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sexta-feira, 11 de julho de 2008

OS JORNALISTAS, AS PESQUISAS E O VOTO FACULTATIVO.

Deu no blog Verbo Solto que a pesquisa CNT/Sensus publicada em Outubro do ano passado (2007) fez uma sondagem de passagem sobre a atitude do eleitor em relação ao voto facultativo e descobriu a preferência da maioria absoluta dos entrevistados (59%) pelo voto facultativo.

Leia a postagem na íntegra abaixo reproduzida do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA:

Mídia ignora o melhor de uma pesquisa

Postado por Luiz Weis em 16/10/2007 às 1:53:01 PM

Qualquer foca há de saber que nem tudo que é apurado merece ser publicado.

Mesmo veteranos editores, porém, parecem ignorar que se esse princípio se aplica a uma reportagem, aplica-se também a uma pesquisa de opinião.

Mas, pavlovianamente, continuam dando espaço a resultados de levantamentos que, ou não trazem nada de novo - a aprovação ao presidente Lula - ou não querem dizer rigorosamente nada, como as abstratas simulações eleitorais para 2010 a partir de listas que não somam 2 com 2.

É o caso dos números da mais recente pesquisa do instituto Sensus para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), hoje nos jornais.

O pior é que, além de gastar tinta e papel de forma desproporcional à importância dessas quase-notícias, a imprensa não garimpa o que pode haver de original no meio da numeralha.

Uma exceção é a colunista Dora Kramer, do Estado, que descobriu dois filões na sondagem CNT/Sensus. Um, a preferência da maioria absoluta dos entrevistados (59%) pelo voto facultativo. Outro, a concordância também da maioria (54%) com a tese acolhida pelo Supremo Tribunal Federal de que os mandatos de deputados e vereadores não lhes pertence, mas aos partidos pelos quais se elegeram.

Há uma diferença entre os dois destaques, que não escapou à colunista. A questão da propriedade do mandato, leia-se, da fidelidade partidária, está na crista da onda. Já a substituição do voto obrigatório pelo facultativo não passa nem longe da presente agenda política nacional.

Nas palavras de Dora:

"O montante de pessoas favoráveis ao voto facultativo, praticamente igual ao daqueles que iriam votar se não fosse obrigatório, é inversamente proporcional ao interesse dos políticos em discutir o assunto. [...] O apoio ao voto facultativo aparece de forma espontânea, sem que existam campanhas a respeito, nem um único político levantando a lebre para a discussão."

Esse o lado melhor das pesquisas que tende a passar batido pela imprensa que segue o caminho do óbvio: as perguntas que não se prendem estreitamente ao agora e aqui e cujos resultados podem ser mais reveladores do que os obtidos nos outros quesitos.

É claro que o tema do voto obrigatório não vive no vácuo. Quem teve a idéia de incluí-lo no questionário presumiu, com razão, ao que se vê, que valeria a pena sondar de outro ângulo o conhecido desencanto em massa com os políticos - depois da fieira de escândalos na Câmara e o affair Renan no Senado.

Não deu outra. E não é que os brasileiros não queiram votar. Livres para fazer outra coisa no dia E, muitos ainda assim compareceriam para escolher os titulares do Executivo - presidentes, governadores, prefeitos.

A mídia, a propósito, nunca, ou quase, discutiu direito esse dilema. Fica, de hábito, na dicotomia "o voto é um direito" vs "o voto é um dever" - o que não leva a parte alguma. A grande questão irrespondida é se a democracia fica mais, digamos, "democrática", com uma regra ou a outra.

Talvez seja até impossível dar uma resposta cabal a isso - como se a obrigatoriedade ou não do voto fosse a única variável capaz de contribuir para o aprofundamento ou o estreitamento da ordem democrática.

Em todo caso, trata-se de um dos tais assuntos que, bem abordados, permitem ao público enxergar de mais perto o modus operandi desse sistema que, já se disse, é o pior do mundo, à exceção de todos os outros.

E por falar em exceção: o voto é facultativo na grande maioria das democracias, principalmente nos países mais avançados.

***

Reproduzido por Jacob (J.) Lumier do Blog Verbo Solto publicado no Website do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

quarta-feira, 28 de maio de 2008

SOCIOLOGIA, LITERATURA E FANTASIA: Os critérios do fato literário e as condições de uma sociologia da literatura.

O escritor é um fabulador: não diz a verdade e é sempre a verdade que ele diz... à sua maneira.

Sociologia, Literatura e Fantasia:

Os critérios do fato literário e as condições de uma sociologia da literatura.

