sábado, 23 de fevereiro de 2008

IDEOLOGIA E IRREALISMO: O VOTANTE BRASILEIRO É ELEITOR OU DESCLASSIFICADO ?



A melhor argumentação em favor do VOTO FACULTATIVO na Democracia brasileira é a caracterização atual do perfil do eleitor nos aparelhos burocráticos. Vejamos abaixo as pérolas do desencontro que mostram que as aberturas ideológicas ainda não chegaram ao voto, marcado pela imagem do desclassificado.
***
O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 30 (trinta) dias após a realização da eleição, incorrerá na multa de 3 (três) a 10 (dez) por cento sobre o salário-mínimo da região, imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma prevista no art. 367. (Redação dada posteriormente)
• Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor:
• - inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;
• I - receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou para estatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
• - participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;
• - obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;
• - obter passaporte ou carteira de identidade;
• - renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
• - praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
• Os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos, salvo os excetuados nos arts. 5º e 6º, nº 1, sem prova de estarem alistados não poderão praticar os atos relacionados no parágrafo anterior.
• Realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido. (Incluído posteriormente)
(...) (...)
A imposição e a cobrança de qualquer multa (...) obedecerão às seguintes normas:
• - No arbitramento será levada em conta a condição econômica do eleitor;
• - Arbitrada a multa, de ofício ou a requerimento do eleitor, o pagamento será feito através de selo federal inutilizado no próprio requerimento ou no respectivo processo;
• - Se o eleitor não satisfizer o pagamento no prazo de 30 dias, será considerada dívida líquida e certa, para efeito de cobrança mediante executivo fiscal, a que for inscrita em livro próprio no cartório eleitoral;
• - A cobrança judicial da dívida será feita por ação executiva na forma prevista para a cobrança da dívida ativa da Fazenda Pública, correndo a ação perante os juízos eleitorais;
• - Nas Capitais e nas comarcas onde houver mais de um Promotor de Justiça, a cobrança da dívida far-se-á por intermédio do que for designado pelo Procurador Regional Eleitoral;
• - Os recursos cabíveis, nos processos para cobrança da dívida decorrente de multa, serão interpostos para a instância superior da Justiça Eleitoral;
• - Em nenhum caso haverá recurso de ofício;
• - As custas, nos Estados, Distrito Federal e Territórios serão cobradas nos termos dos respectivos Regimentos de Custas;
• - Os juízes eleitorais comunicarão aos Tribunais Regionais, trimestralmente, a importância total das multas impostas, nesse período e quanto foi arrecadado através de pagamentos feitos na forma dos números II e III;
• - Idêntica comunicação será feita pelos Tribunais Regionais ao Tribunal Superior.
• º As multas aplicadas pelos Tribunais Eleitorais serão consideradas líquidas e certas, para efeito de cobrança mediante executivo fiscal desde que inscritas em livro próprio na Secretaria do Tribunal competente. (Incluído posteriormente).
• º A multa pode ser aumentada até dez vezes, se o juiz, ou Tribunal considerar que, em virtude da situação econômica do infrator, é ineficaz, embora aplicada no máximo. (Incluído posteriormente) .
• º O alistando, ou o eleitor, que comprovar devidamente o seu estado de pobreza, ficará isento do pagamento de multa. (Incluído posteriormente) .
(...)


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23/03/2007 - 19h11 - Atualizado em 23/03/2007 - 21h42
Projetos querem voto facultativo
Apenas menores de 18, maiores de 70 e analfabetos não são obrigados a votar no Brasil.
Cinco propostas de emenda constitucional propõem mudar a regra.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL13264-5601,00.html

Nas últimas eleições, 16,7% dos eleitores não compareceram às urnas para votar no primeiro turno. No segundo, o índice ficou em quase 19%. O temor de que esse número aumente ainda mais é um dos grandes argumentos utilizados para quem defende a manutenção do voto obrigatório. Mas há quem discorde.

O assunto é um dos temas de debate da reforma política. Cinco propostas de emenda constituicional (PECs) que tramitam no Congresso propõem que o voto deixe de ser obrigatório para todos os cidadãos. Atualmente, apenas menores de 18 anos, maiores de 70 e analfabetos podem decidir se querem votar ou não.

