quarta-feira, 28 de novembro de 2007

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A MULHER EM PROUST
Uma mulher e o mar. Visão e tragédia de Albertine Ensaio minúsculo sobre as cinco cenas figurativas em que a mulher adquira figura literária trágica como objeto do desejo na arte romanesca de Marcel Proust.

Cena 1: Cena do primeiro contato no balneário de Balbec - a multiplicidade pictórica de Albertine convertendo-se em uma multiplicidade plástica. A visão de Albertine antes e depois do primeiro contato se altera muito mais do que um simples efeito do ângulo de enfoque do observador, desembocando em um tumulto de contradições objetivas e imanentes sobre as quais o sujeito (narrador proustiano) carece de controle. O narrador vê Albertine pela primeira vez incorporada ao brilho do pequeno bando de moças em bicicletas contrastadas pelo mar. Grupo pictórico este que, em sua adoração invejosa, o narrador simbolizará nas Bacantes. Albertine lhe parece carecer de individualidade e, nessa imaginação pictórica, está como envolta em um casulo: “uma crisálida delicada e quase abstrata” em tal modo que “só o mistério do bando orgiástico de Bacantes” envolvendo-a num “cerco de rosas que rompe as linhas das ondas” é a única imagem válida e que permanecerá nas referências posteriores do narrador.

Cena 2: Em outro dia ela o fita na praia. Frase desse relato retrospectivo escrita pelo narrador então já fascinado pelo desejo de possuí-la e pressentindo a impossibilidade desse sentimento: “soube que não possuiria a jovem ciclista se não conseguisse possuir o que havia em seus olhos” - ele ainda não consegue vê-la dissociada do mistério das bacantes em bicicleta.

Cena 3: O contato com ela lhe é proporcionado pelo pintor Elstir que lha apresenta, e ele “começa a conhecê-la através de uma série de subterfúgios” em que cada fragmento de sua fantasia e seu desejo é substituído por um conceito bastante menos preciso. Criar-se-á então a Albertine da multiplicidade plástica, cujas expressões são equiparáveis a um caleidoscópio. Empenha-se em observá-la em todas as oportunidades. Observa-a nas relações dela com Mme. Bontemps; nas primeiras ambigüidades entre ele e ela; no reflexo de um luar em seu queixo; na maneira em que emprega o advérbio ‘perfeitamente’ no lugar de ‘inteiramente’; na inflamação no canto de seu olho interferindo nas suas feições e, dessas observações, encontra a aparência dela como a passar da superfície mansa e polida a “um estado quase fluido de alegria translúcida, uma congestão febril”. Quando ousou seu primeiro gesto impreciso de aproximação é repelido com frieza, levando-o a concluir que, em modo contrário à sua fantasiosa hipótese inicial de ser ela a possível amante de um corredor ciclista ou de um campeão de box, Albertine era honesta e fora falsa sua apreciação sobre o caráter dela.


Cena 4: Todavia essa impressão cambiará. A tragédia de Albertine se complica alterando o estado do narrador nas relações entre ele e ela em Paris, marcado por certa perplexidade em face da própria incapacidade dele para encontrar um denominador comum interligando a nova Albertine ou a nova multiplicidade dessa nova Albertine agora tomada em seus braços. A configuração poética já não tem apenas uma base visual, fosse pictórica ou plástica. O objeto do desejo que ela parece simbolizar, a mulher e o mar, acentuando no plano espiritual o prazer desfrutado dos favores dela, sofisticada, para ele já iniciada, esse objeto ou esse composto, através do hábito dela, leva a formar um segundo composto, desta vez com os ciúmes. De fato, a simbolização de Balbec e seu mar através do hábito de Albertine vem a ser restituída como amálgama do humano e do marinho em um estímulo do coração exatamente através dos ciúmes. A visão de Albertine espantando o narrador e escapando a toda a composição de unidade mostra não só a Albertine de sua imaginação, a apaixonada e irreal da praia; a Albertine real e virginal aparentemente, revelada a ele no final de sua estadia em Balbec; Mas também lhe mostra esta terceira Albertine que, no dizer de Beckett, “cumpre a promessa da primeira na realidade da segunda”.


Cena 5: Mas essa nova Albertine é múltipla e o narrador vê claramente a dificuldade em viver com ela, melhor: vê a ameaça aos seus sentimentos. Tanto que, depois de sua primeira visita à Princesa de Guermantes, quando sentado em seu quarto esperando-a que não chega, sente como esta “não chegada” exalta uma simples irritação física convertendo-se em chama de angústia espiritual. Muito mais que o ouvido ou a mente, o narrador é todo o coração ao atentar para os passos dela ou para a chamada sublime do telefone. Destaca-se ainda a necessidade, a carência com que o narrador relacionou o consolo outrora obtido pelo carinho de sua mãe à esperada chegada de Albertine, causando-lhe ademais uma inquietação suplementar a consciência de haver visto nesta Albertine comum “uma fonte de consolo e salvação que milagre algum poderia substituir”. Tal a impressão da impossibilidade em possuir o outro que então o narrador formula na seguinte frase: “só se ama aquilo que não se possui, só se ama aquilo no qual se busca o inacessível”. Será a este e a outros semelhantes pensamentos do narrador que, como veremos, Beckett se refere ao afirmar que... Em Proust, o amor é uma função da tristeza, comportando o sentimento de que nessa matéria não há escolha ruim, posto que o fato mesmo de que tenha havido uma escolha implica que tenha sido ruim!