Comentários de leituras porJacob (J.) Lumier

As dificuldades antepostas a uma sociologia da literatura ligam-se à orientação intelectual do chamado espírito burguês afirmando a independência total da cultura e da arte em relação às formas sociais, de tal sorte que a interpretação da arte não estaria contida na vida social. Daí surge o obstáculo da interdição pela sociedade.

O receio de um efeito literalmente ameaçador da ordem torna o fato literário negado na sua significação, combatido como pura fantasia. Distingue-se uma espécie de respeito ao fato literário envolvendo-o em certo mistério.

Desta atitude provêm duas representações desfavoráveis à sociologia da literatura, seguintes: (a) – uma, a chamada teoria do gênio, que interpreta a figura do autor em termos do inexplicável e inesperado no concerto das paixões e dos pensamentos humanos; (b) – outra, referida à elaboração da obra, é a teoria romântica da inspiração, do mistério da criação, etc. Além disso, o espírito burguês pode levar os escritores a não gostarem de se ver integrados pela sociologia [1].

Podem-se observar algumas tentativas de pesquisa que, não obstante o pensamento objetivo, pouco favoreceram a sociologia da literatura. Umas porque mantiveram a opacidade intocável do fato literário; outras porque acentuaram a sua redução. No primeiro caso, resume-se a tentativa mais conhecida que foi a de TAINE, incluindo os seus colaboradores. No segundo caso, nota-se a tentativa marxista e a psicanalítica.

Comenta-se que TAINE esperava fundamentar uma ciência positivista e determinista da literatura tomando como motivos de explicação (a) – a descoberta em cada escritor de uma faculdade mestra; (b) – a gênese dessa faculdade mestra a partir das suas três famosas condições: a raça, o meio e o momento. O dogmatismo de TAINE é flagrante na analogia com as ciências naturais. No prefácio de sua obra “La Fontaine et ses Fables”, o ponto de vista naturalista vem a ser aplicado ao homem, tomando-o como um animal de espécie superior que produz as filosofias e os poemas pouco mais ou menos como os bichos da seda tecem os seus casulos e as abelhas elaboram os favos [2].

Quanto aos seus continuadores, se repele o simplismo na aplicação do dogmatismo de TAINE, questionando-se, sobretudo a abordagem analítica redutiva na qual a obra literária, tida como mistério inefável e impenetrável, vem a ser reportada a um fator mais ou menos arbitrariamente escolhido.

Em relação à tentativa marxista, por sua vez, se lhe reconhece o mérito sociológico de empreender a inter-relação do espírito e das suas produções com os quadros sociais. O primeiro critério de análise marxista da obra literária é a fidelidade à realidade social. Nada obstante, a tentativa marxista de reduzir a literatura a um fato de conhecimento mediante a tipologia das visões de mundo atribuída a Georges Lukacs, é censurada por ameaçar a especificidade do fato literário. Ao traçar um método comum a todas as obras de pensamento tornou-se inevitável por conseqüência desprezar o que distingue precisamente o fato literário dos outros fatos [3] .

Censura idêntica se aplica à tentativa psicanalítica, em cuja abordagem necessariamente se tem de partir sempre de uma redução implicando uma negação da especificidade. Por contra, as condições de uma sociologia da literatura implicam a distinção entre fato literário e fato de conhecimento.

·
O problema das relações com a sociologia do conhecimento

Com efeito, já observamos que o fato literário é para uma sociedade um modo de ela tomar consciência de si própria. Daí advem o tabu que acentua exatamente a especificidade do fato literário e faz reconhecer no mesmo um fato de valor não confundível com as suas condições genéticas nem com as suas condições de sobrevivência, nem tampouco com as intenções do seu criador, nem enfim com as suas repercussões psicossociais.

Aquilo que há na obra literária pelo qual se chega à afirmação de que a literatura satisfaz certa necessidade cultural não utilitária, ou seja: o valor literário, é inicialmente o elemento que difere um livro de poemas ou um romance de um jornal. Sem dúvida, o qualificativo e o valor que ocorrem imediatamente aos leitores, pelo que eles identificam o fato literário, não é o mesmo para todos os públicos.

