segunda-feira, 13 de julho de 2009

Caráter Reticente e Vontade Política ou: Comentário sobre a dimensão cultural em nossa Democracia


Em recente entrevista divulgada no Observatório da Imprensa em 27/6/2009 (link http://www.observatorio.ig.com.br/artigos.asp?cod=543CID004 ), a Deputada Luiza Erundina deixou claro que um obstáculo à democratização dos meios de comunicação é a falta de avanço do projeto de emenda, o silêncio qualificado lançado contra a PEC disciplinadora que proíbe expressamente parlamentares de serem donos de empresas de radiodifusão.

Não que a reticência sobre a proibição assim projetada indique algum acordo político que empacou, ou esteja a carecer de impulso renovado.

O nível do obstáculo em pauta vai mais além do cálculo para equilibrar o que um ganha e o outro deixa de abrir mão.

A reticência de que não se fala é mais do que figura de estilo, nem se confunde às metáforas. É exercida como alguma coisa prejudicial à tendência para a realização, a qual, em modo ordinário, costuma-se impropriamente identificar à chamada vontade política, historicamente constituída esta com o mandonismo local.

Com efeito, o aspecto prejudicial inviabilizando ou ajuizando previamente contra o esforço coletivo para a realização foi ressentido. Tanto é assim que veio a ser bem notado o déficit de consciência política de que as concessões de rádio e TV constituem patrimônio da sociedade. Confirma-se, então, que a reticência sobre a PEC disciplinadora acima mencionada carece de alcance tático, para dar lugar à escassez de compromisso cultural democrático.

Trata-se da reticência como atitude. Deixa-se de dizer as coisas que podiam ser ditas, não por falta de representação, criar suspense no discurso ou para disfarçar uma intenção. Aliás, não se trata de uma atitude limitada às relações em torno da PEC disciplinadora. Na medida em que denota escassez de compromisso cultural democrático, o caráter reticente se faz acompanhar de um elemento normativo característico da tradição elitista.

Deixar de dizer as coisas que podiam ser ditas é uma atitude e uma conduta regular típica da maneira instituída de fazer política. Um comportamento, modo de ser e agir observado em muitos aspectos da nossa democracia, notadamente na questão do regime eleitoral com voto obrigatório.

Desta forma, há, por exemplo, reticência sobre os projetos em favor do voto facultativo para todos quando se fala em maneira astuta de que já existe a não-obrigatoriedade de votar, seja porque as multas são baixas e muitas vezes deixam de ser cobradas, ou em razão de que nem idosos nem "pós-adolescentes" incorrem na figura esdrúxula do "eleitor faltoso", autêntico entulho autoritário.

O exemplo do silenciar sobre os projetos em favor do voto facultativo não é despropositado, nem aparece aqui sem razão, mas tem alcance crítico decisivo sobre a tradição elitista e valor conjectural explicativo, em face desse tipo quase oblíquo de personalidade que surge em perspectiva no caráter reticente.

É que o voto do eleitor em regime (cartorial) obrigatório introduz por contradição um componente de abertura na representação de interesses, uma mudança latente na estrutura elitária, sobre a qual a elite política é necessariamente (por definição) reticente.

Daí, para encerrar, a escassez de compromisso cultural democrático como um traço da vontade política em nossa democracia.

***

Leia mais:Desejo e Vontade em Sociologia

sábado, 4 de julho de 2009

The World Social Forum - tasks

Since the successful and important IC meeting in Rabat this past May, the World Social Forum Communications Committee has asked that working groups begin forming. There are approximately 8 demarcations within Com Com, but tasks and scope are obviously overlapping. There is none such working group with more relevance to the entire WSF process than the Technology working group, one of the 8 subsets of Com Com, which itself is a subset of the IC.

For many years, this work has been done by many of you that are still on the lists. Once again, we're asking for your dedication and participation to address some immediate technology needs, form larger more policy-based processes, and define long-term goals with specific WSF events in mind.

As of immediately, the working group will begin its own set of regular meetings, tangential to the Com Com weekly chats, use its own tools to organize and formulate its own strategies for growing membership.

Our next meeting is scheduled for MONDAY JULY 6, 14h UTC to 16h UTCWe connect via IRC chat through irc.oftc.net channel #wsf. Directions for connection are on the webteam-wiki (URL below).

Please join us for our first meeting online MONDAY 6 July 2009, 14:00 UTC - 16:00 UTC. We plan to follow the

agenda below:

1. Introductions
2. Working group regular meetings
a. frequency
b. method
3. Organizing tools
4. Scope of work
5. Growing participation, organizational accountability

It may be that we cannot address all of these general topics in one meeting. It may also be that everyone has his or her items to add to this agenda, so please feel free to modify this before we begin our meeting. An ersatz page for our agendas and notes can be found here:

http://openfsm.net/projects/communication-commission/webteam-wiki

All participants are expected to act as representatives of organizations within global social movements for the sake of accountability. However, please send out this call to participation to anyone that you think would be interested in organizing with us.

***
[Wsf internet training GT] World Social Forum technology & web organizing group - english
1 de julio de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pleito por Direitos Humanos em Ciudad Juárez, México - 2

Como se sabe, "Ciudad Juárez es una ciudad mexicana, es la urbe más grande del estado de Chihuahua, que se ubica frente a El Paso, Texas, Estados Unidos, a orillas del Río Bravo. Su población, de acuerdo con el Segundo Conteo de Población y Vivienda 2005 efectuado por el INEGI fue de 1,301,452 habitantes para la ciudad, y 1,313,338 habitantes en todo el municipio, con lo que se ubica como la séptima zona metropolitana más grande del país".

Em postagem anterior e em acordo com o pleito internacional em defesa da Universidad Autónoma de Ciudad Juárez-UACJ, divulgamos que "universitarios y miembros de diversas organizaciones sociales protestaron em 04 de Junho en Ciudad Juárez, en demanda de seguridad y de que se aclare la muerte de dos catedráticos y un estudiante de la Universidad Autónoma de Ciudad Juárez, así como la desaparición de dos alumnas".

Agora são os jornalistas que denunciam os atentados de que são alvos.

Em um relatório especial, divulgado em Nova York ao 24 de junho de 2009, Mike O´Connor, do Committee to Protect Journalists-CPJ, examina os graves riscos que a imprensa precisa enfrentar para informar em Cidade Juárez.

O México, com 27 jornalistas mortos no exercício da profissão nesta década, é um dos lugares mais letais para a imprensa no mundo. Em meio à violência gerada pelo narcotráfico em Cidade Juárez, onde um veterano repórter foi assassinado recentemente em frente à própria residência, os problemas da cidade são característicos das dificuldades que o México enfrenta para combater os freqüentes ataques contra a imprensa, a ampla influência exercida pelos cartéis de drogas e os efeitos nocivos da corrupção governamental.

"O governo mexicano enaltece seus avanços em matéria de segurança, mas continua sendo incapaz de garantir a liberdade de imprensa", declarou Joel Simon, diretor-executivo do CPJ, no lançamento do relatório.
(apud Caderno da Cidadania, Web do Observatório da Imprensa).

Tecle aqui para ler o Relatório completo da CPJ




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