A favor da proposta, há o fato de que o voto facultativo já é realidade na maioria dos países desenvolvidos, como Estados Unidos e Canadá. No Brasil, o voto obrigatório foi incluído na Constituição em 1934.

A socióloga Maria Victoria Benevides, da Universidade de São Paulo (USP), defende o voto facultativo, mas acredita que ainda não é possível implantar a regra no Brasil.

“Não acho que o voto precisa ser obrigatório na França e na Itália porque são países que já chegaram a um patamar mínimo de igualdade socioeconômica para o cidadão. O acesso à informação já está razoavelmente disponível para todos. Quando nós chegarmos ao padrão de mínimo de igualdade no acesso à informação, podemos repensar a obrigatoriedade do voto”, opina.
Legitimidade
Há quem relativize a necessidade de alterar a regra. “Na prática, o voto já é optativo. Você vai paga uma multa pequena (se não votar)”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, as votações maciças dão legitimidade e estabilidade para os governos.

“O Lula passou pelo o que ele passou com 53 milhões de votos (na eleição para o 1º mandato, na campanha de 2002). Imagine se ele tivesse sido eleito com 4 ou cinco milhões de votos? Não ia ter quem o segurasse”, afirma.

O cientista político da Tendências Consultoria Rogério Schmitt discorda. Para ele, o voto obrigatório está ultrapassado. “É uma coisa completamente anacrônica que o Brasil resolveu manter. Não tenho a ilusão de que o voto facultativo vai ser adotado, mas, se coubesse a mim mudar, eu mudaria”.


Globo.com / JN
26.02.2007

Eleitores que não votaram e nem justificaram voto podem ter título cancelado


Os eleitores que não votaram em três eleições seguidas - nem justificaram a ausência - devem procurar os cartórios eleitorais. Quem não regularizar a situação pode ter o título cancelado.
A enfermeira Sirlene Oliveira não votou no primeiro e nem no segundo turno das eleições no ano passado. Por isso, foi cedo ao cartório eleitoral.
“É sempre bom estar em dia, regularizar todos os serviços porque a gente pode precisar futuramente”, acredita Sirlene.
E precisa mesmo. Sem o título, o eleitor não consegue tirar passaporte, abrir conta em banco, se matricular em universidades e se inscrever em concursos públicos. Os cartórios eleitorais têm uma lista com os nomes dos que não votaram em três eleições seguidas.
"A Justiça Eleitoral não vai enviar e-mail, correspondência, fax, nada. O eleitor tem que procurar um cartório eleitoral e se inteirar se está ou não na lista", avisa Adriana Fulgência, diretora do Cartório Eleitoral.
O prazo para procurar o cartório eleitoral é de 60 dias. Depois disso, o título de eleitor será cancelado. Mas há exceções como os eleitores com menos de 18 anos, mais de 70 e os analfabetos porque para eles, o voto é facultativo. Em todos os outros casos, quem não votou nem justificou tem que pagar multa. O valor varia de acordo com a região. E quem define é o juiz.
“Em Uberlândia o valor da multa foi fixado em R$ 3,51. O valor mínimo é R$ 1,05”, aponta o juiz eleitoral João Ecyr Ferreira.
A dona de casa Fabiana Alves pagou R 3,51 de multa porque não votou no segundo turno de 2006. O motivo ela carrega nos braços: Lucas, hoje com três meses.
“Quero dar a ele o exemplo de que a gente tem que andar correto com as nossas obrigações. É um gesto de cidadania”, diz Fabiana.
O prazo final para evitar o cancelamento do título é 26 de abril.
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Leia diretamente o texto legal no seguinte link:
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/LEIS/L4737compilado.htm

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Eleições, voto facultativo e maioridade na Democracia



Você sabia que para tornar o voto facultativo na democracia brasileira basta um decreto da autoridade competente? Isto porque a Constituição não prevê nenhuma espécie de constrangimento ou coerção sobre o eleitor. A seguinte frase seria suficiente:

“A autoridade competente DECRETA:
O comparecimento do eleitor aos locais de votação nas eleições é facultativo.
Revogadas as disposições em contrário”.

