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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sobre o Pragmatismo de Obama na grande imprensa




Deixando de lado as intenções voltadas para atender às questões sociais, a grande imprensa internacional considera como mais importante a mudança que Obama estaria fazendo com as nomeações atuais: unir o país, estender pontes, encontrar consensos, incluir republicanos em seu governo.

Pelo que parece, a grande imprensa é que não muda quando se faz necessário buscar as alternativas para solucionar as questões sociais.


Seja como for, reproduzimos aqui o refinado artigo que a jornalista de TVE Anna Bosch publicou ontem em seu blog.
intitulado "El Violín de Obama"

***



01 Dic 2008 - El violín de Obama
por Anna Bosch

Lo del violín de Obama se lo leí a un analista en el New York Times, es una metáfora para explicar que Obama sujeta el poder con la izquierda y lo "toca" con la derecha. Como se hace con el violín. Barack Obama se catapultó en las primarias y acabó ganándolas por "la izquierda".

Una manera de hablar, más que nada, esto de la "izquierda" aplicado a los EEUU porque no se corresponde a lo que por izquierda se entiende en Europa u otras latitudes; en el caso de Obama se refiere fundamentalmente a su oposición a la guerra de Irak.

O sea, que Obama llegó por la izquierda, pero por sus nombramientos podemos adivinar que va a gobernar con la derecha.
Para el equipo conómico Obama ha fichado a veteranos de los gobiernos de Bill Clinton, quien, antes que Tony Blair, puso en práctica lo de la tercera vía y la triangulación, la combinación de objetivos sociales de "izquierdas" con políticas económicas de "derechas". Incluir políticas típicas del otro partido para desarmar sus críticas.

Grosso modo. Algunos de esos veteranos patrocinaron la desregulación de los mercados que es en parte la responsable del desaguisado económico en el que nos encontramos.


En defensa Obama mantiene a Robert Gates, que substituyó a Donald Rumsfeld hace dos años y se ha ganado el respeto de los dos partidos por ser más un gestor sensato que un ideólogo, pero que se opuso a poner fecha a la salida de Irak.


Su consejero de Seguridad Nacional, el de Obama, será el General James Jones, un marine retirado más cercano a los republicanos que a los demócratas y con experiencia en la OTAN. A principios de año alertó en un informe de que "no estamos ganando en Afganistán" y ha asesorado a Barack Obama en la campaña electoral.


Y en Exteriores, para Secretaria de Estado, Obama ha elegido a Hillary Clinton. Por cierto, y es un comentario al margen, con ella serán 4 mandatos sin un hombre blanco dirigiendo Exteriores (Madeleine Albright, Colin Powell, Condoleezza Rice).


Eric Holder (Fiscal General), Janet Napolitano (Seguridad Nacional), Robert Gates (Defensa), Joe Biden (VP), Barack Obama (P), Hillary Clinton (Secretaria de Estado), Gral. James Jones (Consejero de Seguridad Nacional), Susan Rice (Embajadora ante la ONU)


Los adjetivos más habituales con que se ha calificado a los miembros que Obama ha elegido para que formen su gobierno son: moderado, pragmático, experimentado, bipartidista, fuerte.


Entonces, ¿qué pasó con el cambio? ¡Miembros de los gobiernos Clinton e incluso de los gobiernos Bush en el gobierno Obama!¡Hillary Clinton!¡Robert Gates!

En una de las primeras crónicas post-electorales dije que Barack Obama parece formar su gobierno bajo el lema de: cambio, sí, pero no con novatos.

En la tercera rueda de prensa que dio la semana pasada le preguntaron a Barack Obama qué había pasado con el cambio que prometió. Su respuesta fue, más o menos literalmente, que cuando el país está en la peor crisis económica desde la Gran Depresión y además está metido en dos guerras (Irak y Afganistán) los ciudadanos -no vosotros/nosotros, periodistas, parecía insinuar- no entenderían que el presidente formara un gobierno con novatos y recién llegados a la política nacional. El cambio lo pongo yo -dijo Obama-, yo marco las directrices, los objetivos, y mi equipo con su experiencia encuentra el cómo.

Es decir, Barack Obama es el capitán que marca el rumbo del cambio y para aseguarse de que la nave no va a pique está eligiendo la mejor tripulación para la ocasión.
Y, de momento, así lo están valorando mayoritariamente los pundits, los entendidos. Que el país -es la reflexión- no está para cambios bruscos, ni experimentos con novatos.

Entre los sectores más progresistas, sin embargo, empiezan a arrugar la nariz. Votaron por el cambio, el sueño, la esperanza... y se encuentran con que el nuevo lema es PRAGMATISMO. Lo ha dicho hoy Obama al presentar a los elegidos para su equipo de seguridad nacional: "comparten mi pragmatismo".

Pero, no nos olvidemos, parte del cambio que prometió Obama era unir al país que tan polarizado está, tender puentes, encontrar consensos, incluir a republicanos en su gobierno.


Otra conclusión que sacan es que Barack Obama demuestra con su selección que tiene suficiente confianza en si mismo como para rodearse sin miedo de pesos pesados, gente con mucha más experiencia que él y unos egos superlativos.


En la rueda de prensa de hoy Barack Obama ha dicho "soy un firme defensor de las personalidades fuertes con opiniones fuertes. Quiero alentar el debate en la Casa Blanca".

Tags: hillary clinton, robert gates, barack obama, gobierno, cambio, pragmatismo

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Estado se desculpa por ter rasgado a Constituição brasileira. (Deu no "o Globo" -Portal G1).



(1) - É: a grande imprensa está se tornando mais séria. Não deixa de ser surpreendente que o conhecido conservador "O Globo" tenha aberto algum espaço para posicionamentos que denunciam o caráter antidemocrático do autoritarismo tecno-burocrático implanto com a ditadura.

Na cobertura da cerimônia que concedeu anistia política ao ex-presidente da República João Goulart, em Natal (RN), com várias autoridades presentes, o noticiário do "G1" cede espaço para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), declarar que este ato foi a primeira vez que o Estado oficialmente reconhece que errou no que se refere ao golpe militar.

E o G1 dá destaque ao pronunciamento: "É a primeira vez que o Estado pede desculpas por ter quebrado a via democrática e ter rasgado a Constituição brasileira. Este é um momento que ficará em nossa lembrança para que não possamos nunca mais repetir aquilo que aconteceu: para que não possamos nunca mais repetir o Estado Policial e a ditadura militar". Leia G1- 15/11/08

(2) - Agora, como eleitores que prezam as prerrogativas constitucionais, nos resta esperar que as autoridades competentes declarem a inconstitucionalidade de leis antidemocráticas da ditadura ainda vigentes, como a que estabelece pena sobre pena para estigmatizar a pessoa do chamado eleitor-faltoso – a Lei nº.4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral)- e contra a qual há uma ciberação em curso.

