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domingo, 13 de fevereiro de 2011

FHC e a descriminalização do usuário de drogas


Ao que parece nem todos aplaudiram os comentários de Fernando Henrique Cardoso (o notável sociólogo ex-presidente) ao defender a descriminalização das drogas (tecle aqui )

Não que haja novidade neste posicionamento, mas que ao argumentar que não adianta botar o usuário na cadeia FHC pareceu contemplar os que querem a liberalização do uso de drogas.



Assisti a entrevista e em minha opinião a coisa não é bem assim.

Ao citar o exemplo de Portugal que descriminalizou o uso das drogas e passou a oferecer tratamento aos usuários, FHC observou que houve diminuição no consumo de drogas porque as pessoas perderam o medo de procurar assistência ou recursos e apoio para superarem seus vícios e dependência, já que esta atitude de procurar assistência não os implicaria em registros policiais ou ações penais por uso de drogas (os usuários podem apresentar-se pessoalmente como dependentes e não sofrerem penalização).

Este comentário do sociólogo não é sem razão e tem em vista superar a histórica limitação de que a descriminalização só será possível após a criminalização da conduta de uso. Ou seja, por essa limitação legal a descriminalização não passará de uma decorrência da ação penal, ao invés de precedê-la. Por contra, o sociólogo sugere que seja rompido o nexo entre criminalizar e descriminalizar, como ações concebidas exclusivamente uma em referência da outra.

A descriminalização do uso de drogas pode ser efetiva no sentido de reconhecer e valorizar a humanidade e a cidadania do usuário uma vez que a filosofia penalista e a visão punitiva sejam definitivamente superadas, em conformidade com a compreensão da ONU nesta matéria (tecle aqui ).


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A questão ambiental no Observatório da Imprensa


Reproduzo no texto que segue o pertinente comentário difundido no Observatório da Imprensa a respeito da nova publicação da revista Carta Capital sobre a questão ambiental.

PAUTA AMBIENTAL

A imprensa verde

Por Luciano Martins Costa em 15/10/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 15/10/2009


Os debates sobre a questão ambiental há muito ocupam lugar de destaque na agenda econômica internacional. O tema conquistou espaço entre os indicadores de desempenho dos investimentos, com referências rotineiras nos principais órgãos informativos do mundo, tanto no papel como na televisão e na internet, por meio do acompanhamento do valor das ações dos chamados fundos sustentáveis.

O mais importante desses indicadores, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade, completou dez anos em setembro, consolidando-se como principal parâmetro para a análise dos investimentos em negócios chamados socialmente responsáveis.

O histórico desses indicadores e dos fundos de investimentos formados por ações de empresas que lideram esse movimento no mundo financeiro revela um desempenho regularmente superior ao das demais companhias de capital aberto e menor vulnerabilidade desses papéis às oscilações do mercado. No entanto, a imprensa brasileira ainda trata essa vanguarda como uma faixa marginal do ambiente de negócios.

Pelo nome

São raros os movimentos no sentido de relacionar estratégias sustentáveis de negócio ao tema geral da defesa do meio ambiente e da responsabilidade social, como se os editores estivessem convencidos definitivamente de que o capitalismo tem que ser necessariamente um ambiente selvagem no qual o respeito à natureza e o humanismo representam sinais de vulnerabilidade.

Nesse cenário, chama atenção a iniciativa da revista CartaCapital, que inaugurou, na edição desta semana, um encarte trimestral sobre o tema, composto em parceria com a agência de notícias Envolverde. A aliança com uma das mais respeitadas mídias socioambientais dá à CartaCapital a oportunidade de abordar com profundidade essas questões.

A edição inaugural do suplemento se concentra nos debates que antecedem a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Clima, oferecendo uma visão ampla do desafio que os líderes mundiais terão de encarar em Copenhague daqui a dois meses. A "Carta Verde", como é denominado o suplemento, peca apenas no nome. A expressão tem sido contaminada por muitas ações publicitárias de empresas que mais se dedicam a limpar sua imagem do que a cuidar realmente do meio ambiente.

Leia a continuação teclando aqui.


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