulu.com est le fournisseur de livres publiés à la demande qui grandit le plus rapidement dans monde.

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Enviada à Seção Cartas dos Leitores em O Globo On-line e dirigida à editoria de cultura,

em 7 de Abril de 2007.

DESCRIPTION DU CONTENU DE COMMUNICATION SOCIALE ET DÉMOCRATIE E NOVOS LIVROS.

DESCRIPTION DU CONTENU DE COMMUNICATIOS SOCIALE ET DÉMOCRATIE
Format 21,59 x 27,94 / Font Garamont 12 pts / 152 pages


COMMUNICATION SOCIALE et DÉMOCRATIE ou DEUX ARTICLES DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE
redigés en portugais
1- La Culture du Partage; 2- La Fiction dans les Élections ou Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil.

par
JACOB (J.) LUMIER
Auteur d'essais sociologiques publiés chez l'Organización de Estados Iberoamericanos pour la Educación, la Ciencia y la Culture - O.E.I. et chez le Portal MEC.br .


Les Mots Clés:
Sociologie, politique, médias, Société, technologie, connaissance, démocratie, réseaux P2P, partage, industrie, science, théorie, Système cognitif, variabilité, réalité sociale, coefficient existentiel, aliénation, reification, fiction, électeur.



PREMIER ARTICLE
Description

La Culture du Partage

La théorie de communication sociale examine la culture du partage dans les réseaux P2P in flux dans le cyberespace et nous propose une notion technologique de la connaissance. Néanmoins, la sociologie du vingtième siècle comme discipline des sciences humaines nous rappelle l'indispensabilité de l'espace de la sociabilité dans la compréhension même du terme connaissance.
Dans cet article, outre les lignes basiques pour dépasser la hypothèse d'une appréhension humaine du cyberespace, nous traçons un panne-au critique de l’évolution de la sociologie de la connaissance depuis Karl Man-nheim à Georges Gurvitch – attentifs a Émile Durkheim, Lucien Levy-Bruhl e d’autre coté Henri Lefébvre. Dans ce panneau nous avons tenu compte du positi-onnement défavorable de certains philosophes de l' épistémologie contraires à Gaston Bachelard, et nous avons contesté les objections de Karl Popper et de leurs collaborateurs Ralf Dahrendorf et Anthony Giddens.
Nous couvrons à niveau d'introduction les principales lignes sur la manière comme la connaissance dans leurs genres et formes vient-elle à être constitué dans les systèmes cognitifs et, à travers la description historique des théories sociologiques, nous examinons les problèmes de sociologie affrontés pour arriver à la compréhension de ces systèmes cognitifs dans leurs trois échelles du microsocial, des groupes et classes sociaux, des sociétés globales.
Devant la croissante influence de la concurrente philosophie abstraite de la connaissance, nourrie par la neuropsychologie de la cognition - désigné "sciences cognitives" - nous trouvons des motifs pour mettre en relève les orientations basiques de la nouvelle sociologie de la connaissance telle que comprise dans l'oeuvre de C. Wright Mills (1916-1962), basée, développée et pro-mue par Georges Gurvitch (1894-1965). Nous insistons qu'aucune communication ne peut avoir lieu sans le psychisme collectif et que ceci exige l'étude de la varia-bilité dans la réalité sociale moyennant la vérification du coefficient existentiel de la connaissance.

***

SECOND ARTICLE
DESCRIPTION

La Fiction Dans les Élections
(Démocratie et Vote Obligatoire au Brésil).

Le second et dernier article réuni dans cet e-book est une étude de sociologie appliquée. Nous y traitons la connaissance politique comprise dès le point de vue sociologique en tant que combinaison spécifique d'utopismo et de réalisme. Nous examinons le cas de l'oeuvre de démocratisation au Brésil qui en-core n'est pas arrivé au vote libre, et par l’analyse du problème du vote obliga-toire nous avons mis en relève l'insuffisance de la connaissance politique dans ce cas, son manque de réalisme.