A figura institucional do “eleitor faltoso” deve ser desfeita porque enseja um bloqueio do Direito constitucional fundamental de Defesa.

MANIFESTO PARA UMA CIBERAÇÃO
JUNTO AOS CONGRESSISTAS DO PODER LEGISLATIVO EM BRASÍLIA.

COPIE O TEXTO ABAIXO E
ENVIE E-MAIL AO SEU DEPUTADO OU SENADOR

Os eleitores contrários à obrigatoriedade do voto na Democracia e inconformados ante o abusivo constrangimento punitivo que os atinge em seu direito/prerrogativa de exercer seu voto nas eleições em liberdade de expressão se unem neste MANIFESTO para demandar AÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA Lei nº.4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral) juntamente com as providências indispensáveis para suprimir de imediato toda a cominação de sanções a fim de assegurar ao eleitor colocado em suposta falta sua prerrogativa para impugnar tal dispositivo que o atinge.

Data, Nome (ID), E-mail.

***

(3) - A defesa do eleitor colocado como faltoso põe em causa a sanção sobre sua suposta “falta” atribuída em decorrência do seu não-comparecimento ao local de votação nas eleições. Na medida em que é desprovida de paralelo essa sanção é sui-generis e ademais da multa consiste em negar-lhe os serviços que o Estado presta ao indivíduo nacional.

Trata-se de uma desclassificação porque tal sanção impõe-se vinculada à indisponibilidade das instâncias de recursos.

Vale dizer, sem alternativa, ao eleitor colocado como faltoso só resta negar seu direito/prerrogativa para votar em liberdade de expressão ante a recorrência da obrigatoriedade, que reaparece forçando-o agora a declarar-se exatamente... faltoso!

Trata-se da obrigatoriedade para reconhecer, aceitar e cumprir a punição mediante a apresentação forçada de uma justificativa para seu não-atendimento ao comparecimento obrigatório previamente exigido.

Além de ser punido pela suspensão imediata de suas prerrogativas para os serviços que o Estado presta, o indivíduo colocado como eleitor faltoso sofre ainda um constrangimento adicional ao ser inapelavelmente forçado a declarar-se em falta, à imagem de um réu confesso, sob pena da inusitada proibição de votar que o priva da posse do seu voto.

Acontece que não está previsto nem é concedido ao indivíduo assim atingido por uma punição em dobro a mínima possibilidade de defesa pelo embargo da figura do eleitor faltoso que o atinge em seu direito/prerrogativa para votar em liberdade de expressão. Daí a sua desclassificação, pois desclassificado é todo aquele privado do seu direito de defesa.

Desta forma, considerando que em hipótese alguma pudera ser estabelecido em norma a indevida e abusiva cominação das sanções tornando o eleitor previamente proibido de votar e contra isto impossibilitado para oferecer recurso, caberia ao Ministério Público em Ação de Inconstitucionalidade da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965, acolher a causa do atingido pela figura do eleitor faltoso, suscitando a competente instância de recursos e criando a legítima alternativa jurídica indispensável para impugnar os fracassados e obsoletos dispositivos institucionais draconianos que aí estão a ofender grave e violentamente o "direito seu", em contrapelo acintoso da Constituição, que garante ao indivíduo o direito de defesa.

Leia mais: O Eleitor, a Democracia e o Voto Obrigatório no Brasil.


(4) - O Desvio do Discurso Absenteísta

Seja como for, a conclusão é que o panorama histórico constitucional não dá agasalho ao discurso absenteísta / draconiano dominante no sistema do voto obrigatório.

Se as Cartas de 34 e de 46 destoam da Constituição originária da República ao acolherem um dispositivo de voto obrigatório foi por guardarem a proposta progressista de assegurar o voto paras as mulheres e dissuadir qualquer tentativa em contrário.

Restando em forma de proclamação, as inexistentes sanções foram remetidas para uma legislação que em fato só acontecerá sob o Estado Autoritário, que impôs o famigerado Código Eleitoral de 1965.

Portanto, cabe pôr em relevo o desvio do discurso draconiano / absenteísta em sua compreensão cabalmente contestável da obrigação com sanções, em face da orientação originária do pensamento constitucional republicano afirmando o ponto de vista da integridade do eleitor uma vez alistado e confirmado. Os artigos 69, 70 e 71 da Constituição de 1891 dão força à disposição de que “são eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei”.

Desse modo, reconhecidos em sua integridade única e exclusivamente pelo alistamento eleitoral, qualquer ingerência com sanções administrativas sobre as prerrogativas específicas dos eleitores para exercer o voto e produzir a maioria nas eleições desvirtuariam em conseqüência as Qualidades do Cidadão Brasileiro.

Trata-se nessas “Qualidades” do ideal republicano de autoridade legítima, afirmado na medida em que o cidadão brasileiro exerce em liberdade pelo voto sua capacidade política para formar a maioria de razão e fato, selando o pacto democrático por todos aceite.

Daí porque o pensamento constitucional republicano originário reservou uma seção exclusiva às Qualidades do Cidadão Brasileiro, centrada como dissemos no respeito à integridade do eleitor, a saber: a Seção I do Título IV da Constituição de 1891, reunindo os três artigos 69, 70 e 71, acima mencionados.

Em face desta determinação originária do pensamento constitucional republicano, não há negar o desvio do discurso draconiano na imposição contestável da obrigação com sanções administrativas lá onde devem prevalecer as “Qualidades” de fato do cidadão brasileiro, isto é, a realidade social das relações entre os partidos políticos e os eleitores.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mensagem do Boletín FSM



Está en el aire el OpenFSM: un espacio virtual abierto y horizontal, creado para facilitar la comunicación y la convergencia entre los participantes, fortalecer la construcción permanente del Proceso FSM y ayudar en la preparación de los eventos centralizados, como el FSM 2009.

Todos/as participantes del foro en Belem o en Belem Expandida están invitados a utilizar el sitio OpenFSM para crear espacios y preparar sus actividades de manera colectiva, hacerlas visibles y buscar por pareceros para conexiones y convergencias.

El OpenFSM tiene un conjunto de herramientas para la creación de redes sociales, la comunicación en grupo, trabajo colectivo y la difusión de información, lo que puede ser utilizado por cualquier persona o entidad que se identifica con la Carta de Principios del FSM.

Cualquier usuario registrado en el OpenFSM puede crear un espacio virtual para su organización, actividad, tema de interés o región geográfica. Del mismo modo, podrá invitar a otras organizaciones y particulares a participar en este espacio, o simplemente compartir información, propuestas e intereses con otros visitantes.

Cada espacio del OpenFSM ofrece a los usuarios de listas de discusión, edición de páginas para la planificación colaborativa y el trabajo, además de un blog para la difusión de textos e imágenes.