Uma medida deste teor restabeleceria a leitura correta da ordem constitucional que trata da capacidade política das faixas etárias e afirma notadamente a obrigatoriedade para a maioridade de efetuar o alistamento eleitoral e subsequentemente comparecer ao local de votação confirmando sua nova condição de eleitor. A ordem constitucional democrática visa não coagir o eleitor mas estabelecer sua liberdade política.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Señal abierta a todos los medios de comunicación






“En España, las cuentas de 2007 fueron cerradas con el segundo mayor excedente de la Zona Euro (más de 2% del PIB, sólo superado por Chipre), y el primer ministro José Luís Zapatero, en víspera de elecciones, anunció ya que recurrirá al ‘colchón’ presupuestario para llevar en frente un plan abiertamente keynesiano, de obras publicas y reducción e fiscalidad, precisamente para compensar el enfriamiento de la actividad privada, en especial el sector de la construcción, que emplea a más de 10% de la población activa del país… Alemania, la mayor economía europea cerró 2007 con cuentas equilibradas (0,1%)… Las cuentas públicas francesas permanecen en rojo (-2,5%)”.

MADRID (AFP)
— El PP ha aceptado la propuesta de la Academia de Televisión de celebrar dos debates electorales entre José Luis Rodríguez Zapatero y Mariano Rajoy, los próximos 25 de febrero y 3 de marzo, con una señal abierta a todos los medios de comunicación que deseen ofrecerla, como defendía el PSOE.

Hasta ahora, el PP quería que los debates entre el presidente del Gobierno y el líder de la oposición fueran en las televisiones privadas Telecinco y Antena 3 fueran las cadenas desde las que se deberían emitir los debates. Ahora, falta por consensuar quiénes serán los moderadores de los debates.

Las direcciones del PSOE y el PP ya acordaron hace semanas los asuntos que discutirán Zapatero y Rajoy en los debates, que durarán 90 minutos cada uno. Habrá cinco grandes bloques: economía, políticas sociales, política exterior y de seguridad, política institucional y retos del futuro, que incluirá temas como las nuevas tecnologías, el cambio climático o las infraestructuras.

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ELECCIONES GENERALES

The Economist (Reino Unido). Artículo. “Los rivales se muestran derrochadores”. Subtítulo: “Los partidos políticos españoles pugnan por ofrecer a los votantes cada vez más bajadas de impuestos y aumentan sus promesas”.