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N O V O S L I V R O S

DANS LA VOIE DU HOMO FABER: ARTICLES SAINT-SIMONIENS DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE RÉDIGÉS EN PORTUGAIS
par Jacob (J.) Lumier


Essai sur la théorie sociologique oú ►on examine le problème de la possibilité de la structure et oú on y décrive ►la conscience collective sous les formes de sociabilité (les Nous, les relations avec l'autrui) en profitant des analyses de Georges GURVITCH sur la pluridimensionalité de la réalité sociale et sur l’intervention de la liberté humaine produisant les corrélations fonctionnelles du savoir et des cadres sociaux ► la relativité de l’historique et de l'archaïque ► le changement à l'intérieur des structures passant dans l'origine de la technique et de la moralité autonome ► la dialectique des niveaux et hiérarchies multiples propres aux groupements particuliers dans son autonomie relative à l’intérieur et devant les classes sociales et les sociétés globales. DANS LA VOIE DU HOMO FABER... a été élaboré par Jacob (J.) Lumier sous le régard du sociologue pris dans leur pratique parmi les professionnels des Sciences Humaines.

Fiche technique du produit:
Imprimé: 185 pages, 8.5" x 11", perfect reliure, noir et blanc encre intérieure
Éditeur: Jacob (J.) Lumier
Copyright: © 2007 by Jacob (J.) Lumier Standard Copyright License
Langue: French
Pays: Brazil
Édition: Premiére èdition

Mots-clés:

* gestalt
* dialectical
* microsociology
* Sociability
* collective atitud
* Social reality

Listé dans :
Sciences humaines

DANS LA VOIE DU HOMO FABER: ARTICLES SAINT-SIMONIENS
DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE RÉDIGÉS EN PORTUGAIS.

por Jacob (J.) Lumier

Description


Dans ce livre l'auteur tien compte de la relativité de l’historique et de l'archaïque. Il soutien que le changement à l'intérieur des structures passe dans l'origine de la technique et de la moralité autonome. Il enseigne comment reconnaître la dialectique des niveaux et hiérarchies multiples propres aux groupements particuliers dans son autonomie relative à l’intérieur et devant les classes sociales et les sociétés globales.
Il s’agit d’un essai sur la théorie sociologique qui examine point aprés point le problème de la possibilité de la structure y décrivant la manifestation concrète de la conscience collective sous les formes de sociabilité (les Nous, les relations avec l'autrui). Dans cette description on met en relief les bases de la sociologie de la connaissance en profitant des analyses de Georges GURVITCH sur la pluridimensionalité de la réalité sociale. Tout ceci en vue de corroborer que ne peut pas y avoir de l'unification structurale sans l’intervention de la liberté humaine produisant les corrélations fonctionnelles du savoir et des cadres sociaux.
DANS LA VOIE DU HOMO FABER: ARTICLES SAINT-SIMONIENS DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE RÉDIGÉS EN PORTUGAIS c’est un livre qui a été élaboré par Jacob (J.) Lumier sous le régard du sociologue pris dans leur pratique parmi les professionnels des Sciences Humaines.

Catégories : sciences humaines, théorie sociologique, connaissances universitaires, communication.

Les Mots Clés: conscience collective, microsociologie, dialectique, réalité social, gestalt, attitudes colletives.

© 2007 by Jacob (J.) Lumier


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DANS LA VOIE DU HOMO FABER: ARTICLES SAINT-SIMONIENS
DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE RÉDIGÉS EN PORTUGAIS.
Jacob (J.) Lumier

Descrição deste e-book em Português
Título:
NA TRILHA DO HOMO FABER: ARTIGOS SAINT-SIMONIANOS DE SOCIOLOGIA DO CONHECIMENTO REDIGIDOS EM PORTUGUÊS.