A identificação do fato literário seja como romance ou poema ou ensaio se define também socialmente e não apenas pelo método, sem que isto impeça tomar-se o valor literário como ponto de partida da pesquisa sociológica. Tanto é assim que, para Albert MEMMI, a tarefa específica dessa pesquisa é a sociologia do fato literário, que este autor qualifica como uma sociologia privilegiada diante do objeto impresso. No seu dizer, trata-se da sociologia do que é adequado ao fato literário, do que neste não coincide com outra coisa, não coincide com o escrito como mercadoria, como produto de transformação, etc.[4]

Na busca dessa adequação é que se aprofunda o problema das relações com a sociologia do conhecimento chegando-se aos seguintes resultados: (a) – se um fato literário pode nos ensinar certas coisas e se a literatura é por isso uma das técnicas de comunicação social, o sociólogo deve precaver-se, entretanto de que é sempre possível uma distorção dos fatos: as informações dadas pelos escritores não atendem à finalidade de uma enquête.

Quer dizer, (b) – embora possa admitir-se que o autor tenha a intenção de ensinar-nos certas coisas, as intenções do autor de obra literária são evasivas ou mudam de rumo no decurso da atividade. O que diz é quase tão importante quanto a forma de dizê-lo, forma esta que por sua vez influi sobre o conteúdo do discurso acabando por transformá-lo.

O escritor é um fabulador: não diz a verdade e é sempre a verdade que ele diz... à sua maneira. A distorção é sempre possível, seja em conseqüência de uma reconstrução imaginativa, por razões de forma ou simplesmente por ardil (ditado por razões sociais).

A finalidade de uma obra literária não é a mesma de um documento , nada obstante admite-se possível interpretar as informações dadas pelos escritores considerada a finalidade estética da obra literária, na qual não se trata de representar a realidade social - para o que os jornais da época seriam superiores a todos os romances do mesmo período.

·
A importância de Goethe ou de Shakespeare não provém de sua filosofia, mas de terem criado um objeto novo que é o objeto literário.

Desde o ponto de vista da finalidade literária e em face dos esforços de interpretação, o fato literário não pode ser reduzido a significações sociais nem a significações psicológicas para compreender, ajuizar e classificar as obras.

A significação considerada como atributo de uma visão de mundo mais ou menos coerente (uma weltanschaung) levaria a que os escritores surgiriam com espantosa insignificância ao lado dos pensadores: que seria um Rousseau ao lado de Kant? Gide comparado a Nietzsche? Por contra, as noções de objeto literário e eficácia estética levam a repensar em outro modo a significação aplicada ao fato literário: a importância de Goethe ou de Shakespeare não provem da sua filosofia, mas de terem criado um objeto novo que é o objeto literário.

Nesse objeto se encontram dotadas da máxima eficácia estética certo número de idéias (uma visão de mundo), mas também certo número de emoções. Se, favorecendo a especificidade do fato literário como configuração de valor, admitirmos que a eficácia está mais próxima da afetividade do que da idéia teríamos confirmada a constatação de que algumas idéias afetivamente muito significativas podem ser infinitamente mais eficazes do que uma weltanschaung.

Nesta perspectiva sobressai que a sociologia da literatura deve ser também uma sociologia da fantasia, de sorte que, ao se orientar para a apreensão do desejado em literatura, assume um ponto de vista interior ao fato literário, trazendo para o campo da sociologia as significações que a própria fantasia comporta ou elucida.

Antes de nos ensinar coisas, tais significações são aquelas de que nos ocupamos: a fantasia elucida de maneira tão indireta e tão variada que todos os achados, disfarces, fugas, subterfúgios estranhos devem ocupar-nos pelo menos tanto quanto podem ensinar-nos.

Albert Memmi sustenta que uma sociologie du voeu [5] implica e ultrapassa a noção de consciência possível aplicada na sociologia da literatura por Lucien Goldmann, entendida como noção que dá conta das aspirações tendenciais. Portanto, sendo um fato de valor, o objeto literário deve ser examinado como composto não somente de um elemento de significação, mas de jubilo, de relação com o criador, de relação com os leitores, etc.


Palavras chaves: fantasia / visão de mundo / fato de valor / eficácia estética /

/ objeto literário.

Categorias: Comunicação social / Sociologia / Literatura / Pesquisa / Conhecimento.

©2007 Jacob (J.) Lumier



[1] Ver o Artigo de Albert MEMMI intitulado “Problemas de Sociologia da Literatura”, publicado como colaboração no Tratado de Sociologia-Vol. 2, dirigido por Georges Gurvitch., Porto, Iniciativas editoriais 1968 (1ªedição em Francês: Paris, PUF,1960).

[2] Apud Albert Memmi, op.cit.

[3] Ibid. ibidem.

[4] Albert Memmi, op. cit.

[5] Voeu = aspiração como prece; desejo; engajamento como promessa ou juramento.