Visite el OpenFSM , haga un cadastro y se inscriba en los espacios existentes o crea su propio. Si necesitar de ayuda, visite http://openfsm.net/projects/openfsm/tutorial o escriba para website(en)openfsm.net.

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Jacob (J.) Lumier se identifica com a Carta de Princípios do Forum Social Mundial -FSM e atualmente está no OpenFSM

Visite sua Home sobre Cyberactivism

OpenFSM: un espacio virtual permanente para la construcción de otro mundo posible

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Leia em Word Press o recente artigo de Jacob (J.) Lumier intitulado " O ARDIL DO VOTO OBRIGATÓRIO: NOTAS SOBRE A PRODUÇÃO DO MAL-ESTAR"




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Liderar al Sur sin chocar con el Norte




DESARROLLO:
Liderar al Sur sin chocar con el Norte

Artigo publicado em Terra Viva por Indranil Banerjie

Divulgado aqui integralmente por Jacob (J.) Lumier

NUEVA DELHI (IPS) A pesar del discurso de fortalecer la solidaridad Sur-Sur, los líderes del grupo IBSA (India, Brasil y Sudáfrica), reunidos en esta ciudad, subrayaron la continua importancia del Norte para su futuro económico.

Aun cuando fueron feroces al criticar a los países ricos por la actual crisis financiera y exigir una mayor participación en las instituciones mundiales, los jefes del gobierno del IBSA dijeron querer complementar y no reemplazar el diálogo con el Norte.

"La cooperación Sur-Sur no puede reemplazar los compromisos con los países industrializados, sino que es sólo un complemento a la cooperación Norte-Sur", señalaron el 15 de octubre, en un comunicado al término de la cumbre, el primer ministro de India, Manmohan Singh, y los presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, de Brasil, y Kgalema Petrus Motlanthe, de Sudáfrica.


Este al parecer punto menor resume tanto el dilema como las aspiraciones del IBSA: los tres países, como países en desarrollo, critican las políticas del Norte, pero no obstante desean pelear en la misma liga que los ricos.


En la reunión del 15 de octubre reiteraron su llamado a reformar los organismos internacionales como la Organización de las Naciones Unidas, el Grupo de los Ocho (G-8) países más poderosos y los mecanismos financieros mundiales.


Según algunos participantes de la cumbre, su exigencia de una mayor participación en los mecanismos dominados por el Norte refleja su creciente autoconfianza y creencia de que pueden jugar un mayor papel en los asuntos mundiales.


Este mensaje fue evidente en las declaraciones de cierre del primer ministro Singh, en el que afirmó que las naciones del IBSA "juegan un papel clave para asegurar un crecimiento mundial equitativo y contribuir a la estabilidad internacional".


"Nuestra voz sobre cómo manejar la crisis en una forma que no perjudique nuestras prioridades de desarrollo debe ser oída en los consejos internacionales", añadió.


La palabra clave en la cumbre fue inclusión, no oposición. "Necesitamos más que nunca antes un renovado esfuerzo para reformar las instituciones de gobernanza internacional, sea en las Naciones Unidas o en el G-8. Necesitamos trabajar deliberadamente hacia la conclusión de la Ronda de Doha de conversaciones comerciales en una forma que se promueva el desarrollo y el crecimiento inclusivo", subrayó Singh.


La idea de que las naciones del IBSA pueden llevar algo a la mesa económica mundial fue subrayada por Kgalema Motlanthe, quien el mes pasado reemplazó a Thabo Mbeki en la presidencia sudafricana, en forma interina.


"Los pilares de la estabilidad yacen potencialmente en el Sur", afirmó.


Los líderes del IBSA decidieron instruir a sus ministros de finanzas y gobernadores de los bancos centrales para celebrar una reunión en la que se conforme un mecanismo de coordinación destinado a resolver la actual crisis financiera internacional.


"IBSA está singularmente ubicado para cooperar en estas áreas tan importantes. Confío en que nuestra cumbre hoy tenga resultados productivos en todos estos asuntos importantes", dijo Singh.


Sin embargo, como en casi todos los encuentros internacionales, fueron los discursos lo que impactó en los titulares. El más aplaudido de todos fue Lula da Silva, quien señaló que "la irresponsabilidad de los especuladores transformó el mundo en un gigantesco casino".


Su pregunta retórica "¿Por qué debemos convertirnos en víctimas de una crisis financiera creada por los países ricos?", impactó en la hasta entonces opaca reunión.


El mandatario brasileño exigió la creación de una nueva "arquitectura financiera internacional", y señaló que el IBSA era el camino adelante.


Lula subrayó el hecho de que los países en desarrollo no son inmunes a las crisis precipitadas en el Norte.


Los líderes del IBSA, entonces, subrayaron la necesidad de una nueva iniciativa internacional para realizar reformas en el sistema financiero mundial.


"La nueva iniciativa debe tomar en cuenta el hecho de que la ética también se debe aplicar a la economía, que la crisis no es superada con medidas paliativas y que las soluciones deben ser globales, garantizando la plena participación de los países en desarrollo", señalaron los mandatarios en la declaración.


"La reforma debe ser realizada de tal manera que incorpore sistemas más fuertes de consulta multinacional y supervisión como parte integral. Este nuevo sistema debe estar diseñado de la forma más inclusiva posible, y tiene que ser transparente", añadieron.


Asimismo, aclararon no querer frustrar la ronda de negociaciones internacionales auspiciadas por la Organización Mundial del Comercio (OMC), a pesar de los problemas que tienen con los países del Norte.


Sin embargo, exigieron a las naciones industrializadas en la OMC que "demuestren más flexibilidad para atender las preocupaciones de desarrollo, para que los miembros puedan alcanzar en forma colectiva un resultado positivo y orientado al desarrollo de la Ronda de Doha".


En otras palabras, no rechazaron la Ronda de Doha ni los mecanismos económicos mundiales creados por el Norte, sino que llamaron a una mayor flexibilidad de los países ricos y a una mayor aceptación de los puntos de vista del Sur para resolver los temas internacionales.


El IBSA no sólo se concentró en temas económicos. La declaración conjunta también incluyó asuntos como Afganistán, Sudán, Zimbabwe, Iraq, Líbano, el proceso de paz en Medio Oriente y el cambio climático.


Pero si hubo un mensaje dominante en la cumbre del IBSA, fue que estos tres países quieren liderar la causa del Sur, pero sin una confrontación con el Norte. (FIN)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Lula receberá Notável Premio Internacional de IPS



DESARROLLO: Lula recibirá Premio al Logro Internacional de IPS

Por Thalif Deen

Artigo reproduzido por Jacob (J.) Lumier

NACIONES UNIDAS, 16 sep (IPS) - El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, recibirá el Premio al Logro Internacional 2008 de la agencia de noticias Inter Press Service (IPS) por su lucha en favor del comercio justo y la equidad económica para el mundo en desarrollo.