Neste livro o autor esclarece que a mudança ocorrente no interior das estruturas assimilando a relatividade do histórico e do arcaico passa na origem da técnica e da moralidade autônoma. Em acréscimo, ensina como reconhecer a dialética dos níveis e hierarquias múltiplas próprias aos agrupamentos particulares em sua autonomia relativa no interior e diante das classes sociais e das sociedades globais.
Trata-se de um ensaio de teoria sociológica que examina ponto por ponto o problema da possibilidade da estrutura descrevendo a manifes-tação concreta da consciência coletiva em formas de sociabilidade (Nós, relações com Outrem). Essa descrição põe em relevo as bases da sociologia do conhecimento tirando proveito das análises de Georges GURVITCH sobre a pluridimensionalidade da realidade social, em vista de corroborar o fato de que não há unificação estrutural sem a intervenção da liberdade humana produzindo as correlações funcionais entre o saber e os quadros sociais.
NA TRILHA DO HOMO FABER: ARTIGOS SAINT-SIMONIANOS DE SOCIOLOGIA DO CONHECIMENTO REDIGIDOS EM PORTUGUÊS foi elaborado por Jacob (J.) Lumier sob a mirada do sociólogo como atuante no conjunto dos profissionais das Ciências Humanas.

Categorias: conhecimentos universitários, ciências humanas, comunicação social, teoria sociológica.

Palavras chaves: consciência coletiva, dialética, realidade social, gestalt, atitudes coletivas, microssociologia.

© 2007 by Jacob (J.) Lumier
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DANS LA VOIE DU HOMO FABER: ARTICLES SAINT-SIMONIENS
DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE RÉDIGÉS EN PORTUGAIS.
Jacob (J.) Lumier


Titres de la Table des Matiéres

Première Partie:
THÈSES

LAICÏTÉ ET SOCIOLOGIE: REFLEXION SUR L’ HOMO FABER

LA DIALECTIQUE SOCIOLOGIQUE:
Les procedés pour décrire les attitudes collectives.

DIALECTIQUE ET MICROSOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE:
Les Références Pour une Pratique Sociologique.

Deuxième Partie:
RÉSONANCES
(Quelques Annotations Critiques)

BACHELARD, GURVITCH et SARTRE.

CULTURALISME ABSTRACT et SOCIOLOGIE
ou de Weber a Lefébvre.

ÉPISTÉMOLOGIE et SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE.

DAHRENDORF: SOCIOLOGIE ou PHILOSOPHIE SOCIAL?

CASSIRER ou LE ALLÉGORIQUE PAR LE SOCIOLOGIQUE.

BERGER et LUCKMANN ou LA RÉIFICATION TRANQUILLISÉE.

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DANS LA VOIE DU HOMO FABER: ARTICLES SAINT-SIMONIENS
DE SOCIOLOGIE DE LA CONNAISSANCE RÉDIGÉS EN PORTUGAIS.
Jacob (J.) Lumier



APRESENTAÇÃO


Se o mundo como significado foi transposto “a uma distância muito vaga” das vidas das pessoas não se pode deixar aí passar inteiramente despercebido que a autonomia do significado em relação ao significante num contexto de dependência de um grupo, de uma classe ou de uma sociedade global configura a criação de ligações com o próprio significado autônomo levando às relações com os outros grupos ; levando a uma interpretação, funcionalidade ou atitude afirmativa de um Nós – não só como consciência dos obstáculos, mas como apreensão dos determinismos sociais: o cidadão normal vê sua profissão como se fosse uma ruela de uma imensa engrenagem.