Este artigo é extraído do e-book de Jacob (J.) Lumier
“A SOCIOLOGIA DO ROMANCE À LUZ DA COMUNICAÇÃO SOCIAL”
***


Creative Commons License
Esta obra está bajo una licencia de Creative Commons.

domingo, 6 de abril de 2008

Textos sociológicos, políticos, literários, monográficos e críticos.


Motor de busca google para Textos sociológicos, políticos, literários, monográficos e críticos.
Oferece aprofundamento da busca por temas em ciências humanas e sociais e crítica da cultura,
e localiza autores e obras no website Classiques des Sciences Sociales, da Universidade de Québec, Canadá.


quinta-feira, 6 de março de 2008

IMAGEM DA MULHER NA UNIÃO EUROPÉIA.



Día Mujer.- España es líder de la UE en cuanto a mujeres en el Gobierno pero está a la cola en empresas y judicatura

Las mujeres españolas son las que tienen mayor esperanza de vida de la UE junto con las francesas (84 años)


BRUSELAS, 6 Mar. (EUROPA PRESS) -

España se encuentra entre los países líderes de la Unión Europea en cuanto a participación femenina en el Gobierno y en los parlamentos nacional y regionales, pero está a la cola de los Veintisiete por lo que se refiere al porcentaje de mujeres que acceden a puestos de poder en las grandes empresas y en la judicatura, según un informe hecho público hoy por la Comisión.

En España, el 36% de los parlamentarios son mujeres, un porcentaje que está muy por encima de la media comunitaria (24%) y que superan únicamente Suecia (47%), Finlandia (42%), Países Bajos (39%) y Dinamarca (37%). Por detrás de España están todos los grandes países de la UE como Alemania (32%), Reino Unido (19%) o Francia (18%). Los puestos más bajos de la clasificación los ocupan Eslovenia (12%), Hungría y Rumanía (11%) y Malta (9%).

En todo caso, la Comisión destaca que la media comunitaria de parlamentarias sigue estando muy por debajo del 30%, la llamada "masa crítica" para que las mujeres ejerzan una influencia significativa en materia de política. El Parlamento Europeo se sitúa justo por encima de dicha masa crítica (el 31% de sus miembros son mujeres).

En cuanto los Gobierno, la media de ministras en el conjunto de la UE se encuentra también en el 24%. En el caso de España, la cuota femenina en el Consejo de Ministros es muy superior (41%) y sólo está por detrás de Finlandia (60% de mujeres en el Gobierno) y Suecia (46%). En este caso, los farolillos rojos del ranking son Rumanía Grecia, Eslovaquia, Eslovenia y Portugal.

El informe de la Comisión, publicado con motivo de la celebración del Día Internacional de la Mujer el próximo 8 de marzo, pone de relieve que la representación femenina es muy escasa en los puestos de responsabilidad del sector económico. En los consejos de administración de las grandes empresas sólo poco más del 10% de los miembros son mujeres de media en la UE, una cifra que apenas ha mejorado en los últimos años.

España está a la cola de los Veintisiete en presencia femenina en los órganos decisorios de las grandes empresas (alrededor del 7%), junto con Chipre, Luxemburgo, Portugal, Italia, Malta, Austria y Bélgica. No obstante, la Comisión señala como ejemplo positivo la ley de Igualdad, que obliga a las empresas con más de 250 trabajadores a desarrollar planes de igualdad. En este campo, los mejores resultados se encuentran en Suecia y Eslovaquia (más del 25%) y en Finlandia (sobre el 20%).

El informe también analiza la presencia de mujeres en los Tribunales Supremos de los Estados miembros, y en este caso España es el segundo país de la UE por la cola, sólo superado por Portugal, ya que menos del 10% de los jueces son mujeres. En la misma situación se encuentran Reino Unido y Chipre. En contraste, destaca que en algunos de los países de la ampliación, el porcentaje de mujeres en los Tribunales Supremos supera al de hombres, como en Bulgaria, Rumanía, Hungría, Letonia o Eslovaquia.

El comisario responsable de Asuntos Sociales, Vladimir Spidla, señaló que "los avances para conseguir que un mayor número de mujeres ocupen puestos de responsabilidad han sido excesivamente lentos". "La igualdad entre hombres y mujeres también es buena para las empresas. Nuestras economías deben aprovechar el pleno potencial de todos nuestros talentos si queremos hacer frente a la competencia mundial. Esto significa romper de una vez por todas el techo de cristal", dijo en un comunicado.