La decisión de galardonar al presidente brasileño fue tomada por la Junta de Directores de IPS, presidida por Federico Mayor Zaragoza, ex director general de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco).

La entrega del premio se realizará en la sede neoyorquina de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) el lunes 22 de este mes, en vísperas del segmento de alto nivel de la 63 sesión de la Asamblea General del foro mundial, para la que se prevé la asistencia de más de 150 líderes mundiales.

El director general de IPS, Mario Lubetkin, atribuyó varios motivos para la decisión.

"Al presidente Lula se le reconoce el logro de que millones de brasileños hayan escapado de la pobreza", dijo Lubetkin.

"También lo honramos por haber encabezado una campaña internacional contra la pobreza y el hambre, que ayudó a movilizar el apoyo de otros líderes mundiales y de organizaciones internacionales", agregó.

El presidente brasileño fue elegido en octubre de 2002 con unos 53 millones de votos, y reelegido cuatro años después con 58 millones.

Lubetkin dijo que el presidente brasileño articuló las necesidades, deseos y visiones de los países del Sur global, y que llamó la atención sobre el comercio justo, el multilateralismo, la globalización y, más recientemente, sobre las crisis alimentaria y energética.

"Como veterana agencia de noticias del mundo en desarrollo, nos honra premiar al presidente Lula", agregó Lubetkin.

El Premio al Logro Internacional de IPS fue creado en 1985 para homenajear a periodistas y líderes mundiales por su contribución con la paz, los derechos humanos, el empoderamiento de género, la gobernanza y la equidad social y económica.

Entre los anteriores galardonados con este premio figuran la ex primera dama de Sudáfrica Graça Machel, la ex primera dama de Francia Danielle Mitterrand, los ex secretarios generales de la ONU Boutros Boutros-Ghali y Kofi Annan, el ex presidente de Finlandia Martti Ahtisaari y el Llamado Mundial de Acción contra la Pobreza (GCAP). (FIN/2008)

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O TRADICIONAL NA MODERNIZAÇÃO: NOTAS PARA A CRÍTICA da CULTURA OBSCURA, do GOTHIC E da ESTÉTICA DARK.



Já vimos que a Crítica da Cultura relaciona a Modernização, a literatura e arte de avant-garde (contemplando nesta última notadamente expressionismo e surrealismo), o romance e o individualismo.

Segundo T.W. Adorno, e não só como ponto de vista aproximadamente freudiano sobre a busca da individuação (objetivação do trauma subjetivo), a crítica social deve ser equiparada ao conhecimento de que a promessa humanista da civilização afirma o humano como incluindo em si juntamente com a contradição da coisificação também a coisificação mesma (Leia mais: "Para Compreender a Crítica da Cultura", link:
http://jl-cogitatio.blogspot.com/2008/03/para-compreender-crtica-da-cultura.html).


Mas não é tudo. Há também a crítica da cultura pela análise do tradicional na modernização desenvolvida por Ernst Bloch nas antípodas de Max Weber. Orientação esta fundada na história do Gótico Tardio na Alemanha e na experiência das revoluções camponesas dos séculos XV e XVI como vinculada à história das heresias cristãs.


À luz desta orientação crítica se coloca em questão igualmente o chamado estilo gothic,
considerado não somente como gosto do obscuro, mas como paixão das trevas, que teria nascido de uma visão fantasmagórica da Idade Média atribuída aos românticos.


Com efeito. Quando se busca uma definição para o que seria gothic ou dark nos dias de hoje, no mundo da indústria cultural, além da referência às manifestações comportamentais e indumentárias de feição tida por não-conformista ou “tribo urbana”, que recebeu essa denominação, admite-se freqüentemente em maneira confusa o seguinte: (a) - ser gothic ou dark relaciona-se mais a uma opção estética do que qualquer outra coisa; (b) – este sentido estético particular apresenta características definidas principalmente no que se refere às temáticas abordadas, mas não constituiria em si nenhuma escola artística
específica, absorvendo influências diversas, unindo em um mesmo caldeirão influências românticas, surrealistas, expressionistas y muchas otras más.


Os simpatizantes do chamado “movimento gothic”, que fez a fama de certos grupos do Rock’n’roll, vendo no romantismo do século XIX uma espécie de "reabilitação" da Idade Média e do seu imaginário, nos dirão que os românticos são os responsáveis pelo surgimento da "gothic novel" ou "romam noir", normalmente ambientados em castelos sombrios e ambientes tenebrosos.


Ultrapassando a noção simples de cultura obscura, reservada para designar unicamente as ambiências com pouca luz e muitas sombras, alguns idealizadores do gothic nos dirão ainda que "a celebração da noite escura" como passando a ser o lugar privilegiado da evocação dionisíaca
[1] se faz no romantismo literário, tomando-se como exemplo a obra de Novalis (Hinos à Noite).

Por essa mistificação do noturno, conduzindo a uma transposição nihilista do dionisíaco, acredita-se que na "urgência pela vida" do romantismo haveria o resgate de fantasiosos e impossíveis "valores noturnos" levando ao pessimismo, à loucura, aos sonhos, às sombras, à decomposição, à queda, à atração pelo abismo (trevas) e morte.


Para os simpatizantes do gothic, portanto, no "dark side" do romantismo se encontrariam praticamente todos os elementos estéticos que dão motivo e estilo aos apreciadores dessa figuração da tradição gótica.


Nada obstante, não se deve menosprezar o caráter contestatório da supersticiosa fantasia Dark projetada pelos simpatizantes do gothic com forte apelo a um público juvenil em renovada rebeldia ante a prosaica vida futura de incertezas constantes do mundo standardizado.


Corrente de índole artística com impacto produtivo na indústria do cinema, a cultura obscura encontrou-se reforçada na esteira do filme Star Wars pelas imagens da adoração iconoclasta de certos efeitos mentais para-normais e pelas menções alusivas a uma entidade/potência do escuro espaço sideral, dita a Força, absolutamente fictícia (dentro da própria ficção), a emanar da inverossímil simbiose com seres incorpóreos viventes, concepção fantasmagórica esta imprópria para aludir a qualquer totemismo artístico.


Aliás, não há horizonte etnológico nessa arte de superstições cabalistas e truques tecnológicos de Stars Wars. A tal Força ubíqua sem mito nem alienação é exaltada por um gnomo alienígena, o poderoso Mestre Yoda que não passa de um Gremlin civilizado.


Tal é a fantasia antiexperimental do filme fantástico que se revelou tão atrativa aos admiradores do déjà vu à maneira equivocada da utopia negativa em Aldous Huxley: um futurismo só em aparência inconformista que torna perpétuo o sistema do presente
[2].


