domingo, 28 de setembro de 2008

O Saber como Controle Social


Em sociologia, é básico que nenhuma comunicação pode ter lugar sem o psiquismo coletivo (as consciências são intercomunicadas), em conseqüência, sendo todo o conhecimento comunicável (pelos mais diversos simbolismos sociais, incluindo as linguagens humanas), a existência dos conhecimentos coletivos e suas hierarquias ou sistemas é igualmente preponderante em sociologia.

Estudam-se os sistemas cognitivos a partir dos tipos de sociedades globais decompondo-os segundo as classes do conhecimento que, por sua vez, podem ser (a) – mais profundamente implicados na realidade social – o conhecimento perceptivo do mundo exterior, o conhecimento de outro e o conhecimento de senso comum, estudados nesta seqüência; (b) – menos espontaneamente ligadas aos quadros sociais ou cuja ligação funcional requer o diálogo e o debate: como é o caso para o conhecimento técnico, o conhecimento político, o conhecimento científico e o conhecimento filosófico.

O conhecimento perceptivo do mundo exterior é privilegiado e dá conta das perspectivas recíprocas sem as quais não há funções estritamente sociais, enquanto os demais conhecimentos já são classes de conhecimento particular, já são funções correlacionadas dos quadros sociais e pressupõem aquele conhecimento perceptivo do mundo exterior.

Onde se verifiquem as classes do conhecimento mais profundamente implicadas na realidade social (o conhecimento perceptivo do mundo exterior, o conhecimento de outro e o conhecimento de senso comum) descobre-se a simples manifestação dos temas coletivos – os Nós, os grupos, as classes sociais, as sociedades.

Daí o saber como controle ou regulamentação social, ou seja: o conhecimento aparece como obstáculo ao avanço real desses temas de que tomamos consciência, é constringente como aquilo que suscita os esforços e faz participar no real, levando desse modo à configuração da funcionalidade dos quadros sociais como reciprocidade de perspectivas, aos quais são essas classes de conhecimento as mais espontaneamente ligadas.

Assim, por exemplo, quando formulamos em palavras o conhecimento de um Nós do qual tomamos consciência como tema coletivo (que apreendemos ou vivenciamos e percebemos antes de formular o conhecimento), verificamos neste caso um obstáculo ao avanço real dessa experiência humana vivida, obstáculo surgido por força da objetivação pela linguagem conceitual.

Tal é um exemplo do saber como fato social assinalado em termos didáticos, sendo a este aspecto da condição humana que o sociólogo chama regulamentação ou controle social pelo saber, acentuando a eficácia do conhecimento na realidade social.

Em realismo sociológico não se corre o risco de cair no preconceito do “culturalismo abstrato" que, olvidando as censuras sociais como elemento de regulamentação presente em princípio nas obras de civilização, atribui ao conhecimento (e a todas as obras de civilização em geral) uma independência e uma ineficácia muito maior do que as mesmas têm efetivamente na engrenagem complexa e constringente da realidade social.

Quer dizer, é improcedente a objeção de que os conhecimentos e a mentalidade coletiva que lhes serve de base só poderiam vincular-se às sociedades globais e às classes sociais.

Essa objeção assenta no pressuposto dogmático de que tais quadros sociais operariam sobre o saber que corresponde às manifestações da sociabilidade, e o fariam como uma força tal que modificariam completamente as tendências cognitivas dos grupos e das manifestações da sociabilidade como quadros sociais [1].

Sem dúvida, a orientação do realismo sociológico contrário ao “culturalismo abstrato” com ascendência em Max Weber, não exclui o cotejo dos sistemas de conhecimento com as sociedades globais. Pelo contrário, como vimos, trata-se de um cotejo imprescindível para que tenha relevo o estudo das relações entre os grupos particulares e o saber, embora seja admitido, junto desse estudo, como igualmente indispensável, o estudo das manifestações da sociabilidade como quadros sociais do conhecimento – a “microssociologia” do conhecimento, segundo a classificação de Gurvitch [2]·.

Enfim, para o sociólogo importa que idéias tão abstratas como as de tempo e de espaço estão a cada momento da sua história em relação íntima com a estrutura social correspondente. Da mesma maneira, se aprende com Durkheim que as categorias lógicas são sociais em segundo grau… não só a sociedade as institui, mas constituem aspectos diferentes do ser social que lhes servem de conteúdo… O ritmo da vida social é que se encontra na base da categoria do tempo; é o espaço ocupado pela sociedade que forneceu a matéria da categoria do espaço; foi a força coletiva que criou o protótipo do conceito de força eficaz, o elemento essencial da categoria de causalidade… O conceito de totalidade é, afinal, a forma abstrata do conceito de sociedade [3]

***


[1] Gurvitch, Georges (1894-1965): “Los Marcos Sociales Del Conocimiento”, Trad. Mário Giacchino, Monte Avila, Caracas, 1969, 289 pp. (1ªedição em Francês: Paris, Puf, 1966). Pág.23.