Por su parte, la comisaria responsable de Sociedad de la Información, Viviane Reding, lanzó un llamamiento a las mujeres para que rompan con los "estereotipos" y orienten sus carreras a las tecnologías de la información y la comunicación porque Europa sigue necesitando personal cualificado en esta área. Reding lamentó que la proporción de mujeres en carreras técnicas siga siendo muy baja, sólo el 19% en 2004.

ESPERANZA DE VIDA

También la oficina estadística europea Eurostat aprovechó la proximidad del Día Internacional de la Mujer para publicar una estadística especial en la que se ponen de relieve que las mujeres españolas son, junto con las francesas, las que tienen una mayor esperanza de vida de la UE (84,4 años). Las rumanas (76,2 años) y las búlgaras y las letonas (76,3 años) ocupan las últimas posiciones.

España es uno de los países de la UE donde las mujeres tienen más tarde a su primer hijo (a los 29,3 años). Sólo Reino Unido está por delante (allí la media de edad de las mujeres que son madres por primera vez es de 30 años). A continuación se sitúan Alemania (29,1 años) y Luxemburgo (29 años). Las madres más jóvenes se encuentran en Bulgaria (24,7 años), Rumania (24,8) y Lituania (24,9).

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Pesquisar na UNESCO




UNESCO Archives Portal

Observatoire sur la société de l'information
Les nouvelles technologies de l’information et de la communication ont eu des répercussions majeures sur tous les aspects de la vie. En novembre 1997, les États membres de l’UNESCO ont donc mandaté l’Organisation pour qu’elle les tienne informés de ces nouveaux défis éthiques, juridiques et sociétaux en créant un mécanisme de surveillance international permanent.
>> Accéder à l’Observatoire sur la société de l’information

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domingo, 23 de dezembro de 2007

BUSCADOR DA REVISTA DO TERCEIRO SETOR

Democracia tecnológica ou tecnologia democrática?

Por Cristina Charão, para a Rets

A Internet unindo o mundo na velocidade da luz. A digitalização criando ferramentas que produzem, de forma cada vez mais rápida, conteúdo em vários formatos. A convergência colocando em cada aparelho eletrônico a possibilidade de receber e distribuir estes conteúdos. Estas propriedades das novas tecnologias desenham um cenário de uso das mídias potencialmente mais democrático.

A questão que divide pesquisadores, intelectuais e ativistas é: por si só, tais qualidades transformarão este potencial em realidade? Em recente debate realizado pela Fundação Perseu Abramo em São Paulo, a resposta oscilou entre o otimismo a respeito dos feitos até agora alcançados pela disseminação das novas mídias e a perspectiva de que é preciso políticas públicas mais radicais para garantir que seu uso seja, de fato, democrático.

O jornalista Marcelo Tas, que na década de 80 foi um dos pioneiros da produção audiovisual independente, foi enfático: “Não é a ferramenta que é democrática, mas sim o uso que fazemos dela.”

Para Tas, a Internet e as novas tecnologias a ela associadas mudam a relação entre usuários e conteúdo. “Somos nós que vamos atrás, e não a televisão que nos joga sua programação. Essa é uma revolução maravilhosa”, disse. Porém, lembrando a distribuição do uso da rede mundial de computadores, o jornalista afirmou que esta nova forma de lidar com a informação e a cultura só se efetiva como democrática no momento em que o acesso às ferramentas for ampliado.

Mais otimista, o coordenador de Cultura Digital do Ministério da Cultura, Cláudio Prado, vê nesta observação de Tas uma marca do poder das novas tecnologias da informação. “A inclusão digital é uma demanda universal depois de apenas 15 anos de inventada a Internet. Isso é fantástico”, resumiu Prado.

O representante do MinC empolga-se, especialmente, com o fato de o acesso à rede estar aumentando nas camadas mais pobres da população. “É um fenômeno esta coisa de lanhouse em favela. Só na Rocinha (maior favela do Rio de Janeiro) são mais de 80”, comentou.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21,9% da população brasileira com mais de 10 anos acessou alguma vez na vida a Internet. Este índice coloca o Brasil na 62ª posição em um ranking mundial de acesso à rede. O acesso domiciliar à Internet, ou seja, o acesso mais perene está ao alcance de apenas 11% da população, de acordo com número divulgados pelo Ibope. Ainda segundo o instituto de pesquisa, esta taxa cresceu cerca de 47% entre setembro 2006 e setembro de 2007.

Reação e Controle

Estes números, na opinião do pesquisador João Brant, evidenciam o quanto a democratização das mídias via uso das novas tecnologias ainda depende de ações de Estado, por exemplo, na área da inclusão digital. Membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e co-autor do livro “Comunicação digital e a criação dos commons”, Brant salienta que há ainda outras frentes de batalha. Segundo ele, estas brigas estão postas pela “reação conservadora”, natural em processos francamente democratizantes como a disseminação do uso das mídias digitais.