Daí a resistência artística contrária acentuando haver deformações, mito e alienação ao invés de potências das trevas
no expressionismo e na ambiência obscura ou dark do cinema expressionista, cujo autêntico alcance crítico-estético, por sua vez, tem horizonte na existência e pode inspirar o ideal político – quer de trate dos clássicos dos anos vinte como Nosferatu de Murnau, ou do recente Batman-returns, de Tim Burton[3] .

►Inspirada no expressionismo, a Crítica da Cultura põe em questão o irrealismo como a perda do contato da realidade social sob todas as suas formas, tanto mais que sob o seu aspecto discursivo o irrealismo constitui um componente crítico estudado por pensadores sociais desde o século XIX.

Assim, por exemplo, em face da constituição da economia política como disciplina separada da sociologia econômica, e relacionando-a com a dominação das alienações, os sociólogos como Karl Marx já observavam que “os economistas burgueses estão impregnados pelas representações características de um período particular da sociedade em que a produção e as suas relações regem o homem ao invés de serem por ele regidas (o período das sociedades arcaicas), em tal modo que a necessidade de certa objetivação das forças sociais do trabalho lhes parece inteiramente inseparável da necessidade da desfiguração desse mesmo trabalho pela projeção e pela perda de si, opostas ao trabalho vivo”.

O irrealismo desde então era constatado no discurso que “acentua não as manifestações objetivas do trabalho, da produção, mas a sua deformação ilusória que esquece a existência dos operários para reter apenas a personificação do capital, ignorando a enorme força objetiva do trabalho que se exerce na sociedade, e que está na própria origem da oposição dos seus diferentes elementos”.

No século XX, com a concorrência sublimada, o indivíduo domesticado e a predominância do “déjà vu” no mundo da comunicação social, o irrealismo assume proporções mais sutis, e o dispositivo de projetar o futuro como perpetuação do sistema é disseminado a contrapelo da modernização e do próprio futurismo.

Nesse contexto, se o futurismo vem a ser afirmado como o estilo e a fantasia da vida urbano-industrial e do progresso desde as primeiras décadas do século XX não está o mesmo imune às confusões do irrealismo. Quer dizer, é segregada uma ideologia do futurismo que desde meados do século XX encobre com o manto do irrealismo o mundo da comunicação social .

Seja como for, se é paradoxal dizer que o gothic como suposta “atração das trevas” sendo procedente do romantismo constituiria uma opção estética, Ernst Bloch nos mostrará que, penetrando na psicologia coletiva, o Moyen âge inteiro do romantismo se integra na contradição não-contemporânea e não pode ser apreciado senão no âmbito dialético do problema do legado do passado dentro do processus histórico, assinalando o prolongamento do tradicional na modernização [4] .

***




[1] Em seu livro sobre a arte na Grécia clássica, intitulado “O Nascimento da Tragédia”, contrastando-o com Apolo, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche considerou Dionísio como símbolo da força vital básica e incontrolada (criação) em face do mundo da Razão, ordem e beleza representado por Apolo. O contraste entre os papeis destas duas divindades do Olimpo deu lugar aos adjetivos apolíneo e dionisíaco.

[2] Star Wars deve ser apreciado em contraste com as antecipações futuristas de Jornada nas Estrelas (Star Trek), onde o futurismo é mais a expressão de um futuro virtual do que projeção do sistema presente para mais além.

[3] Ver nosso artigo Mito e Alienação: Batman, o Expressionismo, e o Gothic. Link:

http://docs.google.com/View?docid=ddm5qvxk_32gfr8xw

[4] Ver nosso artigo “O Gothic, o Romantismo e a Filosofia da Arte: Linhas para uma filosofia expressionista”: link:

http://docs.google.com/View?docid=ddm5qvxk_68dgt8x8

Ver também de nossa autoria “Introdução ao Estudo do Gótico Tardio na Leitura de Ernst Bloch”: link

http://docs.google.com/View?docid=ddm5qvxk_64f2csbt



Artigo elaborado por Jacob (J.) Lumier

Creative Commons License
Esta obra está bajo una licencia de Creative Commons.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Se ha definido la lista de los 10 objetivos de acción para los participantes en el Foro Social Mundial de 2009




El Grupo de Facilitación local y los miembros de la Comisión de Metodología se reunieron en Belén entre los días 10 y 12 de julio para evaluar las respuestas al proceso de consulta y definir los objetivos de acción para los participantes en el Foro Social Mundial de 2009.

El Consejo Internacional del Foro Social Mundial convocó la Consulta sobre los objetivos del Foro Social Mundial, para ampliar o ajustar los objetivos de acción actuales para el acontecimiento que tendrá lugar en el año 2009. Todas las actividades (conferencias, posters, seminarios, talleres y otros) se organizarán según estos objetivos. En la siguiente lista se encuentran los 10 objetivos de acción para las actividades que tendrán lugar en el territorio de Belén 2009. Se ha señalado en negrita la información añadida a los objetivos fijados durante el Foro Social Mundial de 2007 de Nairobi (Kenia):

1. Por la construcción de un mundo de paz, justicia, ética y respeto a las espiritualidades diversas, libre de armas, especialmente las nucleares;

2. Por la liberación del mundo del dominio del capitalismo, las multinacionales, la dominación imperialista, patriarcal, colonial y neocolonial y de sistemas desiguales de comercio, a través de la cancelación de la deuda externa de los países más desfavorecidos;

3. Por el acceso universal y sostenible a los bienes comunes de la humanidad y de la naturaleza, por la conservación de nuestro planeta y sus recursos, especialmente del agua, los bosques y los recursos de energías renovables;

4. Por la democratización e independencia del conocimiento, la cultura y la comunicación; y por la creación de un sistema compartido de conocimiento y habilidades a través del desmantelamiento de los Derechos de Propiedad Intelectual;

5. Por la dignidad, diversidad y garantía de la igualdad de género, raza, etnia, generación, orientación sexual y la eliminación de todas las formas de discriminación y de castas (discriminación basada en la descendencia);

6. Por la garantía (a lo largo de la vida de todas las personas) de los derechos económicos, sociales, humanos, culturales y medioambientales, especialmente los derechos a la alimentación, la salud, la educación, la vivienda, el empleo y trabajo digno, la comunicación, la seguridad alimentaria y la soberanía;

7. Por la construcción de un orden mundial basado en la soberanía, la autodeterminación y los derechos de los pueblos, incluyendo en él a las minorías y a los inmigrantes;

8. Por la construcción de una economía democrática, de emancipación, sostenible y solidaria, centrada en todos los pueblos y basada en el comercio justo y ético;

9. Por la construcción y ampliación de estructuras e instituciones políticas, económicas y democráticas a nivel local, nacional y global, con la participación del pueblo en las decisiones y el control de los asuntos y recursos públicos;

10. Por la defensa del medio ambiente (la amazonia y los demás ecosistemas) como fuente de vida del planeta Tierra y por los primeros pobladores del mundo (indígenas, de origen africano, tribales y ribereños), que exigen sus propios territorios, idiomas, culturas e identidades, justicia medioambiental, espiritualidad y derecho a la vida.