[2] Ibidem, págs.55 sq.

[3] Ver (Gurvitch, Georges (1894-1965): “Problemas de Sociologia do Conhecimento”, In Gurvitch (Ed.) et Al. ”Tratado de Sociologia - Vol.2”, Trad: Ma. José Marinho, Revisão: Alberto Ferreira, Iniciativas Editoriais, Porto 1968, págs.145 a 189 (1ªedição Em Francês: PUF, Paris, 1960).

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Lula receberá Notável Premio Internacional de IPS



DESARROLLO: Lula recibirá Premio al Logro Internacional de IPS

Por Thalif Deen

Artigo reproduzido por Jacob (J.) Lumier

NACIONES UNIDAS, 16 sep (IPS) - El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, recibirá el Premio al Logro Internacional 2008 de la agencia de noticias Inter Press Service (IPS) por su lucha en favor del comercio justo y la equidad económica para el mundo en desarrollo.

La decisión de galardonar al presidente brasileño fue tomada por la Junta de Directores de IPS, presidida por Federico Mayor Zaragoza, ex director general de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco).

La entrega del premio se realizará en la sede neoyorquina de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) el lunes 22 de este mes, en vísperas del segmento de alto nivel de la 63 sesión de la Asamblea General del foro mundial, para la que se prevé la asistencia de más de 150 líderes mundiales.

El director general de IPS, Mario Lubetkin, atribuyó varios motivos para la decisión.

"Al presidente Lula se le reconoce el logro de que millones de brasileños hayan escapado de la pobreza", dijo Lubetkin.

"También lo honramos por haber encabezado una campaña internacional contra la pobreza y el hambre, que ayudó a movilizar el apoyo de otros líderes mundiales y de organizaciones internacionales", agregó.

El presidente brasileño fue elegido en octubre de 2002 con unos 53 millones de votos, y reelegido cuatro años después con 58 millones.

Lubetkin dijo que el presidente brasileño articuló las necesidades, deseos y visiones de los países del Sur global, y que llamó la atención sobre el comercio justo, el multilateralismo, la globalización y, más recientemente, sobre las crisis alimentaria y energética.

"Como veterana agencia de noticias del mundo en desarrollo, nos honra premiar al presidente Lula", agregó Lubetkin.

El Premio al Logro Internacional de IPS fue creado en 1985 para homenajear a periodistas y líderes mundiales por su contribución con la paz, los derechos humanos, el empoderamiento de género, la gobernanza y la equidad social y económica.

Entre los anteriores galardonados con este premio figuran la ex primera dama de Sudáfrica Graça Machel, la ex primera dama de Francia Danielle Mitterrand, los ex secretarios generales de la ONU Boutros Boutros-Ghali y Kofi Annan, el ex presidente de Finlandia Martti Ahtisaari y el Llamado Mundial de Acción contra la Pobreza (GCAP). (FIN/2008)

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

HISTÓRIA E ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS (VOTO FACULTATIVO).



RECENTE ARTIGO PUBLICADO NO SEMANÁRIO TERRA VIVA AMÉRICA LATINA, reproduzido por Jacob (J.) Lumier
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BARACK OBAMA:
"Washington está, sencillamente, patas arriba"
Entrevista de Bankole Thompson

DETROIT (IPS) Gane o pierda las elecciones del 4 de noviembre, Barak Obama ya hizo historia como primer negro candidato a la presidencia de Estados Unidos por uno de sus dos grandes partidos.

En esta entrevista exclusiva con IPS, el aspirante del opositor Partido Demócrata a ocupar la Casa Blanca se refiere a una amplia gama de asuntos, entre ellos el genocidio en la región sudanesa de Darfur, las guerras en Iraq y en Afganistán y el estado de la economía de su país.

Además, Obama defiende con vehemencia su decisión de elegir al senador Joe Biden como candidato a la vicepresidencia y asegura que su partido ya está unido alrededor de esta fórmula electoral.


IPS: --Al seleccionar a Biden como candidato a la vicepresidencia, sus críticos dijeron que usted había modificado su mensaje de concretar cambios en Washington.


BARACK OBAMA: --El senador Joe Biden no es un político: es un estadista. Lo que quiero decir es que Biden comprende cómo se manejan las cosas en Washington, pero no se deja llevar por el modo en que se manejan las cosas en Washington, y que en sus más de 30 años en el Senado siempre ha trabajado siguiendo el dictado de su conciencia y con una fuerte vocación de servicio.