Expressões desta reação são as seguidas tentativas de colocar em pauta o controle das redes que, juntas, formam a grande rede mundial de computadores. “Hoje, o e-mail que eu envio para um amigo viaja pela rede na mesma velocidade que o vídeo da empresa X. Só que a empresa X está se dando conta e pode dizer: ‘Esta rede é minha e eu posso dizer o quê vai passar por ela e em que velocidade vai passar’”, explicou Brant.

A definição da neutralidade das redes como um princípio de funcionamento da Internet vem sendo pautada seguidamente dentro dos órgãos de regulação nacionais e também nos fóruns internacionais que discutem políticas de uso da rede mundial. A constituição de redes neutras, ou seja, livres de barreiras técnicas que selecionem o que pode e o que não pode circular pela Internet, exige manter a infra-estrutura das redes pulverizada e distante do domínio de grandes corporações.

Um outro tipo de reação conservadora é identificada pelo músico BNegão ao falar da forma como indústria fonográfica e grandes conglomerados da mídia tradicional reagem à multiplicação de experiências de distribuição da produção musical usando as novas tecnologias. “A gente vive essa doideira: ao mesmo tempo que você tem esta opção da internet, você tem os meios tradicionais cada vez mais fechados. Só alguns circulam nos meios tradicionais”, comentou o músico. “Antes, você fazia um show e todo mundo cobria. Hoje, pra sair um bloquinho (de texto) no jornal é uma loucura. No rádio, o jabá é absurdo.”

Outro modelo

O rapper carioca, ex-integrante do grupo Planet Hemp e ativo porta-voz do circuito musical alternativo do Rio, fala com a experiência de quem resolveu investir em novas formas de distribuição da produção artística. Todas as músicas do primeiro CD de sua banda, BNegão e os Seletores de Canais, estão disponíveis na íntegra no site do grupo para download. A venda do CD no seu formato tradicional, gravado de forma independente, é feita através de uma distribuidora também alternativa.

O “modelo de negócios” instaurado por BNegão mostra-se plenamente satisfatório. A venda de CDs e os convites para shows crescem junto com o acesso ao site da banda. Sua lógica, porém, contraria frontalmente aquela que rege o funcionamento da indústria fonográfica até hoje.

Segundo João Brant, o modelo era o da porta fechada. “A gravadora tinha a chave da porta, que era a gravação em si. Só que ela passava uma idéia de que seu papel era maior do que este. Dizia que era ela que sustentava a música brasileira. Quando cada um ganhou a chance de abrir a porta, viu-se que não é bem assim”, disse. Segundo Cláudio Prado, do MinC, o que se instaura no mercado cultural é um “novo mecenato”, com o usuário podendo deliberar se apóia ou não apóia tal ou tal artista.

A reação, como aponta BNegão, é ainda mais forte do que o boicote na mídia tradicional. Parte-se para a repressão direta. Ela lembra os episódios de prisão de jovens que baixam música pela Internet e a ameaça de processos deste tipo serem iniciados no Brasil. Mas o rapper ironiza os defensores deste modelo: “O que eu fico impressionado é com o pessoal do outro lado (das gravadoras) dizendo pra mim ‘Ah, você vai acabar comigo...’ E o cara ganha milhões! Quem está passando por crise é a indústria da música. A música vai muito bem, obrigada.”

* Marcelo Tas, Cláudio Prado, João Brant e BNegão participaram do debate “Comunicação digital: a tecnologia vai democratizar as mídias?”, parte da programação do “Ciclo de Debates Cultura e Democracia: acesso, tecnologia, tradição” promovido pela Fundação Perseu Abramo e SESC-SP entre os dias 30/10 e 1/11, em São Paulo.

domingo, 2 de setembro de 2007

Sociedad del Conocimiento _Unión Latina

En la era actual de mundialización, distribución de los recursos y cooperación internacional, las fronteras tienden a desaparecer un poco en todas partes del mundo.


En este contexto, el concepto de sociedad de la información es
tan corriente que parece haberse asimilado y se tiende a menudo a olvidar que aún hay mucha gente que carece de esta cultura de la información.


El punto central del desarrollo de esta nueva sociedad de la información radica en la voluntad, ampliamente compartida, de que la información pueda circular con mayor fluidez. La documentación no consiste solamente en conservar o almacenar, sino también, sobre todo, en restituir rápidamente la información.