En el Foro Social Mundial de 2009 será posible registrar aquellas actividades autogestionadas que se encuentren fuera de los 10 objetivos de acción que propongan una evaluación o perspectiva de los movimientos anti-globalización y del proceso del Foro Social Mundial.




¿Cómo se participa en el Foro Social Mundial de 2009?

El proceso de inscripción para el Foro Social Mundial de 2009 comienza en agosto y sólo se llevará acabo a través del sitio Web
www.fsm2009amazonia.org.br. En primer lugar se registran las actividades autogestionadas. De acuerdo con los principios de la Carta de Principios del Foro Social Mundial, sólo las organizaciones pueden proponer las actividades. La segunda fase del proceso de inscripción se dedica a los participantes individuales y a los medios de comunicación.

sábado, 19 de julho de 2008

Os Obstáculos à extinção da esdrúxula figura do eleitor faltoso no Brasil.


Se a obrigação do voto deve excluir qualquer sanção administrativa sobre o eleitor confirmado, decorre que a solução passa por um Decreto revogatório da figura jurídico-política do “eleitor faltoso” antes de passar por um Plebiscito.

A extinção da figura do eleitor faltoso não exige a adoção do voto facultativo. Importa nesse caso que, antes de qualquer debate político-jurídico sobre o regime do voto, os eleitores no ato de votar não podem estar confrontados à figura daquele outro que não compareceu sem tornar imperfeito o ato e prejudicar o voto.

Neste ponto surge a questão de saber a que obstáculos deve-se atribuir o não-encaminhamento da solução possível visualizada. Ou seja, deixando de lado a crosta do stablishment e a inércia dos aparelhos burocráticos, ambos não-negligenciáveis como entraves nos modelos cristalizados, pergunta-se: o que falta para que seja proposta e tenha curso a possível iniciativa em prol de revogar por Decreto a esdrúxula figura do eleitor faltoso?

Trata-se é claro do problema das relações entre os partidos políticos e os eleitores no Brasil. Dois níveis complementares devem ser examinados: o nível ideológico e o nível do modelo não-distrital do voto para os mandatos parlamentares.

Primeiro:

Em nível ideológico, os obstáculos decorrem da concepção redutiva das relações entre os partidos e os eleitores, tidos por limitados ao conflito dos grupos de interesses como quadros da chamada teoria de coação.

Em conseqüência, toda a possível iniciativa para revogar a figura do eleitor faltoso vem a ser previamente subordinada à suposta determinação de uma discursiva "dialética do poder e da resistência". Desta forma, passa a valer ou como imposição dos mais fortes ou como astúcia dos que almejam o poder, tornando-se uma iniciativa bloqueada não em seu princípio nem em sua possibilidade, mas em sua viabilização mesma.

Com efeito, na concepção redutiva, posto que dotadas de soberania, são as posições nas hierarquias de prestígio e autoridade que permitem aos seus ocupantes exercer o poder: os homens que as ocupam estabelecem a lei para seus súditos, com o aspecto mais importante do poder sendo o controle de sanções, a capacidade de garantir a conformidade à lei.

Dessa noção de poder e sanções deve-se concluir o seguinte: (1) - sempre há resistência ao exercício do poder (cuja eficiência e legitimidade são precárias); (2) - o grupo dos que ocupam as posições de poder é o grupo mais forte, e (3) - a sociedade se mantém unida pelo exercício de sua força, isto é, pela coação.

É a suposta “solução hobbeseana para o problema hobbeseano da ordem”, acontecendo que, nessa teoria, a mudança nas estruturas torna-se reduzida a uma circulação de posições nas hierarquias de prestígio e autoridade, deixando-se de fora a variabilidade das próprias estratificações sociais.

Segundo:

Mas não é somente em nível ideológico que a possível iniciativa em prol de revogar por Decreto a esdrúxula figura do eleitor faltoso vem a ser refreada.

Ademais daqueles que bloqueiam a viabilização, há também os obstáculos decorrentes do caráter cultural da vida política em um país sob este aspecto subdesenvolvido ou periférico, onde a vontade política nas relações com os eleitores mostra-se vinculada aos estados coletivos de acomodação e à cultura de massa.

Vale dizer, nos países periféricos como o Brasil, onde o modelo do voto distrital para os mandatos parlamentares ainda não veio a ser implantado, nota-se que o caráter social das relações com os eleitores ultrapassa os partidos políticos devido ao distanciamento que os alcança.

Excetuando o voto personalista e o dos grupos de interesse bem organizados, sobressai, então, o papel dos meios de comunicação, que absorvem as relações sociais deixadas vagas entre os partidos e os eleitores.

As pessoas que irão votar, homens e mulheres desempenhando os mais diversos papéis sociais, participando nos mais diversos círculos de relações e já expostos à cultura de massa, em decorrência do fato daquele vazio nas relações com os partidos políticos, mostram ampla disponibilidade para as mensagens dos meios de comunicação, tornados a principal referência das eleições.

Até aqui nada há de estranho. Acontece que, em consonância com o regime de voto obrigatório que dispensa a motivação política do eleitor, e em contraste com democracias desenvolvidas como os Estados Unidos, os meios de comunicação preservam-se de expressar uma tomada de posição explícita nas eleições, em prol de tal ou qual partido ou coligação. Há uma acomodação ao regime do voto obrigatório exercida no vazio das relações entre os partidos políticos e os eleitores.

Daí o obstáculo que surge nas ambiências sob o modelo não-distrital do voto para os mandatos parlamentares: a acomodação social ao voto obrigatório e o reforço desta acomodação pelos meios de comunicação.

As pessoas que vão votar e objetivamente estão interessadas em refletir e chegar a uma compreensão mais elevada do seu papel político como eleitores e votantes nas eleições são largadas ao estado de acomodação coletiva, sem dispor de exemplos em escala que valorizem a tomada de posição política, muito menos exemplos críticos do modelo não-distrital e que se oponham ao regime de voto obrigatório com sanções.

Em suma, a iniciativa possível de revogar a figura do eleitor faltoso encontra forte obstáculo na ausência dos meios de comunicação como instâncias imprescindíveis para a promoção do voto facultativo no Brasil.

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Artigo elaborado por Jacob (J.) Lumier


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sábado, 12 de julho de 2008

NOTAS PARA COMPREENDER O ELEITOR NAS SOCIEDADES DEMOCRÁTICAS E PERANTE O VOTO OBRIGATÓRIO.