EXTRATOS DE “A SOCIOLOGIA DO ROMANCE À LUZ DA COMUNICAÇÃO SOCIAL”
Fonte: Blog Comunicação e Democracia
link http://sociologia-jl.blogspot.com/2007/04/view-blog-top-tags.html
Leia mais:
Lumier, Jacob (J.): L’utopie Négative dans la Sociologie de la Littérature: Articles au Tour de Marcel Proust Redigés en Portugais (133 pages), Internet, E-book, PDF, 2007,
< http://www.lulu.com/content/846559 >
Sociologie de La Littérature - I : Lecture de Proust - Une Approche Inspirée par Samuel Beckett (Ensaio, 134 págs)
< http://www.lulu.com/content/1028643 >

sábado, 24 de novembro de 2007

AGENDA IBEROAMERICANA - O.E.I.










Sala de Lectura CTS+I de la OEI: Esta iniciativa de la Secretaría General de la OEI tiene por objeto elaborar una biblioteca virtual sobre Ciencia, Tecnología, Sociedad e Innovación (CTS+I).

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La revista CTS propone discutir las relaciones entre ciencia, tecnología y sociedad desde una perspectiva plural e interdisciplinaria. El punto de vista iberoamericano sobre estos temas se recoge en sus páginas a fin de promover el debate sobre la articulación de la ciencia y la tecnología con el ambiente cultural y político específico de las sociedades iberoamericanas. La vocación de CTS es ampliar el análisis y la participación en esta materia. Para ello brinda acceso libre a sus contenidos e invita al público interesado a sumarse a los debates que se plantean en cada número cuatrimestral de la revista. CTS es editada conjuntamente por la Organización de Estados Iberoamericanos (OEI), el Instituto Universitario de Estudios de la Ciencia y la Tecnología de la Universidad de Salamanca y el Centro de Estudios sobre Ciencia, Desarrollo y Educación Superior (REDES).

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Chile - Clausurada la XVII Cumbre Iberoamericana de Jefes de Estado y de Gobierno


La Presidenta de la República de Chile, Michelle Bachelet, clausuró la XVII Cumbre Iberoamericana de Jefes de Estado y de Gobierno, que se realizó desde el jueves en la capital. En la oportunidad, destacó que "todos los Presidentes, absolutamente todos, han firmado la Declaración de Santiago, el plan de acción y además se han comprometido a llevarlo adelante".

La Presidenta de la República, Michelle Bachelet, clausuró la XVII Cumbre Iberoamericana de Jefes de Estado y de Gobierno, que se realizó desde el jueves en la capital. En la oportunidad, destacó que "todos los Presidentes, absolutamente todos, han firmado la Declaración de Santiago, el plan de acción y además se han comprometido a llevarlo adelante".

La Jefa de Estado manifestó que el documento oficial, que contiene 24 puntos orientados a materializar la cohesión social en la región, permitirá avanzar en todos los temas "si efectivamente somos capaces de poner en marcha los acuerdos que hoy día hemos firmado". Añadió que solo así "podremos empezar a escribir un nuevo pacto social para construir sociedades más justas e inclusivas y, por ende, ir hacia la cohesión social de nuestros países".

Durante la conferencia de prensa que puso término a las actividades oficiales de esta cita internacional, la Mandataria aseguró que fue "una Cumbre histórica, porque la Declaración de Santiago ha innovado en cuestiones bastante sustantivas, dando paso a una serie de medidas que creo nos van a permitir avanzar en un tema que había sido por muchos años postergado en nuestra región", refiriéndose a la cohesión social.

Añadió que el acuerdo fundamental es entregar derechos sociales efectivos a los ciudadanos, "lo que lograremos mediante el desarrollo progresivo de sistemas de protección social", y resaltó que el documento oficial de la Cumbre cuenta con un programa de acción concreto, "que permite abordar los temas que hemos estado discutiendo". De hecho, el Secretario General Iberoamericano, Enrique Iglesias, destacó el éxito de la reunión y señaló que "esta es la Cumbre con mejor cosecha que hemos tenido a lo largo de 17 años". Dijo que el primer acuerdo comunitario que se ha aprobado en estos encuentros "acaba de ser hecho ahora y es el Convenio de Seguridad Social",

Sobre este punto, la Presidenta Bachelet explicó que la suscripción de dicho Convenio "va a permitir que más de 5 millones de migrantes iberoamericanos puedan cambiar sus fondos previsionales al país donde decidan vivir su jubilación".

Asimismo, dijo que se acordó adoptar el Programa de Fortalecimiento de la Infancia, para avanzar hacia un sistema de protección social de los niños de Iberoamérica. Dijo que "por eso Chile decidió crear un fondo especial para promover esta iniciativa, que va a poner a disposición de la Secretaría General Iberoamericana". Explicó que se trata de un millón de dólares que constituye un puntapié inicial, "toda vez que de los 205 millones de pobres en la región, hay por lo menos 30 millones de pobres que son niños pequeños", precisó.

La Mandataria dijo, además, que se propuso la creación de un Fondo del Agua Potable, destinado a la gran cantidad de población que no cuenta con este vital recurso en la región, y un programa de transferencia tecnológica sobre recursos hídricos; la adopción del Programa Iberoamericano de Movilidad Académica de Post Grado Pablo Neruda, para el intercambio de estudiantes; y la implementación del Plan Iberoamericano de Alfabetización y Educación Básica de personas jóvenes y adultas, propuesto por Venezuela, "para erradicar el analfabetismo al año 2015", detalló.

Junto con ello, indicó que se abordaron iniciativas tendientes a racionalizar el uso de la energía, la generación de fuentes alternativas y "el involucramiento ciudadano en el conjunto de los temas ambientales de la comunidad Iberoamericana", dijo.

De igual modo, destacó que desde el 2009 se impulsarán "iniciativas para la conmemoración del Bicentenario de la independencia en varias naciones iberoamericanas".

Leia os Programas de Acción

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