Con este "Documentarium", la Unión Latina intenta ofrecer información y documentación útil tanto para los profesionales de la documentación como para cualquier persona interesada, con el fin de mantenerlos informados sobre las fuentes de información factográficas y bibliográficas, y orientarlos en sus búsquedas.


El "Documentarium" permite acceder a la información de cualquier manera, abarca todos los campos del conocimiento, todos los países miembros de la Organización y cualquier referencia exterior de interés para el mundo latino.


Documentarium:

Reúne las asociaciones, bibliotecas y centros de documentación.
Reúne diferentes bancos de datos bibliográficos y sitios mono o pluridisciplinarios.
Informa sobre las formaciones que llevan a la obtención de un diploma.
Presenta las publicaciones (monografías, catálogos, anuarios, inventarios, directorios, etc.) que tratan la documentación en el sentido amplio de la palabra.
Reúne todos los eventos organizados en el campo de la documentación y de las ciencias de la información.
Ofrece información sobre las listas/forum de discusión con el fin de llevar a cabo intercambios entre profesionales.
Informar sobre los proyectos nacionales o internacionales llevados a cabo en la materia.
Contribuye con el perfeccionamiento de los profesionales.

terça-feira, 10 de julho de 2007

BUSCADOR ESPECIAL PARA CIÊNCIAS SOCIAIS







Google Custom Search



Pesquise na O.E.I , no CLACSO, no Portal MEC, na Universidade de Quebec, etc. só obras eletrônicas em acesso livre. Autores, Obras e Termos em português, espanhol, francês e até Inglês.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Press Release sobre produtos e books.

Press-Releases ou Comunicados à Imprensa são documentos divulgados para informar, anunciar, esclarecer ou responder à mídia. Geralmente, releases são usados para anúncios e lançamentos de novidades das quais os interessados produzem notícia. O release deve conter informação jornalística com objetivo promocional. Pode ser definido como o material informativo distribuído na mídia para servir de pauta ou ser veiculado completa ou parcialmente, de maneira gratuita. É uma proposta de assunto, um roteiro, uma sugestão de pauta, mas do ângulo de quem o emite.
Press-Releases sobre eventos devem antecipar todos os dados relativos, além de facilitar o acesso dos profissionais de imprensa (caso exija credenciamento prévio, por exemplo).
Press-Releases sobre produtos e livros, devem conter informações específicas, factuais e objetivas. Em todos os casos, uma boa contextualização do fato anunciado ajuda a inserir melhor o conteúdo do comunicado na pauta do veículo (em jargão jornalístico, dar “gancho” a uma matéria).
O termo “press release” em inglês significa, literalmente, “soltura à imprensa”, e deriva do título comum que abria os comunicados nos Estados Unidos: “for immediate release”, ou “para divulgação imediata”.
A popularização da internet facilitou o aumento da prática de publicar releases integralmente ou quase inalterados.
(Leia mais na wikipédia/pt)

J. Lumier Readings of the Twentieth Century (PLSV)






Cipedya lança Biblioteca Digital Aberta

No Cipedya, usuários podem disponibilizar gratuitamente documentos digitais em 5.126 áreas do conhecimento e criar sua própria biblioteca digital

Brasília, 20 de junho de 2007 – Criar um portal onde professores, acadêmicos, pesquisadores e usuários em geral possam disponibilizar à comunidade, de forma simples e organizada, qualquer documento digital, sejam textos de todos os tipos (artigos, teses, monografias, apostilas etc), apresentações ou planilhas. Este foi o objetivo que levou à criação do Cipedya (http://www.cipedya.com/).

O Cipedya é uma biblioteca colaborativa de documentos digitais, de uso gratuito, associada a uma interface de busca similar aos mecanismos de busca tradicionais.

No Cipedya, professores podem criar uma biblioteca para disponibilizar aos estudantes documentos de um curso, incluindo resumos, apostilas, apresentações ou qualquer outro documento em formato digital. Acadêmicos e pesquisadores podem disponibilizar suas publicações mais recentes numa biblioteca particular, do departamento, do grupo de pesquisa ou da própria instituição.

Além disso, palestrantes podem disponibilizar para os participantes de um evento suas apresentações. E autores, escritores e artistas podem disponibilizar suas criações numa biblioteca particular.

No Cipedya os documentos são classificados em até 5.126 áreas de especialização, que estão agrupadas em 697 sub-áreas do conhecimento e 97 áreas do conhecimento. A Classificação Cipedya foi desenvolvida a partir da tabela de áreas do conhecimento utilizada pelas principais universidades e institutos de pesquisa do Brasil, desenvolvida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.