“Los votantes españoles están experimentando una superabundancia de ofertas que, curiosamente, coincide con las elecciones del 9 de marzo. Al partido socialista gobernante y a sus oponentes del PP, según parece, les falta tiempo para regalar cosas. Cada uno acusa al otro de comprar votos. Cada uno ofrece idéntica defensa reivindicando que está intentando estimular la economía al tiempo que estalla la burbuja inmobiliaria española, que los mercados mundiales se inquietan y que aumenta el desempleo. Tanto las acusaciones como las defensas tienen su parte de validez”.
“Es posible que a los votantes les asalte la confusión en un momento en que la bonanza electoral desdibuja diferencias entre derecha e izquierda. Los recortes impositivos estimularán la economía y devolverán recursos a los ciudadanos, comenta el supuestamente izquierdista Zapatero. Aumentar la cuantía de las pensiones es justo, necesario y posible, dice el conservador Rajoy. Puede ser que algunos votantes concluyan que, gane quien gane el 9 de marzo, ellos no pueden perder”.
“Sin embargo, no todos ganarán. Es difícil restablecer la prudencia fiscal tras un ataque de indulgencia. Y el paro ahora es una gran preocupación porque las empresas constructoras y las agencias inmobiliarias están desesperadas y despiden empleados. Zapatero, que mantiene un estrecho margen de ventaja de tres puntos, según la mayoría de encuestas, reza porque no haya más malas noticias económicas antes del nueve de marzo. En caso contrario, quizás él también se quede sin trabajo”.
Financial Times Deutschland (Alemania) Crónica de Ute Müller: “El Sarkozy de España” (Subtítulo: “El jefe de la oposición Rajoy, carente durante largo tiempo de oportunidades, gana puntos en la campaña electoral con dureza frente a los inmigrantes”):
“Resulta seco, rígido y algo anticuado: Mariano Rajoy, el candidato líder del Partido Popular para las elecciones al Parlamento español del próximo 9 de marzo, ha sido considerado durante largo tiempo como un candidato relativamente carente de oportunidades. El actual presidente José Luis Rodríguez Zapatero parecía estar demasiado seguro en su puesto. Pero a medida que se acera la jornada electoral, esta imagen está cambiando cada vez más”.
“Los valores que Rajoy obtiene en las encuestas apuntan hacia arriba, porque a pesar de que la economía española sigue creciendo por encima de la media de la UE, el ánimo se percibe desolado: la burbuja inmobiliaria ha estallado y, por primera vez en mucho tiempo, vuelve a subir el desempleo. Y Rajoy, de 52 años, ha encontrado su tema con ello. El desafiante se ha dejado inspirar por la vecina Francia y ha descubierto ámbitos en los que puede ganar puntos entre los desconcertados españoles: inmigración y seguridad interior. Los socialistas han tenido que observar con estupor cómo su ventaja se ha reducido cada vez más durante los últimos días”.
“En cuanto al otro tema estrella de la campaña electoral –la debilitada situación económica–, las propuestas de solución de ambos adversarios prácticamente no se diferencian. Tanto el Gobierno como la oposición pretenden impulsar la coyuntura con fuertes recortes de los impuestos y se superan a sí mismos con ideas para más prestaciones sociales. Frente a su opositor, Zapatero puede contar con las preferencias del electorado femenino. Ahí es donde quiere asegurarse ahora el terreno. Zapatero ha prometido abolir las diferencias de salario entre hombres y mujeres por la realización de la misma tarea. “Lucharé incansablemente por la completa equiparación,” exclamó en Sevilla ante el vitoreo de sus seguidoras. Zapatero, que ya se impuso a Rajoy hace cuatro años, tiene además de su lado las estadísticas: en España nunca antes ha perdido un Gobierno tras la primera legislatura.”
Financial Times (Reino Unido). Crónica de Leslie Crawford: “Zapatero sigue luchando a medida que se agrian los ánimos del electorado”.
“El partido socialista al poder no puede seguir estando seguro de que ganará las elecciones generales que tendrán lugar dentro de tres semanas, a medida que la ralentización económica va mermando su liderazgo. Uno de los factores de preocupación para el presidente José Luís Rodríguez Zapatero es que sólo dos tercios de quienes le votaron en 2004 dicen que volverán a apoyarle. Ahora el desafío de Zapatero consiste en encontrar la solución para movilizar a los votantes socialistas”.
“El mes pasado Zapatero negó que el ciclo económico hubiera cambiado. Con su rechazo a abordar el tema del desplome inmobiliario y el aumento del desempleo –que el mes pasado superó la barrera de los 2 millones- el presidente ha dado la impresión de no estar informado. Este tipo de cuestiones indican que quizás Zapatero haya juzgado mal los ánimos del electorado mientras España acude a las urnas”.
Al Massae (Marruecos) artículo de Nabil Deriouch en portada:”Guerra prematura entre el ‘niño de Castilla’ y el ’heredero de Aznar” por el palacio de la Moncloa. Rajoy evito hablar del velo en melilla porque el electorado musulmán representa ahí catorce mil votos”
“Las fotos de Rodríguez Zapatero, líder del PSOE, y de su rival Mariano Rajoy, líder del PP, han empezado a aparecer en las calles españolas de manera tímida cerca de las estaciones de autobuses y de metro; pero esta timidez pronto se convertirá en un incendio rabioso que arrasará con todo cuanto se le ponga por delante durante las dos próximas semanas”
ECONOMÍA
Die Welt (Alemania). Crónica de Richard Haimann: “La crisis española atrae a los cazadores de gangas” (Subtítulo: “Los precios de las segundas viviendas para las vacaciones caen en determinadas regiones más de un cincuenta por ciento”):
“La economía española tiembla ante la mayor crisis inmobiliaria que el país jamás haya experimentado. 32.000 agencias inmobiliarias han echado ya el cierre, más de 100.000 trabajadores de la construcción han perdido sus empleos y decenas de miles de familias españolas prácticamente ya no pueden pagar las letras de sus hipotecas. En cambio se ven como ganadores los alemanes, británicos y escandinavos que llevaban mucho tiempo soñando con una vivienda en propiedad en la Península Ibérica: Para ellos, los bienes inmuebles españoles son ahora tan económicos como no lo habían sido en años.”
Jornal de Negocios (Portugal) crónica de Eva Gaspar: “España con capacidad para combatir la crisis, Alemania menos, Francia ni eso”.
“La situación presupuestaria en la Zona Euro está hoy en mejores condiciones que en 2001…Siete de los quince países del euro presentaron ya excedentes presupuestarios, entre los cuales España e Irlanda – precisamente los dos países de la Zona Euro que se encuentran en una situación más vulnerable a los efectos ‘dominó’ de la crisis financiera y del vaciamiento de la burbuja especulativa que se acumuló en los respectivos mercados inmobiliarios”.
“En España, las cuentas de 2007 fueron cerradas con el segundo mayor excedente de la Zona Euro (más de 2% del PIB, sólo superado por Chipre), y el primer ministro José Luís Zapatero, en víspera de elecciones, anunció ya que recurrirá al ‘colchón’ presupuestario para llevar en frente un plan abiertamente keynesiano, de obras publicas y reducción e fiscalidad, precisamente para compensar el enfriamiento de la actividad privada, en especial el sector de la construcción, que emplea a más de 10% de la población activa del país… Alemania, la mayor economía europea cerró 2007 con cuentas equilibradas (0,1%)… Las cuentas públicas francesas permanecen en rojo (-2,5%)”.