O estudioso que leva a sério suas leituras de História e exerce a reflexão sobre a modernidade intrigado por essa cultura que não pertence a coletividade alguma já terá anotado que, nos ensaios sobre mudança social, curiosamente, resta intocado o problema da objetivação dessa a cultura em estado genérico que nas sociedades industriais não se individualiza, limitada pelo pensamento crítico ao estatuto de uma referência em que as estruturas sociais são tomadas desde o ponto de vista do sistema, como sujeitas à mudança somente nas posições relativas de grupos e classes. Nessa abordagem sistemática, uma vez que o pensamento crítico não percebe a mudança no interior das estruturas, o problema da possibilidade mesma da estrutura é deixado inatendido, restando na sombra. Em conseqüência a referência das formas de sociabilidade fica embargada por enunciados conceitualistas transpondo a pesquisa propriamente sociológica dos níveis intermediários da realidade social para o plano futuro das desejáveis relações individuais com a natureza e a sociedade, o plano da perquirida “concretização da cultura”. Por outras palavras, no pensamento crítico a referência das formas de sociabilidade fica embargada na própria objetivação da cultura porquanto constituída como produto cultural de um gênero especial capaz de impor mais do que um hiatus um abismo entre os homens e os significados.
Mas não é tudo. Se o mundo como significado foi transposto “a uma distância muito vaga” das vidas das pessoas não se pode deixar aí passar inteiramente despercebido que a autonomia do significado em relação ao significante, como fato social - isto é, num contexto de dependência de um grupo, de uma classe ou de uma sociedade global - configura a criação de relações com o próprio significado autônomo levando às relações com os outros grupos ; levando a uma interpretação, funcionalidade ou atitude afirmativa de um Nós – não só como consciência dos obstáculos, mas como apreensão dos determinismos sociais. No dizer de Georges LUKACS “... o cidadão normal vê sua profissão como se fosse uma ruela de uma imensa engrenagem” . Quer dizer, se o mundo como significado foi transposto “a uma distância muito vaga” das vidas das pessoas ocorre em realidade apenas uma falsa aparência, já que a criação coletiva se afirma no reconhecimento dessa autonomia do significado como tomada de consciência dos determinismos sociais, malgrado o mal estar que a falta de significado no trabalho pudera impressionar.
Certamente que nesses determinismos sociais, nessas en-grenagens, não excluímos aqui os traços do capitalismo organizado e dirigista, tais como a sujeição dos homens e dos grupos às máquinas, a destruição de estruturas sociais e obras de civilização por efeito de técnicas cada vez mais independentes, a negação dos direitos dos cidadãos de todas as categorias (produtores e consumidores) de governarem-se a si mesmos e de controlar todo poder que se os imponha. Tanto mais que a era da automatização e das máquinas eletrônicas dá primazia lógica ao conhecimento técnico em um grau tal que, como sublinha Georges GURVITCH, “todas as outras manifestações do saber são influídas ao ponto de tecnificar-se tanto quanto possível ”. As próprias ciências humanas são comprometidas gravemente com as gigantescas organizações de sondagens da opinião pública, de estudos de mercado, etc. as quais apenas se limitam à mecani-zação e à tecnificação das "relações humanas” e dos problemas reais que suscitam a vida mental e a vida social atuais, com o objetivo de subordiná-los aos esquemas prefixados, muito ao gosto dos defensores da" lógica simbólica”, que tecnificam a filosofia .
Neste contexto, sendo preciso ultrapassar a abordagem sistemática para reencontrar através da autonomia do significado a atitude afirmativa de um Nós, a sociologia do conhecimento com sua abordagem diferencial surge como alternativa capacitada para nos ensinar a revalorizar as formas ou manifestações de sociabilidade. Os Nós (como manifestações concretas da consciência coletiva incluindo as relações com outrem e viabilizando a participação nos agrupamentos sociais particulares), as classes sociais, as sociedades globais e suas estruturas são temas coletivos reais, de tal forma que podemos falar do conhecimento dos outros, do conhecimento dos Nós, dos grupos, das classes e das sociedades globais como se fala de uma classe específica de conhecimento na realidade social, sem dúvida um conhecimento muito colado aos papéis sociais e às expectativas de papéis. Mas isso já é avançar muito sobre o conteúdo desta obra.
Importa assinalar nesta Apresentação como já o fizemos em nossos ensaios anteriores já publicados que, nesta obra aqui, prosseguimos em nosso esforço para estabelecer a proposição de que a sociologia do conhecimento pode nos ensinar a revalorizar a sociabilidade humana. Proposição essa tanto mais importante quanto autores do alto porte filosófico de um Karl POPPER, atribu-indo-lhe equivocadamente um estatuto de disciplina exclusivamente causal, nos dizem que nada ou muito pouco a sociologia do conhecimento teria para ensinar. Nas suas palavras: "podemos aprender acerca da heurística e da metodologia e até a respeito da psicologia da pesquisa, estudando teorias apresentadas pró e contra elas, mais do que por qualquer abordagem direta behaviorista ou psicológica ou sociológica” . Quer dizer que, além da pouca sensibilidade metodológica como obstáculo à sociologia do conhecimento, agora encontramos também uma atitude nitidamente depreciativa da relevância pedagógica da sociologia do conhecimento como disciplina científica. Atitude essa que, entretanto, não fica restrita às afirmações dos filósofos e epis-temólogos, mas que tem seguidores entre os sociólogos, tanto que Anthony GIDDENS depreciará o histórico da pesquisa especificamente sociológica do coeficiente existencial do conhecimento dizendo-nos que considera como “erro clássico" da sociologia do conhecimento - gratuitamente qualificada "velha”, sem explicar esta qualificação - a sugestão de que a "validade das teorias científicas pode ser reduzida aos interesses que desempenharam um papel na sua geração", embora esse prolixo autor admita que "esse ponto necessita de uma ênfase” .
Desta forma, para prosseguirmos em nosso esforço de estabelecer a proposição de que a sociologia do conhecimento pode nos ensinar a revalorizar a sociabilidade humana, reafirmamos aqui a convicção de que o caminho do ensino permanece um caminho de pensamento sempre efetivo porquanto alimentado pela “polêmica da prova”. "O espírito científico não repousa sobre crenças, sobre elementos estáticos, sobre axiomas não discutidos". Segundo Gaston BACHELARD a crença no determinismo não está na base de todos os pensamentos, fora de toda discussão. Pelo contrário, "o determinismo é precisamente o objeto de uma discussão", "o assunto de uma polêmica quase diária na atividade do laboratório” . Fora dessa polêmica alcançando “uma ligeira ignorância, uma ligeira flutuação na predição”, só restará o argumento mais psicológico, mais dogmático, em predizer o que o fenômeno esperado não será. Portanto, o ensino traz uma luz indispensável à constituição de um espírito científico, não podendo passar despercebida a objeção contra a relevância pedagógica da sociologia do conhecimento, tida equivocadamente por disciplina exclusivamente causal.
Todos os Direitos Reservados
© 2007 Jacob (J.) Lumier
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N O V O L I V R O