O acervo inicial do Cipedya inclui toda a coleção de Textos para Discussão publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. O IPEA é um dos principais centros de estudos e pesquisas na área econômica e de políticas públicas do Brasil. A coleção compreende todos os TDs publicados pelo IPEA desde 1976.

O Cipedya se alinha a iniciativas como Movimento Acesso Aberto (Open Acces Iniciative) e Creative Commons, entre outros grupos que defendem uma mudança nos paradigmas tradicionais de difusão do conhecimento nas artes e nas ciências na era digital. O Cipedya também compartilha dos princípios e práticas do que convencionou-se chamar Web 2.0, especialmente no que se refere ao aproveitamento da inteligência coletiva e a visualização da web como plataforma.

Saiba mais sobre o cipedya.

COMENTÁRIO CRÍTICO por Jacob (J.) Lumier

Deve-se notar o seguinte: (a) – o Cipedya propõe uma biblioteca virtual que seja ao mesmo tempo particular, não pública ou não comercial; (b) – os textos digitais, e-books, artigos eletrônicos não podem ser acessados pelos sites de busca; (c) – não se vê a razão para excluir o alcance comercial e tratar os materiais digitais como informação protegida inacessível aos sites de busca a não ser o interesse na tecnologia de classificação dos dados e não o interesse dos usuários da Internet no Acesso Aberto.






O Portal Domínio Público, lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.

SEED - Secretaria de Educação a Distância (MEC.br)

Conheça o Portal Domínio Público




sexta-feira, 20 de abril de 2007

ACERVO DA BIBLIOTECA VIRTUAL DO JL'S BLOGS



ACERVO DA BIBLIOTECA VIRTUAL
PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL E A DEMOCRACIA



Creative Commons License


Esta obra está bajo una
licencia de Creative Commons.



Sobre o Voto e a Democracia


Conformismo e Mistificação no Regime do Voto Obrigatório (artigo, Jacob (J.) Lumier, Google Docs, 2009)



A Ficção nas Eleições (artigo, Jacob (J.) Lumier, fonte: e-book PDF, Portal MEC br, 2007)


Democracia e Soberania Social (artigo, Jacob (J.) Lumier, fonte Leituras do Século XX, 2006)


Liberdade de Escolha e Direitos Sociais (ensaio de Sociologia, Jacob (J.) Lumier, Novo, Setembro 2007).



Discurso da Quatro Liberdades -1941 (documento Histórico, fonte: RSC, 2007).



Maioria apóia o voto distrital, diz pesquisa (notícia de jornal; Marchi, Carlos; fonte:
Biblioteca Digital do Senado Federal, 27/03/2007)


História e Sociologia

Linhas para a Sociologia do Saber Histórico (tópicos, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook, CTS+I, OEI, 2007)

Sociologia do Conhecimento -1 / Artigo por Jacob (J.) Lumier,
fonte: eBook pdf do autor em CTS+I / O.E.I. (2007)


Guia para a Pesquisa em Sociologia (Indexador, criação de Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook do autor, Website Leituras do Século XX, 2007)



A Possibilidade da Estrutura na Teoria Sociológica (Artigo, Jacob (J.) Lumier , fonte: eBook PDF, CTS+I /OEI, 2007)



Microssociologia do Conhecimento 1
(Artigo, Jacob (J.) Lumier , fonte: eBook PDF do autor,publicado pelo Website Leituras do Século XX , 2007)


Sociologia do Conhecimento - Histórico 1 (Artigo, Jacob (J.) Lumier , fonte: eBook PDF do autor, CTS+I /OEI, 2007)



Mundo da Comunicação Social



Futurismo e Utopia Negativa (ensaio, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook, Publicadora, 2007)


Cibernética e Sociedade (artigo, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook PDF, CTS+I /OEI, 2007)


A Reificação Desassombrada (artigo, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook, publicadora, 2007)



Mito e Alienação: Batman, o Expressionismo, e o Gothic
Aspectos de Filosofia e Sociologia (artigo, Jacob (J.) Lumier, fonte: novo, eBook, 2007)



O Gothic, o Romantismo e a Filosofia da Arte:
Linhas para uma filosofia expressionista.
(ensaio, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook do autor, 2007)


Introdução ao Estudo do Gótico Tardio na Leitura de Ernst Bloch
(ensaio, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook do autor, 2007)


Sociología, Literatura e Fantasía
(Artigo, Jacob (J.) Lumier, fonte: eBook do autor, 2007)


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