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domingo, 17 de fevereiro de 2008

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

O voto obrigatório, as cidades e o eleitor - Parte Primeira.



No âmbito de um regime eleitoral complexo e diferenciado como o voto obrigatório
o Eleitor não se reduz a uma simples função de sistema jurídico-político com figura no contrato de representação.

A ocorrência do regime impositivo torna inócua a abordagem mais funcionalista de explicação do sistema representacional. Por contra exige o estudo descritivo do tipo sociológico do eleitorado como matriz, estudo este imprescindível para compreender a capacidade de produzir tendência política pública como escala de valores, critérios e estilo nas relações com as instâncias constituídas.

A obrigatoriedade do voto nos sistemas institucionais democráticos, vista no paradoxo que a constitui, permanece uma obrigatoriedade que por sua vez é negação em primeiro grau, revelando-se uma imposição que nega em fato o reconhecimento da capacidade política do eleitor, o qual em círculo vicioso descaracteriza qualquer tendência política pública pela ampla disparidade das suas escolhas.

Na mirada da sociologia em profundidade a figura do Eleitor moderno surge com as Cidades livres (Século XIV) levando à Renascença. Nele tem expressão a liberdade política ultrapassando a estrutura feudal, ou melhor: o Eleitor é a liberdade política em ato, é o sujeito in-surgente lá onde a obrigação feudal de ceder bens em obediência deixa de valer; é o liberto da obrigação em obediência.

Originariamente o Eleitor não é um papel social ainda que possa constituí-lo quando em associações voluntárias com funções de formação de opinião e defesa dos interesses dos cidadãos perante as instâncias constituídas.

Visto em profundidade o aspecto funcional no estudo sociológico do universo simbólico-social do Eleitor é antes uma decorrência do que pressuposição, já que se trata de uma função que emana do ato eleitoral como a capacidade de produzir tendência política pública, uma função de liberdade, em perspectiva.

A evolução das cidades livres desde o século XIV caracterizou uma verdadeira revolução municipal, que deu nascimento aos governos provisórios. Tais centros da indústria e do comércio são ao mesmo tempo (a) - os centros da inspiração intelectual e da ressurreição do direito romano; (b) - as sedes de onde parte o conhecimento perceptivo do mundo exterior e de onde partirá, finalmente, o movimento da Renascença.

