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sábado, 19 de março de 2011

Obama no Brasil

Obama no Brasil: Comunicado Conjunto de 19 de Março 2011
Trechos que selecionei
Os Presidentes concordaram que, da mesma forma que outras organizações internacionais precisaram mudar para se tornarem mais aptas a responder aos desafios do Século XXI, o Conselho de Segurança das Nações Unidas também precisa reformar-se, e expressaram seu apoio a uma expansão limitada do Conselho de Segurança que aprimore suas efetividade e eficiência, bem como sua representatividade.
O Presidente Obama manifestou seu apreço à aspiração do Brasil de tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança e reconheceu as responsabilidades globais assumidas pelo Brasil.
Os dois mandatários concordaram em manter consulta e cooperação contínuas entre os dois países com vistas a alcançar a visão delineada na Carta das Nações Unidas de um mundo mais pacífico e seguro. ...
Minha Opinião:
Este negócio de cultivar o idealizado assento do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas é no mínimo incoerente. Se o país é de paz, para que deseja ter um assento em um órgão que faz autoridade militar? Não será aumentar gastos com armamentos ao invés de aumentar recursos na defesa dos jovens, das mulheres e da educação? Não será a mania de grandeza em que na televisão vemos a classe dos novos ricos?
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...Concordaram em cooperar na promoção da democracia, dos direitos humanos e da liberdade para todos os povos, bilateralmente e por meio das Nações Unidas e de outros foros multilaterais, inclusive assegurando o respeito aos direitos humanos no contexto de movimentos e transições democráticos; fortalecendo o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, como demonstrado recentemente no caso da criação de uma Comissão de Inquérito sobre a situação na Líbia; promovendo o respeito pelos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, por meio do estabelecimento de uma Relatoria Especial na OEA e aprimorando a realização de eleições livres e justas nas esferas regional e global, inclusive por meio da promoção dos direitos humanos no contexto de eleições e do aumento da acessibilidade para indivíduos portadores de necessidades especiais. ...
Minha opinião:
...na OEA e aprimorando a realização de eleições livres e justas nas esferas regional e global, inclusive por meio da promoção dos direitos humanos no contexto de eleições...
Muita gente vai fingir que não viu este trecho, notadamente os que manipulam a chamada Reforma Política e silenciam quando se fala de aperfeiçoar a nossa imperfeita democracia com a mudança do regime eleitoral e supressão do voto obrigatório trocando-o pelo voto facultativo. É a hegemonia burguesa que, pela grande mídia, esconde a maturidade dos eleitores alcançada desde os anos 1980, nas grandes manifestações do eleitorado pelas Diretas Já.
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...Reafirmaram os compromissos de ambos os países com o desarmamento, a não-proliferação nuclear e os usos pacíficos da energia nuclear, com vistas a alcançar a paz e a segurança em um mundo livre de armas nucleares. Nesse sentido, os Presidentes saudaram a oportunidade de avançar com base nos resultados exitosos da recente Cúpula sobre Segurança Nuclear, da VII Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação e da ratificação do novo tratado START entre os Estados Unidos e a Rússia. Decidiram, igualmente, haver necessidade de por em vigor o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, de iniciar negociações sobre um Tratado sobre Material Físsil e de alcançar êxito na Conferência de Revisão sobre Armas Biológicas em dezembro de 2011, bem como ressaltaram a importância do cumprimento e implementação integrais de todas as obrigações internacionais referentes ao desarmamento e à não-proliferação, inclusive as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), instando os países a demonstrar a natureza exclusivamente pacífica de seus programas nucleares. ...
Minha Opinião
Agora vai ficar mais difícil votar pela nagativa como o Brasil tem feito em questões como o Irã, e não só apoiará o debate sobre uma resolução contra o Irã no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas certamente endossará um relator especial para investigar o país dominado pela casta clerical autoritária. A medida colocaria Teerã na berlinda, designando-a como alvo de especial preocupação do organismo e de uma investigação.
"Em 2010, 542 pessoas foram submetidas à pena de morte no Irã e em 2011 já ocorreram 111 execuções, 1a cada 8 horas. Acreditamos que a criação de um relator especial da ONU, ajudaria a reverter esse quadro, bem como inibiria outros tipos de violações como aquelas cometidas contra as mulheres", diz Parvin Ardalan, ativista de direitos humanos iraniana que esteve no Brasil em fevereiro de 2011 para pedir apoio do governo brasileiro à resolução.

O papel de maior protagonismo internacional do Brasil traz consigo um acréscimo de suas responsabilidades com relação à situação dos direitos humanos no mundo. Essa maior responsabilidade demanda uma sociedade civil que monitore e exija uma atuação do Estado brasileiro condizente com o princípio constitucional da prevalência dos direitos humanos na condução de assuntos externos.
Apoie essa causa e mande uma mensagem ao governo para que o Brasil copatrocine e vote a favor da resolução que criará o mandato para o Relator Especial para os direitos humanos no Irã.
Participe do abaixo-assinado para que o Brasil vote a favor de resolução sobre direitos humanos Irã na ONU
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

HISTÓRIA E ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS (VOTO FACULTATIVO).



RECENTE ARTIGO PUBLICADO NO SEMANÁRIO TERRA VIVA AMÉRICA LATINA, reproduzido por Jacob (J.) Lumier
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BARACK OBAMA:
"Washington está, sencillamente, patas arriba"
Entrevista de Bankole Thompson

DETROIT (IPS) Gane o pierda las elecciones del 4 de noviembre, Barak Obama ya hizo historia como primer negro candidato a la presidencia de Estados Unidos por uno de sus dos grandes partidos.