Philosophie à la Lumière de la Communication Sociale: Réflexion Sur la Lecture de Hegel Rédigée en Portugais. por Jacob (J.) Lumier.


Imprimé: $10.49

Téléchargé: $3.44

Cet ouvrage s’insère dans le débat de la pensée historique sur la lecture de Hegel qui oppose Habermas à Kojévè. J. Lumier admet que le théme de la fin de l'histoire ne diminue pas l'intérêt sociologique de la lecture kojévèana - favorisée par Max Weber dans son analyse de la theodicée. J. Lumier utilise les enseignements d'Alexandre Kojévè, y examine le dualisme en décrivant le rôle de la théorie de la "Gestalt" et celui du concept de Mythe dans l'interprétation du Chapitre VII de La Phénoménologie de l'Esprit. L'intérêt sociologique rejaillit ►sur l'approche qui humanise des sujets de la philosophie de Hegel ►sur la méthode phénoménologique ►sur l’esthétique-sociologique (la religion identifiée à l'Histoire de l'Art enlevé du monde social hellénique). Jacob (J.) Lumier a élaboré cet essai en vue de collaborer pour les "Études Hégéliens” au sujet de l’Anthropologie.

Fiche technique du produit:
Imprimé: 126 pages, 8.5" x 11", perfect reliure, noir et blanc encre intérieure
Éditeur: Jacob (J.) Lumier
Copyright: © 2007 by Jacob (J.) Lumier Standard Copyright License
Langue: French
Pays: Brazil
Édition: Premère édition
Classement des ventes sur Lulu: 53,100
Mots-clés:

* mythe
* histoire
* connaissance
* Conscience
* désir
* anthropologie
* gestalt

Listé dans :
Sciences humaines


Philosophie à la Lumière de la Communication Sociale:
Réflexion Sur la Lecture de Hegel Rédigée en Portugais