O corre-corre da vida urbana faz com que muita gente não tenha tempo para a reflexão sobre o regime eleitoral do voto obrigatório nem sobre a relevância dos modelos do voto para as questões públicas mais próximas do dia-a-dia.

Assim, por exemplo, pouco se comenta que a adoção do voto distrital pode ser muito mais eficaz para a solução dos problemas de saneamento, distribuição e tratamento da água, transportes, urbanização, distribuição de energia e muitas outras questões de distribuição de recursos diretamente ligadas à ambiência dos bairros e regiões de moradias e comércio.

No entanto, as eleições estão aí e a reflexão sobre os regimes e os modelos de voto não pode ser deixada de lado para votar em consciência. Tanto mais que os aperfeiçoamentos nos costumes políticos da democracia têm alcance estrutural e possibilitam melhorias no sentimento de bem-estar e na valorização da vida, além de favorecer a correção dos desvios de funcionalidade.

Neste artigo e em outros recentes encaminho a reflexão no sentido de mostrar a falácia da figura do "eleitor faltoso", que não resiste ao mínimo contraponto ético-sociológico, portanto desprovida de conteúdo político-jurídico. Em conseqüência, chamo a atenção para um problema de interpretação dos dispositivos do Código Eleitoral que obrigam com sanções o eleitor, pondo em relevo no fim a total falta de amparo constitucional para tais dispositivos draconianos.

Ademais, o número de eleitores que escolheram não comparecer em eleições anteriores, cerca de vinte por cento, por si só constitui um libelo contra o pensamento draconiano, que, mistificando a obrigação com sanções contra o eleitor, insiste em desqualificar o não-comparecimento em seu caráter político.

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NOTAS PARA COMPREENDER O ELEITOR NAS SOCIEDADES DEMOCRÁTICAS E PERANTE O VOTO OBRIGATÓRIO


O Eleitor moderno surge com as Cidades livres (Século XIV) levando à Renascença. Nele tem expressão a liberdade política ultrapassando a estrutura feudal, ou melhor: o Eleitor é a liberdade política em ato, é o sujeito in-surgente lá onde a obrigação de ceder bens em obediência deixa de valer; é o liberto da obrigação em obediência.

Originariamente o Eleitor não é um papel social, ainda que possa constituí-lo quando em associações voluntárias com funções de formação de opinião e defesa dos interesses dos cidadãos perante as instâncias constituídas.

Embora constitua um agrupamento social a distância, descritivamente igual aos públicos, aos agrupamentos de geração, e até mesmo aos idosos e aos jovens, os eleitores formam parte do conjunto dos agrupamentos a distância que se reúnem periodicamente, como os participantes em assembléias das sociedades anônimas, por exemplo.

O Eleitor sob regime de voto obrigatório não se deixa compreender como simples função de um sistema jurídico-político. Sua figura não é limitada a um contrato de representação de interesses.

A ocorrência do regime impositivo torna pré-judicado este sistema representacional e torna inócua a abordagem mais funcionalista de explicação da figura do eleitor.

É preciso o estudo descritivo do tipo sociológico do eleitorado como matriz, imprescindível para compreender a capacidade de produzir tendência para as políticas públicas (educação, saúde, promoção dos direitos civis e sociais, etc.) como escala de valores, critérios e estilo nas relações com as instâncias constituídas.

Visto em profundidade, o aspecto funcional no estudo sociológico do universo simbólico-social do Eleitor é antes uma decorrência do que pressuposição. Trata-se de uma função que emana do ato eleitoral como a capacidade de produzir tendências para as políticas públicas, uma função de liberdade, em perspectiva.

Por essa razão, antes de qualquer coisa impõe-se a reflexão sobre a configuração do Nós do Eleitor no ato de votar, sua realidade em ato.

No regime do voto obrigatório se trata de um conformismo “à outrance”, esdrúxulo, bem distinto daquele conformismo já visto nos comportamentos habituais ou apáticos, relegados à inércia diante do statu quo. No conformismo para com a imposição do voto obrigatório a passividade não equivale à abstenção, não é ausência. Neste caso a indiferença típica de todo o conformismo para com a ordem imposta exige um ato, exige o comparecimento do indivíduo ao ato de votar.

Desta forma, o conformismo para com o voto obrigatório revela-se obediência social, obediência no sentido de atendimento à ordem eleitoral como exigência difusa não de uma vontade, mas sim a exigência em si mesma como valor superior, portanto compreendendo uma atitude moral do tipo juramento.

Tal é a configuração da norma social de reforço que garante a vigência e a eficácia do regime do voto obrigatório, sua não-transformação para o voto voluntário. Tal é o conformismo por obediência social que constitui a cidadania tutelada, dependente.

Ou seja, no ato de votar, lembrando os grupos estamentais ou estamentos estudados nas sociedades feudais e encontrados nas sociedades tradicionais, o eleitor faz por sua vez um voto de obediência no sentido dos votos monásticos só que, num espantoso círculo vicioso jura obedecer ao próprio voto obrigatório que está a praticar.

Daí ser inevitável a inferência conclusiva de que, na configuração da norma social de reforço ao voto obrigatório como elemento da atitude do conformismo por obediência social afirma-se a nostalgia do regime monárquico como sentimento de carência coletiva (estado da consciência coletiva como realidade social), dado que fora no regime monárquico que a obediência e o juramento constituíram o princípio de autoridade do regime.

Evidentemente, nessa nostalgia se descobre um conteúdo não-reconhecido nem mesmo implicitamente, no sentido de que ninguém, instância alguma projeta sua existência como tal. Nada obstante é um sentimento real efetivo no conformismo por obediência social que acabamos de descrever, já que d’outro modo não se poderia cogitar nem falar de norma social de reforço ao voto obrigatório, a qual por definição exige para mostrar-se em vigência um valor imperativo coletivo vivido ou apreendido em modo concreto.

Valor aceite este que em hipótese alguma pudera ser confundido aos discursos de representação de interesses, cujo estatuto não-político sob o regime de voto obrigatório os reduz a meras razões administrativas; nem muito menos esse valor coletivo pudera ser associado ao desprovido verbalismo sobre a suposta mas em fato negada responsabilidade do eleitor, verbalismo este que já o dissemos nada mais faz do que acentuar a pressão psicológica do grande número sobre o indivíduo que, para
não destoar comparece por força do “todo o mundo vai votar”.

Além disso, é a inexistência de uma atitude de negação em segundo grau que se trata de explicar, sendo exigido resposta à indagação do por que a recusa em face do voto obrigatório resta não-manifesta, resta virtual, com o eleitor descaracterizando qualquer tendência política pública pela ampla disparidade das suas escolhas. Questão tanto mais procedente quanto a obrigatoriedade do voto nos sistemas institucionais democráticos, vista no paradoxo que a constitui, permanece uma obrigatoriedade que por sua vez é negação em primeiro grau, revelando-se uma imposição que nega em fato o reconhecimento da capacidade política do eleitor.