A Federação das cidades liberadas e suas hierarquias de grupos, como as hierarquias dos mestres de ofícios, as das intendências, as das associações de companheiros e aprendizes, as das sociedades comerciais representa um vasto movimento de liberação das “comunas” urbanas com seus conselhos municipais, onde estão representadas as sociedades comerciais e as corporações de ofícios (para SAINT-SIMON, este movimento marca o começo da era industrial, com a superação progressiva dos “ociosos” pelos “produtivos”).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

VOTO FACULTATIVO NA DEMOCRACIA BRASILEIRA

No regime de voto obrigatório há redução do princípio de soberania à obediência burocrática a respeito da ordem constitucional interpretada, ou obediência a respeito dos dispositivos regulamentados (não estabelecidos no texto da Constituição).

Permanece no esquecimento que a qualidade universal do sufrágio não resulta simplesmente do comparecimento massivo do grande número em razão da autoridade burocrática, sem motivação política real e em detrimento da prática da liberdade política coletiva, cujo exercício em ato é requerido no regime do voto voluntário ou facultativo, o qual, este sim inclui a motivação política imprescindível à obtenção da universalidade do sufrágio.

Como se sabe a Constituição da Democracia brasileira ao dispor sobre a capacidade política das faixas etárias reconhece a liberdade do eleitor. De fato a liberdade do eleitor é estabelecida no Capítulo IV do Título II, lá onde no Artigo 14 lê-se no § 1º que “O alistamento eleitoral e o voto são: I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II – facultativo pa-ra: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.”

A liberdade do eleitor é estabelecida, portanto a partir do momento em que ao fazer dezoito anos o indivíduo-cidadão tornou-se eleitor, cumpriu a obrigação de alistar-se e comparecer ao local de votação, não sendo mais alcançado por este dispositivo do Artigo 14 § 1º da Constituição até os setenta anos.

Não se sabe de onde foi tirada a idéia antidemocrática de que por esse dispositivo os eleitores são sempre constrangidos a votar. O texto constitucional democrático acima é bem claro ao dispor sobre a obrigação única da maioridade para o alistamento eleitoral e o comparecimento ao local de votação, deixando inteiramente livre o eleitor, cuja figura não é objeto de menção alguma.

Ademais, as referências a esta matéria em legislação anterior são igualmente marcadas pela obrigatoriedade do alistamento e em lugar algum o legislador menciona a palavra eleitor que, portanto, mais uma vez, tem reconhecida sua liberdade política.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O gothic, o romantismo e a filosofia estética: notas para uma crítica da chamada “cultura obscura”. Primeira Parte



O gothic, o romantismo e a filosofia estética:
notas para uma crítica da chamada “cultura obscura”.
Primeira Parte