Por
Jacob (J.) Lumier



APRESENTAÇÃO




Esta obra visa antes de tudo ser prestante aos “Estudos Hegelianos” e orientar a leitura de “A Fenomenologia do Espírito”, ainda que nos mostre um estudo sobre a noção histórica do mito. Mais precisamente, nos mostra como a antropologia filosófica desemboca na filosofia estética. Sendo um autor sociólogo, não foi por acaso que me apliquei na reflexão sobre o dualismo para compor este ensaio sobre a leitura de Hegel baseado, sobretudo nos ensinamentos de Alexandre KOJÉVÈ, embora com aproveitamento dos esclarecimentos de Ernst BLOCH e de Ernst CASSIRER .
Sabe-se que o dualismo no pensamento histórico despertou o interesse de grandes sociólogos como Max WEBER, cujos estudos sobre a teodicéia repercutem a influência do hegelianismo. Podemos confirmar isto se, como veremos, tivermos em conta o seguinte: primeiro, que, por um lado, a compreensão do elemento simbólico do mito já está no Prefácio da “Fenomenologia do Espírito” numa formulação definindo a conexão entre a ciência e a consciência sensível, em que Hegel estabelece a problemática geral estrutural aplicada à conexão do conhecimento e da consciência mítica. Segundo: por outro lado, será o problema crítico cultural do espiritualismo ou da teodicéia, será a questão sobre a transposição do conservadorismo hegeliano no século XX levando à crença de que uma ordem nova pode surgir como criação ex-nihilo, que se repercutirá na sociologia. A noção histórica do mito liga-se em Hegel à figura da razão como fluente substância universal partilhada ao mesmo tempo em muitos seres inteiramente independentes, conscientes dentro de si próprios de que são estes seres independentes e individuais, através do fato de cederem e sacrificarem sua individualidade particular. Sem dúvida a afirmação de um mente perfeita, absoluta, identificada ao grande homem histórico e sua vontade universal será uma linha hegeliana desdobrada daquela figura de razão. Tal afirmação, implicando sustentar contra a liberdade intelectual de Spinoza a impossibilidade de descobrir a substância ética numa lei tida por meramente formal, encontra uma explicação se tivermos em conta certas orientações da sociologia.
De fato, tivera Max WEBER observado que o impacto da cultura afirmando os juízos de valor veste uma nova roupagem à teodicéia, cujo problema central deixa de ser o da existência do sofrimento e do mal para se concentrar no da imperfeição do mundo condenado ao pecado. Tivera ocorrido uma reação, um verdadeiro “processo moral” contra a cultura (incluindo nesta a história legislativa) difundida a partir do século XVIII, com os valores sendo alvos de acusação. A teodicéia aparece então para Max WEBER como a questão essencial das religiões monoteístas, estando na base das escatologias messiânicas, das representações relativas às recompensas e aos castigos na outra vida, sobretudo na base das teorias dualistas, em que se confrontam “bem e mal”, até o triunfo definitivo do bem em um tempo indeterminado. Será no marco desse dualismo que a ligação entre a teodicéia e a crença metafísica na mudança histórica como criação ex-nihilo, acima referida, é estudada por Max WEBER. E isto lhe aparecia desse modo em razão das dificuldades crescentes colocadas para a “teodicéia do sofrimento”. De fato, a sociologia observa como demasiado freqüente “o sofrimento individualmente imerecido”, pois, nas representações coletivas pesquisadas à época, não eram os homens “bons”, mas os “maus” que venciam - Max WEBER sublinha que isso acontecia mesmo quando a vitória era medida pelos padrões da camada dominante e não pela “moral dos escravos” (*).
A estrutura mental da teodicéia aparece a Max WEBER como o conjunto das respostas “racionalmente satisfatórias” para explicar a “incongruência entre o destino e o mérito”, de tal sorte que teríamos aí a configuração de uma “necessidade racional”; uma “exigência inerradicável” levando à “concepção metafísica de Deus e do Mundo” configurada na afirmação da crença na mudança histórica como criação ex-nihilo. Essa necessidade racional levando à concepção metafísica do mundo é o mito, é o que expressa a noção histórica do mito detectada em Max WEBER que deve ser aplicada como quadro de referência para compreender a Hegel desde o ponto de vista sociológico. Desta forma, desse ponto de vista da questão sobre a transposição do conservadorismo hegeliano no século XX, o dualismo em Hegel e sua teoria da mente absoluta ou perfeita como substância dos seres individuais idênticos configura uma problemática que poderá ser lida como repercutindo o impasse da teodicéia na passagem dos séculos modernos.



