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sábado, 14 de novembro de 2009

Luta contra o aquecimento global: apoio ao PV/RJ

Luta contra o aquecimento global –

Conferência de Copenhagen – 06 Dezembro 2009

Metas de redução

No Brasil, pretendem reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa (GEEs) em 36,1% a 38,9% em relação aos níveis estimados (?) em que estariam em 2020 se o país nada fizesse.

OBSERVAÇÕES EM FAVOR DA POSIÇÃO DO PV DEFENDIDA POR SIRKIS

Primeiro: evidentemente, é preciso analisar as taxas de crescimento do PIB sobre as quais as percentagens de redução dos GEEs são projetadas. No caso brasileiro, parece mais realista projetar sobre um crescimento de 4% do PIB, e não 5% ou 6%.

Segundo: é preciso considerar a diferenciação no aumento das emissões de GEEs em relação ao ano de 1990, ano base para o Protocolo de Kioto.

Temos os seguinte quadro para o aumento das emissões:

Em 2005: a estimativa da emissão anual brasileira com base no ano 2005 é de cerca de 2,25 gigatoneladas (Gt).

Em 1990, ano base para o Protocolo de Kioto, ela foi de 1.6 Gt.

Em 1994 foram 1.7 Gt.

Constatação: entre o ano base de 1990 e 2005 houve um aumento de quase 25% nas emissões brasileiras de GEE.

Temos o seguinte quadro para a diferenciação das fontes poluidoras

As principais fontes de emissão tiveram aumentos diferenciados neste período em relação a 1990.

* Nas florestas e transformações de uso do solo, em 2005, já se emitia 1.1 Gt de GEE, um aumento de 10% em relação a 1990.

* Na indústria, 0,035 Gt com aumento de 90%;

* Na energia, 0,35 Gt com aumento de 65% ;

* Na agropecuária 0,46 Gt com aumento de 38%, em percentuais arredondados.

Constatação: Nota-se se aí uma forte tendência para uma mudança histórica no perfil de nossas emissões.

As queimadas florestais em baixa relativa e as indústrias, a energia e a agropecuária em alta.

Tomando como base o ano de 2005, as estimativas preliminares indicam que as emissões brasileiras de GEE já se dividiam meio a meio.

Para 2010 pode-se estimar que o peso das emissões não florestais já terá ultrapassado as florestais.

Nosso futuro tende a um perfil mais próximo ao do mundo altamente industrializado, em relação aos GEE, e isso torna indispensável fixar metas de redução de emissões, não apenas no combate ao desmatamento, como também na geração de energia, transportes, indústria, construção e agropecuária.

POSICIONAMENTO


Os verdes defendem que o Brasil deva assumir compromissos claros em relação a suas próprias emissões, com metas de redução mensuráveis, reportáveis e verificáveis em todos os setores; e que, pelo menos, sejam as mesmas equivalentes à metade das metas que forem assumidas na "Conferência das Partes" de Copenhagen, Dinamarca (COP-15), pela Europa, EUA e Japão.

Propugnam também que o Brasil deveria defender dois princípios:

1 - Todos os países – inclusive os grandes emergentes como China, Índia e Brasil – devem estabelecer metas claras, obrigatórias e internacionalmente verificáveis para a redução de gases do efeito estufa (GEEs). Até agora, a China e a India se recusam a isso, aceitando apenas expandir menos suas emissões.

2 – Os Poluidores históricos, incluindo os países industrializados (Europa, Japão, EUA) devem comprometer-se a aportar recursos e tecnologia para uma nova economia mundial de baixo carbono na proporção de sua responsabilidade histórica pelos GEEs acumulados na atmosfera, ou seja: 70%.

O Banco Mundial estima em U$ 470 bilhões anuais esses custos de reconversão global. Por esse critério caber-lhes-ia aportar U$ 330 bilhões anuais. Até agora, os EUA acenaram com um décimo disso.

O ministro Carlos Minc considera não-realista a posição dos verdes, pois ficaríamos mais avançados do que os EUA que, convenhamos, não é tanto assim.

Todavia, ele acha que não é inviável o Brasil assumir metas de redução abaixo de 1990.

Sem entrar na discussão técnica sobre isso, é importante reverberar nossa posição por que nossa campanha poderá ser importante para que o governo termine optando pela meta de redução de emissões perto dos níveis de 1990 - (1.6 Gt).

Seria, de fato, uma posição mais avançada que a dos EUA e léguas à frente da China e da India, mas ainda aquém dos esforços que todos devem fazer para reverter a catástrofe climática que se prenuncia.

Crédito: artigo de Sirkis publicado na Web do PV/Rio de Janeiro

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Leia aqui um resumo das posições oficiais

As metas de redução de emissão de gases do efeito estufa que o Brasil levará para a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Copenhague (Dinamarca) foram anunciadas na tarde desta sexta-feira (13), em São Paulo, pelo governo.

Resumo:

O País deve reduzir entre 36,1% e 38,9% sobre as estimativas de emissões previstas para 2020.

Considerando cenários de crescimento econômico de 5% e 6%, as ações para mitigação das emissões até 2020 prevêem iniciativas nas áreas de uso da terra, agropecuária, energia e siderurgia.

As metas prevêem uma redução de 20,9% nas emissões de CO2 com a redução de 80% no desmatamento da Amazônia. E 3,9% com a redução de 40% no desmatamento do Cerrado, um total de 24,8% sobre as estimativas de emissões previstas para 2020 com base no PIB desejado de 6% ao ano.

Para a agropecuária, a proporção de redução varia de 4,9% a 6,1%. Para isso, são listadas ações de recuperação de pastos, integração lavoura-pecuária, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio.

No setor de energia, a proporção de redução varia de 6,1% a 7,7%, com foco em eficiência energética, incremento no uso de biocombustíveis, expansão da oferta de energia por hidrelétricas e fontes alternativas como, por exemplo, bioeletricidade e energia eólica.

Na siderurgia, com proporção de redução variando de 0,3% a 0,4%, o foco estará na substituição de carvão de desmate por árvores plantadas.


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