O chamado gothic considerado não somente como gosto do obscuro, mas como paixão das trevas teria nascido de uma visão fantasmagórica da Idade Média atribuída aos românticos.
Quando se busca uma definição para o que seria gothic ou dark além da referência à tribo urbana que recebeu esta denominação admite-se (a) - que ser gothic ou dark relaciona-se mais a uma opção estética do que qualquer outra coisa; (b) – que este sentido estético particular apresenta características definidas principalmente no que se refere às temáticas abordadas, mas não constituiria em si nenhuma escola artística específica, absorvendo influências diversas, unindo em um mesmo caldeirão influências românticas, surrealistas, expressionistas y muchas otras más.
Os simpatizantes do chamado movimento gothic, vendo no romantismo do século XIX uma espécie de "reabilitação" da Idade Média e do seu imaginário, nos dirão que os românticos são os responsáveis pelo surgimento da "gothic novel" ou "romam noir", normalmente ambientados em castelos sombrios e ambientes tenebrosos. Ultrapassando a noção simples de cultura obscura, dirão-nos ainda que a celebração da noite obscura como passando a ser o lugar previlegiado da celebração dionisíaca se faz no romantismo literário, tomado como exemplo a obra de Novalis ( Hinos à Noite). Haveria o resgate dos valores noturnos levando ao pessimismo, à loucura, aos sonhos, às sombras, à decomposição, à queda, à atração pelo abismo (trevas) e morte, bem como à urgência pela vida. Para os simpatizantes do gothic, portanto no "dark side" do romantismo se encontrariam praticamente todos os elementos estéticos que tanto deliciam os góticos até os dias de hoje...Além da sua origem através da gothic novel.
Não será paradoxal dizer que o gothic como atração das trevas sendo procedente do romantismo constituiria uma opção estética ?
Sem dúvida, essa abordagem do gothic como paixão das trevas, sendo cogitada pelo aspecto da filosofia da arte suscita um tema crítico, a saber: será legitimo falar de estética no romantismo tendo em conta que toda a arte afirma um horizonte, afirma a criação? O gosto das trevas pelas trevas, a atração do romantismo pelo abissal não será nihilismo? Não será uma apologia do Nihil ex-nihilo, uma filosofia do nada que se tira do nada, portanto negação absoluta da criação tornada non-sense absoluto? Dizer que o gothic como atração das trevas, sendo procedente do romantismo constituiria uma opção estética não será paradoxal?
Neste e-book haverá oportunidade para inferir sobre o artificialismo de uma abordagem artística sobre o gothic como cultura obscura. No século XX toda a abordagem artística só é válida se compreende como nos sugere Theodor W. Adorno que l'art assume sa liberté en se fermant aux classes défavorisées: cette négativité de la culture est part de sa vérité. L'industrie culturelle, par le primat du divertissement, abuse au contraire de "prévenances à l'égard des masses", en leur fournissant l'amusement que recherche "celui qui veut échapper (dans ses loisirs) au processus du travail automatisé". Mais elle ne lui offre pour cela que des produits qui sont la copie du travail, puisque sa production repose sur les mêmes principes que toute production industrielle: même division du travail, même standardisation, etc .
Deste ponto de vista o chamado gothic é cultura de massa, é tribo urbana, é fenômeno comportamental e não opção estética, a não ser que se prolongue artificialmente a noção do estético para incluir o comportamental, os esteriótipos e, desse modo, se venha a falar de sentido estético particular. Prolongamento este que é muito problemático tratando-se de opções ou preferências, sobretudo veleidades produzidas ou induzidas pela indústria cultural (estereótipos de contestação social) sobre os seus consumidores. Em sumo: haveria um sentido estético particular (industrial) nas veleidades tidas como contestação social identificadas aos comportamentos de certos grupos de admiradores da cultura obscura (gosto do obscuro na literatura, nas artes e, sobretudo no cinema e no Rock and Roll): os chamados gothics.

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Contracultura, anticapitalismo e a Crítica da cultura.



Contracultura, anticapitalismo e a Crítica da cultura. (inserir no blog).

Para refletir sobre contracultura, anticapitalismo e crítica da cultura deve-se observar o seguinte:
• Que se trata de três aspectos da realidade social-histórica descoberta detrás do salto tecnológico da cibernética, cuja referência principal é a extensão dos Direitos Civis e Políticos nos EUA, na seqüência da March for Jobs and Freedom ocorrida no início dos anos sessenta.
• Que o salto tecnológico da cibernética fez acentuar a liberdade de expressão, com os meios de comunicação de massa desempenhando um papel essencial para repercutir e projetar em ampla escala as manifestações de comportamento, os fatos políticos e as condutas efervescentes ligadas às aspirações coletivas, de tal sorte que os eventos dos anos sessenta revelam a função de comunicação social prevalecendo sobre as ideologias, tornadas estas mensagens de mídia, incluindo o anticapitalismo ou anti-imperialismo.
• Para saber mais sobre a Crítica da Cultura vale ler neste blog os artigos reunidos sob o título Mundo da Comunicação Social, na postagem intitulada Acervo da Biblioteca Virtual do JL’s blogs.
• A Crítica da Cultura é liberdade de expressão, suscita ou convoca a consciência da irracionalidade da civilização técnica favorecendo a revalorização dos direitos sociais e a chamada responsabilidade social das empresas.
• O quadro de referência para compreender a Crítica da Cultura é a democracia Ocidental notadamente o movimento em liberdade de expressão configurando a revolução social que consagrou a extensão dos direitos civis e políticos nos EUA.
• Por sua vez, a noção de revolução social como redução da exclusão e extensão dos direitos civis e políticos tem raízes na evolução das cidades-livres e seus Conselhos com a diferenciação do eleitor moderno. A evolução das cidades livres desde o século XIV caracterizou uma verdadeira revolução municipal, que deu nascimento aos governos provisórios. Tais centros da indústria e do comércio são ao mesmo tempo (a) - os centros da inspiração intelectual e da ressurreição do direito romano; (b) - as sedes de onde parte o conhecimento perceptivo do mundo exterior e de onde partirá, finalmente, o movimento da Renascença.
• A Federação das cidades liberadas e suas hierarquias de grupos, como as hierarquias dos mestres de ofícios, as das intendências, as das associações de companheiros e aprendizes, as das sociedades comerciais representa um vasto movimento de liberação das “comunas” urbanas com seus conselhos municipais, onde estão representadas as sociedades comerciais e as corporações de ofícios (para SAINT-SIMON, este movimento marca o começo da era industrial, com a superação progressiva dos “ociosos” pelos “produtivos”).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