Seja como for é inegável que, em maneira positiva ou negativa as relações institucionais produzem fatos sociais, no caso as intensas variações nas preferências do eleitor, a ampla disparidade das suas escolhas desfigurando qualquer tendência para as políticas públicas. À luz deste indicador confirma-se o estatuto sociológico da nostalgia do regime monárquico como carência coletiva personalizada na presença do eleitor.

Posto que a legislação é incapaz de forçar alguém a ser livre, mas somente defende e garante a liberdade, temos em definitivo que o valor obedecido no voto obrigatório não é a lei instituída. Somente a experiência do respeito à imagem sagrada ou consagrada do Imperador na Monarquia brasileira como exigência objetivada na Tradição pudera explicar a persistência da norma social, garantindo o reforço e viabilizando a obediência ao voto obrigatório num sistema de instituições democráticas e transparentes em flagrante contradição com o princípio do sufrágio universal.


***

Mas não é tudo. Se no regime do voto obrigatório o Nós do Eleitor é atualizado como vimos em uma comunidade de ordem estamentaria, centrada no juramento, pergunta-se agora qual será a manifestação particular da configuração do Nós específico do Eleitor sob regime de voto facultativo ou voluntário correspondendo à desobrigação?

Neste sentido, o Nós do Eleitor como subjetividade coletiva complexa, microssociológica, poderá ser buscado na base dessa capacidade espontânea em produzir tendência para as políticas públicas, o que exclui a comunidade de ordem estamentária na qual essa capacidade faz falta ou só existe por falta, é carência. Portanto, o eleitor-pleno não deve obediência alguma, mas tampouco configura a irresponsabilidade que se julga pertencer ao soberano, como nas filosofias do poder do mais forte (Maquiavel, Hobbes, Hegel).

Desta sorte a questão sobre o comparecimento nos locais de votação se coloca de novo em nova maneira. Vale dizer é no comparecimento que o Nós do Eleitor-pleno se configura em realidade social efetiva, podendo ser apreendido na mirada e na experiência participante do sociólogo no instante do ato eleitoral a partir dos aglomerados de votantes formados nesses locais de votação, como uma corrente continua em vaivém, um fluxo mais do que um agrupamento que se estabiliza.

Da mesma maneira, aquela capacidade espontânea em produzir tendências para as políticas públicas significa não somente a motivação política como corrente coletiva para o comparecimento voluntário, mas a afirmação da desobrigação como qualidade do ato eleitoral e do voto não-obrigatório, facultativo. É o liberto, o eleitor-pleno como sujeito desobrigado afirmando a liberdade para a liberdade: afirmando a liberdade no comparecimento voluntário como votante, para a liberdade no produzir espontâneo das tendências para as políticas públicas.

Desta forma, e no sentido dessa liberdade reconhecendo-se como liberdade elevada ao segundo grau, poderíamos dizer que o Nós do Eleitor-pleno afirmado no instante do ato eleitoral como a comunidade dos votantes propriamente políticos, enseja a configuração particular de uma comunidade de ordem libertária (em sentido não-ideológico, mas substantivo, isto é, comunidade em liberdade política fundada sobre a liberdade política), por contraposição à velha ordem estamentária.

Cabendo repetir que na ordem estamentária e tradicional o ascendente moral da obediência como componente fundamental do voto obrigatório prevalece, inviabilizando a afirmação em liberdade dos votantes propriamente políticos (por definição, os votantes qualificados "políticos" ou politicamente motivados são alheios a qualquer obediência).

Finalmente, se tivermos em conta que os votantes propriamente políticos aparecem unicamente à medida que a alternativa excludente e esquizóide entre comparecer e não-comparecer deixou de ter lugar, afirma-se na realidade social ao menos uma liberdade-decisão e uma liberdade-escolha combinando-se na comunidade dos votantes políticos.

Liberdade-decisão porque, ultrapassando todo o arbítrio subjetivo (somente psicológico) e as veleidades em optar entre alternativas prévias que se excluem, o comparecimento voluntário é posto pelo sujeito liberto para si próprio como oportunidade de ação (implicando aspiração).

Liberdade-escolha porque, no instante do ato, o voto facultativo consiste na afirmação das preferências desejadas dos votantes políticos em face de alternativas variadas não excludentes (partidos, candidatos, chapas, propostas) postas para eles como expectativas, já que o votante político realiza no voto o ato eleitoral à medida que escolheu como desígnio um destinatário dentre os outros elegíveis.

***

NOTA COMPLEMENTAR

Como se sabe a Constituição da Democracia brasileira ao dispor sobre a capacidade política das faixas etárias reconhece a liberdade do eleitor.

De fato a liberdade do eleitor é estabelecida no Capítulo IV do Título II, lá onde no Artigo 14 lê-se no § 1º que “O alistamento eleitoral e o voto são: I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II – facultativo para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.”

Desse modo, a liberdade do eleitor é estabelecida a partir do momento em que ao fazer dezoito anos o indivíduo-cidadão cumpre a obrigação de alistar-se e comparecer ao local de votação na eleição subseqüente, confirmando sua nova condição de eleitor, não sendo mais alcançado por este dispositivo do Artigo 14 § 1º da Constituição até os setenta anos.

Não se sabe de que consciência mistificada ou ideológica foi tirada a idéia antidemocrática de que por esse dispositivo os eleitores são sempre constrangidos a votar.

O texto constitucional democrático acima é bem claro ao dispor sobre o alistamento eleitoral e o comparecimento ao local de votação como obrigatórios unicamente na passagem da maioridade, deixando inteiramente livre o eleitor, cuja figura não é objeto de menção alguma nem muito menos suporta punição de espécie alguma.

Se o legislador-constituinte tivesse o esdrúxulo propósito de obrigar com sanções o eleitor, teria formulado o § 1º do Artigo 14 da Constituição Brasileira de Outubro de 1988 em vigor, nos seguintes termos: "O alistamento eleitoral e o voto são: I – obrigatórios para os eleitores maiores de dezoito anos"; mas a palavra "eleitores" não consta, e sim a referência única à faixa etária de alcance da maioridade. Referência única esta que, sendo vaga e expressamente contraposta à faixa etária dos "menores de dezoito anos" [§ 1º, II, c], em hipótese alguma pudera ser acionada para servir de base à cominação de sanções que atualmente atingem a pessoa que, sendo eleitor confirmado, já dispõe do título eleitoral e já efetuou sua condição de votante em eleições, tendo afirmado seu caráter político-jurídico como cidadão nacional brasileiro.


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