Desde hace años, toma el tren todas las noches de Washington a su casa en Delaware. Ha mostrado firmeza ante los líderes de nuestro propio partido cuando lo sintió necesario y su experiencia en política exterior no tiene parangón en el Senado. Lo elegí con el interés de mi país en mente, no siguiendo las políticas del momento.


--En Washington son frecuentes las fisuras partidarias. ¿Cómo hará usted para construir un consenso, abrir paso al cambio del que habla en esta campaña y atacar los problemas económicos de este país?


--En este preciso momento, Washington está, sencillamente, patas arriba. La dirigen cabilderos e intereses poderosos, frecuentemente a costillas del interés de la gente. Como presidente, trabajaré para hacer lo que he hecho a lo largo de toda mi vida adulta: construir coaliciones alrededor de metas y valores comunes con el objetivo de lograr que se haga lo que debe hacerse.


Aun en este ambiente, estoy convencido de que tenemos más en común de lo que mucha gente puede apreciar. La clave es identificar y desarrollar esos lazos comunes, de un modo en que las fuerzas del gobierno trabajen para el pueblo estadounidense y no en su contra, y que más estadounidenses se comprometan en la toma de decisiones de nuestro gobierno.


--El gobierno de George W. Bush ha sido criticado por organizaciones de derechos humanos por omisiones en Darfur. ¿Cuál es su enfoque sobre los conflictos internacionales como este genocidio?


--Acabar con el genocidio en Darfur será una de mis prioridades como presidente. Me entrevisté en la Organización de las Naciones Unidas con funcionarios sudaneses y visité campamentos de refugiados en la frontera entre Chad y Sudán para llamar la atención de la comunidad internacional sobre el desastre humanitario en curso allí.


Como presidente, tomaré pasos inmediatos con el objetivo de acabar con el genocidio, elevando la presión sobre Sudán para que ponga fin a la masacre y deje de obstaculizar el despliegue de una fuerza internacional (de mantenimiento de la paz) robusta. Llamaré al gobierno en Jartum a la responsabilidad.


Ya he trabajado con el senador (republicano) Sam Brownback por la aprobación en 2006 de la Ley de Paz y Responsabilidad para Darfur (que define la crisis humanitaria como genocidio y llama al gobierno estadounidense a apoyar la ampliación de la fuerza de paz de la Unión Africana y de sus facultades, así como a brindarle ayuda logística).


--¿Qué asunto atendería de inmediato al asumir el gobierno? ¿La guerra en Iraq, los problemas laborales, los desalojos, la energía o el financiamiento de la enseñanza?


--Luego de ocho años bajo el presidente Bush y el vicepresidente Dick Cheney y de las políticas que instauraron, sabemos que tenemos muchísimo trabajo, tanto dentro del país como en el extranjero.


Tenemos una economía desorientada y bajo ataque por los crecientes desalojos y la caída del valor de la vivienda, por los precios de la energía que continúan consumiendo más y más nuestro ingreso y por los costos de la salud, en una espiral ascendente y fuera de control.


Continuamos librando una guerra que nunca debió haber sido autorizada, mientras el enemigo real sigue oculto en las montañas de Afganistán.


Tenemos mucho trabajo, pero la clave es ubicar en cada lugar a las personas correctas, para poder comenzar a atender estos grandes desafíos.


--¿Ve como una carga la expectativa popular sobre su gestión de gobierno en caso de ser electo presidente en noviembre? ¿La considera justificada?


--En realidad, creo que las expectativas son altas porque la gente cree que su gobierno no la ha servido bien en los últimos ocho años y aprecian a un gobierno que trabaja, como lo fue el del ex presidente Bill Clinton.


No puedo ver esta carga con agobio, porque elegí ser candidato a presidente, pero sí me doy cuenta del carácter único de este momento histórico. Desde esta posición, mi principal carga es continuar reconociendo el trabajo a aquellos que allanaron el camino y honrarlo cumpliendo siempre el mío lo mejor que pueda. Hacer menos que eso sería inaceptable.


--Usted instaló el cambio climático en la agenda de la campaña. ¿Qué rol jugaría el ex vicepresidente Al Gore en un eventual gobierno suyo?


--Nos honraría contar con su apoyo y experiencia en una amplia gama de asuntos, incluyendo el combate contra las causas del recalentamiento planetario y la protección del ambiente.


--¿Confía en que las huestes del Partido Demócrata estarán unidas alrededor de su candidatura para noviembre?


--Creo que el Partido Demócrata ya está más unido de lo que nunca ha estado, y que todos estamos dedicados a ganar en noviembre. Continuaremos dando la bienvenida a quien quiera sumarse a nuestra causa: la de restaurar la esperanza en nuestro país y traer el cambio que necesitamos en Washington. (FIN)

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