ROCK’N’ROLL, POLÍTICA E HISTÓRIA: "tres días de paz y música".



El festival de Woodstock sucedido de 15 a 18 de Agosto de 1969 (em uma fazenda próxima da cidade de Woodstock no Estado de New York) llegó en medio de un conflicto militar en el extranjero y la revolução social no país com a extensão dos direitos civis. The March on Washington for Jobs and Freedom was a large political rally that took place in Washington, D.C. on August 28, 1963. Martin Luther King, Jr. delivered his historic "I Have a Dream" speech advocating racial harmony at the Lincoln Memorial during the march. Approximately 250,000 people took part in the march; it is estimated that 200,000 were African American and 50,000 were white. (The march was organized by a group of civil rights, labor, and religious organizations. Following the march, the Civil Rights Act (1964) and the National Voting Rights Act (1965) were passed).
The Woodstock Music and Art Fair Fue el más grande bash de la contracultura y es un recordatorio de la juventud y el exceso de hedonismo de los años 60. Se trata de una culminación de lo que significó la contracultura : as bandas foram chamadas pela geração que estava questionando a direção da sociedade americana e constituiu o contrapeso mais decisivo para apaziguar a discordia racial en el país. Muchos de los más grandes artistas de los años 60 estaban en el Festival, y es su influencia en la juventud que los pusieron junto a una granja de Bethel, en la lucha contra el mal tiempo, la escasez de alimentos y el saneamiento deficiente . El sitio de Woodstock se convirtió, durante cuatro días, un countercultural mini-nación: as mentes estaban abiertas. Se trata de un festival donde cerca de 500.000 "hippies" se reunieron para celebrar bajo el lema de "tres días de paz y música".
Leia mais na http://en.wikipedia.org

Woodstock in 1969

ESSE TAL DE ROQUE ENROW

ESSE TAL DE ROQUE ENROW

ESSE TAL DE ROQUE ENROW
(Rita Lee / Paulo Coelho)
Ela nem vem mais pra casa, doutorEla odeia meus vestidosMinha filha é um caso sério, doutorEla agora está vivendoCom esse tal de... Roque Enrow Roque Enrow, Roque En...
Ela não fala comigo, doutorQuando ele está por pertoÉ um menino tão sabido, doutor Ele quer modificar o mundoEsse tal de Roque EnrowRoque Enrow
Roquem é ele? Quem é ele?Esse tal de Roque Enrow?Uma mosca, um mistérioUma moda que passouE ele, quem é ele?Isso ninguém nunca falou!
Ela não quer ser tratada, doutorE não pensa no futuroE minha filha está solteira, doutor Ela agora está lá na salaCom esse tal de Roque Enrow Roque Enrow, Roque En...
Eu procuro estar por dentro, doutorDessa nova geraçãoMas minha filha não me leva à sério, doutorEla fica cheia de mistério Com esse tal de Roque EnrowRoque Enrow
Roquem é ele? Quem é ele?Esse tal de Roque Enrow?Um planeta, um deserto, Uma bomba que estourouEle, quem é ele?Isso ninguém nunca falou!
Ela dança o dia inteiro, doutor E só estuda pra passar
E já fuma com essa idade, doutor Desconfio que não há mais cura
Pra esse tal de Roque Enrow Roque Enrow, Roque Enrow Roque En...row

***

Ler sobre Rock and Roll e História:

Qué pasa con el rock& roll?

Política y rockn' roll.


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