Philosophie à la Lumière de la Communication Sociale:
Réflexion Sur la Lecture de Hegel Rédigée en Portugais


Por
Jacob (J.) Lumier


SUMÁRIO


Apresentação: - pág. 9

Índice dos Títulos: - pág. 15

Prefácio: - pág. 19

Primeira Parte:
Sob a teoria da Gestalt: - pág. 23

Segunda Parte:
A Fenomenologia do Mito: - pág. 71

Notas Complementares: - pág. 89

Bibliografia: - pág. 103

Cronologia: - pág. 107

Índice de Assuntos: - pág. 111

Sobre o Autor: - pág. 121




Philosophie à la Lumière de la Communication Sociale:
Réflexion Sur la Lecture de Hegel Rédigée en Portugais

Por
Jacob (J.) Lumier


ÍNDICE DOS TÍTULOS

A Problemática feuerbachiana lança uma luz produtiva sobre a leitura da “Fenomenologia do Espírito” notando a abertura da razão totalista no sentido humanizador. - p.23.

A Crítica Dualista sugere que na “Fenomenologia do Espírito” há uma complementaridade e não há contradição entre os três Capítulos VI, VII e VIII, por necessidade mesma do tema, isto é, por exigência da exposição mesma ou da própria produção do conceito da ciência hegeliana, de tal sorte que esta última tem dois aspectos: o aspecto do espírito privado de forma concreta, ou noção abstrata do espírito, e o aspecto deste como se revelando ele mesmo a ele mesmo tal qual ele é, ou o conceito concreto do espírito. - p.33.

Segundo a Crítica Dualista, a “idéia-dogma" hegeliana de que a evolução teológica desemboca em uma antropologia universalista ou atéia não invalida a teoria da Gestalt, como teoria de análise do saber religioso. Pelo contrário, é através do estudo dessa teoria na própria “Fenomenologia do Espírito” (para-além do antiteismo e apesar dele) que se torna possível reabrir o caminho para a oposição da filosofia e da teologia. – p.43.

Segundo Alexandre Kojévè não se deve concluir da controvérsia “teístas/ateístas” que para Hegel há um Deus que se revela a ele mesmo pelas diferentes religiões e nas diferentes religiões que ele engendra nas consciências humanas no curso da História. Pelo contrário. Há que tomar as palavras “Religião” e “Realidade essencial absoluta” no sentido que lhes dá um “ateu” - ou que lhes deu Feuerbach - isto é, como Espírito humano que se revela a ele mesmo. - p.53.

Na Fenomenologia do Espírito, os temas religiosos se mostram revestidos pelo enfoque do Mito, da Antropologia inconsciente, simbólica, de que a evolução teológica seria o material. Em face deste enfoque do Mito, a questão a ser verificada e que está na base do vir a ser da Antropologia universalista é a da atitude existencial do indivíduo humano a respeito da Realidade essencial absoluta que ele considera como sendo outra coisa que não ele mesmo, ou seja, a atitude em que prevalece a consciência exterior. – p.57.

A Crítica está a nos dizer que, na fenomenologia de Hegel, a Religião nasce do dualismo, da separação entre o ideal e a realidade, entre a idéia que o homem se faz dele mesmo - seu Si (“Selbst”) – e sua vida consciente no mundo empírico — seu “Da-sein” (“ser-aí”, ser no mundo). Enquanto essa separação subsistir, haverá sempre tendência a projetar o ideal para fora do Mundo, quer dizer que haverá sempre Religião, teísmo, Teologia. - p.66.