En esta entrevista exclusiva con IPS, el aspirante del opositor Partido Demócrata a ocupar la Casa Blanca se refiere a una amplia gama de asuntos, entre ellos el genocidio en la región sudanesa de Darfur, las guerras en Iraq y en Afganistán y el estado de la economía de su país.

Además, Obama defiende con vehemencia su decisión de elegir al senador Joe Biden como candidato a la vicepresidencia y asegura que su partido ya está unido alrededor de esta fórmula electoral.


IPS: --Al seleccionar a Biden como candidato a la vicepresidencia, sus críticos dijeron que usted había modificado su mensaje de concretar cambios en Washington.


BARACK OBAMA: --El senador Joe Biden no es un político: es un estadista. Lo que quiero decir es que Biden comprende cómo se manejan las cosas en Washington, pero no se deja llevar por el modo en que se manejan las cosas en Washington, y que en sus más de 30 años en el Senado siempre ha trabajado siguiendo el dictado de su conciencia y con una fuerte vocación de servicio.


Desde hace años, toma el tren todas las noches de Washington a su casa en Delaware. Ha mostrado firmeza ante los líderes de nuestro propio partido cuando lo sintió necesario y su experiencia en política exterior no tiene parangón en el Senado. Lo elegí con el interés de mi país en mente, no siguiendo las políticas del momento.


--En Washington son frecuentes las fisuras partidarias. ¿Cómo hará usted para construir un consenso, abrir paso al cambio del que habla en esta campaña y atacar los problemas económicos de este país?


--En este preciso momento, Washington está, sencillamente, patas arriba. La dirigen cabilderos e intereses poderosos, frecuentemente a costillas del interés de la gente. Como presidente, trabajaré para hacer lo que he hecho a lo largo de toda mi vida adulta: construir coaliciones alrededor de metas y valores comunes con el objetivo de lograr que se haga lo que debe hacerse.


Aun en este ambiente, estoy convencido de que tenemos más en común de lo que mucha gente puede apreciar. La clave es identificar y desarrollar esos lazos comunes, de un modo en que las fuerzas del gobierno trabajen para el pueblo estadounidense y no en su contra, y que más estadounidenses se comprometan en la toma de decisiones de nuestro gobierno.


--El gobierno de George W. Bush ha sido criticado por organizaciones de derechos humanos por omisiones en Darfur. ¿Cuál es su enfoque sobre los conflictos internacionales como este genocidio?


--Acabar con el genocidio en Darfur será una de mis prioridades como presidente. Me entrevisté en la Organización de las Naciones Unidas con funcionarios sudaneses y visité campamentos de refugiados en la frontera entre Chad y Sudán para llamar la atención de la comunidad internacional sobre el desastre humanitario en curso allí.


Como presidente, tomaré pasos inmediatos con el objetivo de acabar con el genocidio, elevando la presión sobre Sudán para que ponga fin a la masacre y deje de obstaculizar el despliegue de una fuerza internacional (de mantenimiento de la paz) robusta. Llamaré al gobierno en Jartum a la responsabilidad.


Ya he trabajado con el senador (republicano) Sam Brownback por la aprobación en 2006 de la Ley de Paz y Responsabilidad para Darfur (que define la crisis humanitaria como genocidio y llama al gobierno estadounidense a apoyar la ampliación de la fuerza de paz de la Unión Africana y de sus facultades, así como a brindarle ayuda logística).


--¿Qué asunto atendería de inmediato al asumir el gobierno? ¿La guerra en Iraq, los problemas laborales, los desalojos, la energía o el financiamiento de la enseñanza?


--Luego de ocho años bajo el presidente Bush y el vicepresidente Dick Cheney y de las políticas que instauraron, sabemos que tenemos muchísimo trabajo, tanto dentro del país como en el extranjero.


Tenemos una economía desorientada y bajo ataque por los crecientes desalojos y la caída del valor de la vivienda, por los precios de la energía que continúan consumiendo más y más nuestro ingreso y por los costos de la salud, en una espiral ascendente y fuera de control.


Continuamos librando una guerra que nunca debió haber sido autorizada, mientras el enemigo real sigue oculto en las montañas de Afganistán.


Tenemos mucho trabajo, pero la clave es ubicar en cada lugar a las personas correctas, para poder comenzar a atender estos grandes desafíos.


--¿Ve como una carga la expectativa popular sobre su gestión de gobierno en caso de ser electo presidente en noviembre? ¿La considera justificada?


--En realidad, creo que las expectativas son altas porque la gente cree que su gobierno no la ha servido bien en los últimos ocho años y aprecian a un gobierno que trabaja, como lo fue el del ex presidente Bill Clinton.


No puedo ver esta carga con agobio, porque elegí ser candidato a presidente, pero sí me doy cuenta del carácter único de este momento histórico. Desde esta posición, mi principal carga es continuar reconociendo el trabajo a aquellos que allanaron el camino y honrarlo cumpliendo siempre el mío lo mejor que pueda. Hacer menos que eso sería inaceptable.


--Usted instaló el cambio climático en la agenda de la campaña. ¿Qué rol jugaría el ex vicepresidente Al Gore en un eventual gobierno suyo?


--Nos honraría contar con su apoyo y experiencia en una amplia gama de asuntos, incluyendo el combate contra las causas del recalentamiento planetario y la protección del ambiente.


--¿Confía en que las huestes del Partido Demócrata estarán unidas alrededor de su candidatura para noviembre?


--Creo que el Partido Demócrata ya está más unido de lo que nunca ha estado, y que todos estamos dedicados a ganar en noviembre. Continuaremos dando la bienvenida a quien quiera sumarse a nuestra causa: la de restaurar la esperanza en nuestro país y traer el cambio que necesitamos en Washington. (FIN)

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