Segundo a Crítica Dualista, a análise de Hegel nos coloca diante de diversas observações sobre as várias religiões “primitivas” ou que precederam logicamente (idealmente) ao cristianismo, notando o elemento do majestoso ou do sublime como caráter essencial que subsistirá em todas as religiões, ainda que esse elemento seja tornado inessencial. - p.75.

Podemos então notar que a análise hegeliana distingue uma “teoria” da insuficiência do deleite artístico que pode provocar apenas a alegria, mas não a superação do desejo, pois a satisfação só acontece se o desejo se orienta não para uma coisa dada, mas para um outro desejo (“o vazio ávido”). É o desejo de tal reconhecimento, é a ação que decorre de tal desejo que cria, realiza e revela um “Eu humano — não biológico”. – p.77

Para A. KOJÉVÈ a leitura hegeliana insistiria que o teísmo propriamente dito, como conteúdo divino da consciência, houvera morrido com o mundo pagão — e a arte com ele — de tal sorte que o cristianismo de Hegel é o vir a ser do ateísmo (*). – p.83.



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Philosophie à la Lumière de la Communication Sociale:
Réflexion Sur la Lecture de Hegel Rédigée en Portugais


Por
Jacob (J.) Lumier


PREFÁCIO

Concluído no fundamental em 2001, este escrito pode ser lido como uma reflexão integrada no ‘novo’ impulso dos estudos sobre Hegel no século XX. Como se sabe, “La Phenomenologie de l’Esprit” veio a ser considerada a peça mestra e sempre fecunda de uma renovação estimulada a repensar Hegel em função de Kierkegaard, da qual os cursos de Alexandre KOJÉVÈ nos anos de 1930 são tidos como a principal referência, sendo exatamente essa renovação que busquei neste ensaio. Todavia, procurei não deixar de lado o interesse sociológico na análise kojévèana sob os três pontos seguintes: (a)-a acentuação do enfoque humanizador nos temas da filosofia do espírito ou da “cultura” (em detrimento do componente místico predominante da dialética de Hegel, deixando esta de lado); (b) - por via deste enfoque, a acentuação da noção de Gestalt, posta então no centro do método fenomenológico da “Fenomenologia do Espírito”; (c)-na exposição compreensiva do desenvolvimento deste método fenomenológico, a acentuação da noção de “Espírito Materializado”, estabelecendo uma ponte para a filosofia estética (a religião tratada em sentido muito amplo sendo identificada à Arte ou à História da Arte tirada do mundo helênico). Simultaneamente, o interesse filosófico predominante não foi desatendido e consiste, sobretudo em direcionar a Gestalt para a noção de Atitude Existencial, deixando para outro ensaio os aspectos da célebre crítica alcançando a “Lógica” de Hegel desenvolvida por Kierkegaard em “O Conceito de Angústia”. Desta forma, nas páginas subseqüentes, mais do que um exercício, se encontrará uma aplicação do princípio de circularidade da reflexão filosófica do Hegel fenomenólogo, tal como desenvolvido por Alexandre KOJÉVÈ, em vista de esclarecer sobre os quadros conceituais do pensamento religioso como ‘quadros vagos’ levando à produção da teoria da “Gestalt”, do conceito de Mito e à exposição das suas configurações nos estritos limites da “Fenomenologia do Espírito”, deixando de lado os cursos e as obras posteriores de Hegel. Por fim, no interesse dos “Estudos Hegelianos”, meus comentários limitam-se aos aspectos dualistas da interpretação do ‘Capítulo VII’ de “La Phenomenologie de l’Esprit”, apreciando o tema da ‘antropologização’ e abordando o problema da supressão e da recuperação da oposição da filosofia e da teologia. Utilizei o texto de Jean HYPPOLITE para a versão francesa de “Die Phaenomenologie des Geistes”, referindo esta última na abreviação “Ph. des G.”, após citação de texto. Para não sobrecarregar minha exposição, algumas observações críticas de relevo estão relacionadas nas ‘Notas Complementares’, no final desta obra.

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